Estamos vivenciando um tempo de muitas mudanças e oportunidades de aplicar diferentes modelos de negócio.

Atualmente, um grande desafio de qualquer startup é conseguir encontrar um mercado para seu produto. O jeito tradicional de criar planos de negócio, desenvolver um produto, lançar no mercado para só então vendê-lo tem sido o principal motivo do fracasso de empresas em todo o mundo.

Ao contrário da forma já conhecida de criar empresas, a Lean Startup propõe novas formas de criar produtos e serviços que levam a um negócio sustentável e que combate o desperdício de tempo e recursos.

 

Sobre a obra

 

O livro “A Startup Enxuta” (2011) de Eric Ries, do título original “The Lean Startup” (em inglês) descreve um roteiro para todos os inovadores, administradores e líderes empresariais, que buscam lançar produtos mais bem-sucedidos sem desperdiçar tempo, talento e recursos.

A ideia central do livro é o conceito de Startup Enxuta, que se desenvolve sobre diversas ideias, como o Lean Manufacturing, o design thinking, o desenvolvimento de clientes e o desenvolvimento ágil.

Na versão brasileira da editora LEYA, o livro apresenta 280 páginas. Até o presente momento, o livro já foi traduzido para 30 idiomas e vendeu mais de 1 milhão de exemplares.

Além disso, você pode adquirir o livro completo clicando no link:

 

Sobre o autor

 

Eric Ries é um empreendedor do Vale do Silício e autor reconhecido por ser o criador do movimento Lean Startup, uma nova estratégia de modelo de negócios que direciona as startups a alocar seus recursos de forma mais eficiente. Ele também é um conhecido blogger entre a comunidade de empreendedores tecnológicos.

Ries já fundou uma série de startups, incluindo a IMVU, onde trabalhou como diretor-chefe de tecnologia. Ofereceu consultoria em negócios e estratégias de produto para startups para firmas de capital empreendedor e grande empresas, incluindo a GE, com a qual criou o programa Fast-Works.

Trabalhou ainda como empreendedor-residente na Harvard Business School, na IDEO e na Pivotal, e é fundador e diretor executivo da Long-Term Stock Exchange.

 

Esse livro é indicado para quem?

 

O conteúdo do livro é relevante para toda pessoa que deseja iniciar sua própria empresa ou que esteja interessada em empreendedorismo.

Também é aplicável para quem se interessa por desenvolvimento e testes rápidos de produtos.

Sendo assim, é especialmente importante para fundadores, gerentes e funcionários de empresas de tecnologia.

 

Ideias principais do livro

 

Os pontos de destaque do livro são:

 

 

Esses conceitos representam uma nova abordagem para criar a inovação contínua. Não vai perder a chance de aprender mais sobre esse livro, né? Siga neste artigo!

Nele, vamos explicar todos os pontos principais da obra.

 

Overview: Princípio 1 - Inovação contínua

 

A inovação não é uma preocupação apenas para startups. Existem gerentes em grandes empresas que têm a missão de chefiar uma iniciativa de um novo produto ou serviços - são chamados de empreendedores internos.

Além disso, o autor define startup como uma instituição humana para criar novos produtos e serviços sob condições de extrema incerteza.

É importante ressaltar que “instituição” pode se referir a diferentes tipos de organização: agências governamentais, empresas apoiadas por capital de risco, ONGs sem fins lucrativos ou companhias voltadas para o lucro.

O fato de que o produto ou serviço da startup também é parte essencial da definição. A organização se dedica a revelar uma nova fonte de valor para os clientes e se preocupa com o impacto do seu produto sobre esses clientes.

Também é importante que a palavra “inovação” seja compreendida amplamente. Podem ser descobertas científicas originais, um novo uso para tecnologia existente, criação de um novo modelo de negócios, entre outros.

 

Overview: Princípio 2 - Aprendizado

 

Aprendizagem validada

 

A aprendizagem validada é um método rigoroso para demonstrar progresso dentro desse contexto de incerteza no qual as startups crescem.

O processo consiste em representar empiricamente que a equipe descobriu informações valiosas sobre os consumidores atuais e potenciais da empresa. Ele é mais rápido, preciso e concreto do que previsões de mercado ou planejamentos de negócios clássicos.

O aprendizado é o núcleo para o progresso dessas instituições. O esforço que não é necessário para aprender o que os clientes querem deve ser eliminado.

O caminho para o progresso é enxergar a startup como um grande experimento. A pergunta não deve ser “Conseguimos construir esse produto?” mas sim “Conseguimos construir um negócio sustentável envolvendo esse produto?”.

Seu trabalho é encontrar os pontos comuns entre a sua visão e o que os consumidores aceitariam.

 

Produtividade

 

A verdadeira produtividade de uma startup é medida pela procura sistemática por coisas certas a serem feitas. Na startup enxuta, todo produto, toda característica e toda campanha publicitária são entendidos como um experimento para alcançar aprendizagem validada.

 

Overview: Princípio 3 - Experimentação

 

A fase de experimentação começa com uma hipótese clara que faz previsões sobre o que deve acontecer. Ela deve ser guiada pela visão da empresa.

O objetivo de cada experimento é descobrir como construir um negócio sustentável ao redor dessa visão. Mesmo quando eles produzem resultados negativos, essas falhas podem ajudar e influenciar estratégia.

No modelo de startup enxuta, um experimento é mais do que pesquisa teórica. Já é um primeiro produto.

As duas suposições mais importantes que os empreendedores fazem são:

Hipótese de valor: formulada para testar se o produto ou serviço de fato fornece valor aos clientes no momento em que o estão utilizando.

Hipótese de crescimento: feita para testar como os novos clientes descobrirão um produto ou serviço. O mais importante a ser avaliado é o comportamento.

E as quatro perguntas que devem ser feitas são:

 

1. Os consumidores reconhecem que têm o problema que estamos tentando solucionar?

2. Se houvesse uma solução, eles comprariam?

3. Comprariam de nós?

4. Conseguimos desenvolver uma solução para esse problema?


Overview: Princípio 4 - Produto mínimo viável

 

Se você deseja criar um negócio sustentável, precisa saber inicialmente se existe demanda para seu produto. A melhor forma de conseguir isso é pelo conceito de MVP (Produto Mínimo Viável).

A partir desse método, você consegue feedback de clientes reais sobre a sua ideia de produto. O MVP deve ser o mais simples possível e deve conter apenas o necessário para entregar uma experiência realista do funcionamento da sua ideia.

Um bom exemplo dessa utilização foi feita pelos fundadores do Dropbox, software de armazenamento em nuvem. Eles sabiam que desenvolver a sua ideia até um produto completo demandaria muito tempo, então pensaram em uma forma fácil: eles fizeram um vídeo.

Era um vídeo simples, apenas uma apresentação da tecnologia e uma demonstração de como seria o seu funcionamento. O vídeo funcionou: em uma noite, 75.000 pessoas se inscreveram na lista de espera do Dropbox.

A partir disso, eles começaram a desenvolver o produto final. Hoje em dia, a empresa possui valor superior a 1 bilhão de dólares.

 

Overview: Princípio 5 - Construir-medir-aprender

 

 

A prioridade de uma startup deve ser o aprendizado: é preciso saber quais produtos construir e como ganhar dinheiro com eles. E isso não vem sem o contato com o mundo real.

Para facilitar isso, você pode usar o loop de construir-medir-aprender.

Primeiro, você cria uma versão de teste do seu produto, como um protótipo, um MVP.

Depois disso, é preciso colocar esse produto no seu mercado e reunir feedback. Ao coletar dados quantitativos desse experimento, você consegue medir o interesse das pessoas no seu produto.

Ao analisar, é importante não ficar concentrado apenas nos números. Você deve conversar com as pessoas. Dessa forma, fica mais fácil de entender os dados coletados, uma vez que você aprendeu sobre suas impressões individuais.

O que você aprende em um ciclo deve ser utilizado na concepção do próximo. Esse processo então é repetido até que você encontre um modelo sustentável.

Se você deseja empreender, é preciso gerar ações que vão tornar seus sonhos realidade. Então, comece agora a se capacitar, com o nosso novo curso de Formação Empreendedora.

 

 

Overview: Princípio 6 - Os pivôs

 

 

Muitas startups acreditam no mito popular de que o segredo para o sucesso é ter perseverança e muita força de vontade: um fundador heroico tem uma ideia brilhante e passa por diversos obstáculos até que o produto faça sucesso.

Mas essa forma de pensar leva as empresas ao que o autor chama de “terra dos mortos-vivos”. Como zumbis, elas não têm noção dos seus arredores e continuam se esforçando em vender um produto que o mercado simplesmente não quer.

Para evitar isso, você deve se perguntar como pode mudar seu produto de modo a melhorá-lo e ajudá-lo a encontrar seu mercado. Além disso, é preciso estar aberto ao que o autor chama de “pivô” - uma mudança de direção fundamental.

Um pivô pode ter várias formas, como redefinir o valor inato do produto, perseguir um diferente segmento de mercado ou mudar seu principal canal de vendas.

Uma característica do pivoteamento é a realização de novos testes de hipóteses, uma vez que as suposições iniciais da startup foram alteradas.

Decidir por isso pode ser difícil, e muitas startups acabam evitando ou adiando essa escolha. Por isso, é válido conduzir reuniões mensais para analisar a situação e tratar do assunto.

Muitas startups tiveram que pivotar algumas vezes antes de obter sucesso. Tome o Groupon como exemplo: começou como uma plataforma para ativismo e levantamento de fundos, e hoje em dia é um marketplace de comércio eletrônico.

 

Overview: Princípio 7 - Motor de crescimento

 

 

Uma parte fundamental de qualquer negócio é o motor de crescimento, o que garante que a empresa não fique estagnada. Existem três tipos:

 

O motor de crescimento recorrente

 

Ele funciona retendo os clientes existentes que já geram um constante fluxo de receita. O foco não é em ganhar novos consumidores, por isso não são feitos grandes investimentos no marketing nesse sentido.

Em vez disso, são oferecidas novas funcionalidades ou serviços melhores para que os consumidores atuais usem seu produto de maneira mais frequente.

 

O motor de crescimento viral

 

 

O objetivo desse tipo é fazer com que os próprios clientes façam o trabalho de marketing pela empresa. A consciência sobre seu produto se espalha entre seu público-alvo por meio do boca a boca.

Isso possibilita à startup a economia em campanhas publicitárias, por isso é importante facilitar que os clientes se engajem nesse tipo de marketing viral.

Um bom exemplo foi quando o serviço de e-mail do Hotmail adicionou uma assinatura automática ao final de cada e-mail com os dizeres: “PS.: Obtenha seu e-mail grátis no Hotmail”.

Em seis meses, o serviço tinha mais de 1 milhão de novos clientes cadastrados.

 

O motor de crescimento pago

 

O último método depende do investimento em marketing, como, por exemplo, com publicidade online paga.

Essa modalidade só é sustentável se os clientes trouxerem receita suficiente para garantir que os custos por aquisição de consumidores sejam menores do que valor do tempo de vida do cliente.

Em geral, é possível atacar com essas três frentes de crescimento ao mesmo tempo, mas é inteligente focar em apenas uma, pois assim ela pode gerar resultados mais rapidamente.

Além disso, fazer apenas um método ajuda a avaliar o sucesso de novas funcionalidades: se elas ajudam o motor de crescimento a ganhar velocidade, são valiosas; se não, são desperdício e devem ser eliminadas.

 

Overview: Princípio 8 - Adaptação

 

Uma das descobertas mais importantes da filosofia Lean foi que você não pode trocar qualidade por tempo. Se você está com problemas de qualidade agora, os defeitos resultantes vão te atrasar no futuro.

Para acelerar, as startups enxutas precisam de processos que forneçam um ciclo natural de feedbacks. Processos adaptativos te forçam a investir na solução de problemas que estão desperdiçando tempo.

Conforme esses esforços preventivos geram resultados, você naturalmente consegue voltar a crescer e se desenvolver. Um método recomendado pelo autor para identificar a causa raiz de problemas são os 5 Porquês.

Em suma, o trabalho das startups nunca está finalizado. Até mesmo empresas estabelecidas devem aprender a conduzir diferentes formas de trabalho ao mesmo tempo, buscar excelência operacional e sempre tentar inovar.

 

O que outros autores dizem a respeito?

 

Em sua pesquisa os autores do livro Feitas para Durar, Jim Collins e Jerry I. Porras, descobriram que a maioria das empresas visionárias não começaram com uma ideia revolucionária que as fez ter sucesso logo no início. Na verdade, elas tiveram um começo devagar e, com o tempo, conseguiram dominar seus mercados.

Em relação a fundação da startup, Pier Thiel, em sua obra De Zero a Um, disse que: “uma startup com problemas na sua fundação não consegue ser consertada”. Uma das maiores dificuldades é escolher o seu sócio. Essa decisão é tão importante, que o autor a compara com um matrimônio.

Você já deve ter ouvido falar que a pesquisa de mercado é a parte mais importante da preparação antes de abrir um negócio. A partir dela, você consegue identificar seu público consumidor e construir seu produto de acordo com seu nicho de mercado. Entretanto, Simon Sinek no livro Por Que não concorda com isso. Ele acredita, claro, que a parte mais importante é descobrir e entender o seu “porquê”. Esse é um processo de descoberta, não de invenção, que ocorre da noite para o dia.]

 

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

 

De forma diferente das empresas tradicionais, as Startups precisam ser administradas de uma forma diferente das já estabelecidas. Sendo que o objetivo é encontrar um modelo de negócios sustentável.

Com a análise de “A Startup Enxuta”, o leitor é capaz de entender e aplicar uma abordagem para testar suas premissas principais e, na sequência, construir um modelo de negócios sustentável.

Após a leitura será capaz de desenvolver rapidamente protótipos de produtos, e na sequência melhorar continuamente, a partir da experiência dos clientes e dos ciclos de aprendizados.

 

E aí, o que achou?

 

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