“A pressa é inimiga da perfeição”. “Pare e pense”. “Olhe antes de saltar”. “Não julgue um livro pela capa”. Todas essas frases convergem com a ideia de que devemos reunir muitas informações sobre um determinado assunto antes de tomar quaisquer decisões sobre ele.

No entanto, o autor Malcolm Gladwell rebate esse argumento com o que ele chama de técnica de “fatiar fino”, que é uma forma de cognição rápida realizada pelo nosso inconsciente, com base em partes pequenas da experiência.

Em outras palavras, Malcom afirma que as decisões tomadas muito depressa podem ser tão boas quanto decisões tomadas de forma cautelosa e deliberada, especialmente em situações estressantes.

Curioso, não é? Nesse resumo, vamos analisar os principais aspectos dessa técnica e como o autor as explica. Vem comigo!

 

Sobre a obra

 

Publicada em 2005 com o título Blink: The Power of Thinking without Thinking (em inglês), o livro traz as ideias do autor sobre tomada de decisão, especialmente aquelas que são tomadas de maneira rápida, ou como diz no título do livro em português, “num piscar de olhos”.

Dividida em seis capítulos, a obra traz os resultados de diversas pesquisas científicas como forma de sustentar suas principais ideias e exemplos.

Desde o seu lançamento, já foram vendidas mais de 2 milhões de cópias do livro, traduzidas em mais de 20 línguas diferentes. A versão brasileira foi publicada em 2016 pela Editora Sextante.

Para conhecer mais sobre o conteúdo do livro, você pode comprar a versão completa clicando abaixo:

 

 

Sobre o autor

 

Malcolm Gladwell é colunista da revista The New Yorker desde 1996. Ele também é autor dos sucessos “Fora de Série” e “O Ponto da Virada”, além de outros livros. Todas as suas obras publicadas somadas já venderam mais de cinco milhões de cópias.

Malcolm é jornalista por formação e trabalhou no The Washington Post, onde cobria negócios e ciência.

 

Esse livro é indicado para quem?

 

O conteúdo apresentado pelo autor vai interessar aqueles que se interessam em conhecer mais sobre o processo de tomada de decisão, além de descobrir como a sua intuição atua nesse tipo de situação.

O livro também vai ajudar a pessoas que buscam maior autoconhecimento, conseguindo identificar quando a sua intuição é válida ou não.

 

Ideias principais do livro

 

Os pontos de destaque do livro são:

 

  • Decisões rápidas e intuitivas podem ser tão confiáveis quanto decisões altamente analíticas;

  • Ser bom em tomar decisões rápidas (o autor chama de “fatiar fino”) mostra que você entende o que é mais relevante na questão;

  • Estereótipos atrapalham nossa habilidade de fatiar fino;

  • Nós não estamos conscientes dos processos que resultam nas decisões rápidas (ou primeiras impressões);

  • Possuir amplo domínio sobre um assunto permite que suas decisões rápidas e intuitivas sejam ainda mais confiáveis, justamente por saber identificar o que é mais importante naquele tema;

  • O estresse pode impactar nas nossas habilidades de decisões rápidas, tanto positiva quanto negativamente.

 

Overview - Aspecto 1: a teoria das fatias finas

 

A ideia por trás dessa teoria afirma que nossa mente é capaz de identificar padrões abrangentes e significativos, mesmo a partir de pequenas amostras.

Em outras palavras, o autor nos diz que conseguimos fazer julgamentos rápidos com uma alta taxa de precisão, por mais que tenhamos pouca informação ou exposição ao assunto tratado.

Malcolm explica que podemos ser efetivos nas fatias finas de duas maneiras:

 

  • Baseando-se em muita experiência;

  • Visualizando o que é relevante (a nossa experiência ajuda a identificar isso de maneira mais fácil e rápida).

 

No livro, o autor cita o exemplo do pesquisador John Gottman, que conseguiu fama com seus estudos sobre previsão de divórcio e estabilidade conjugal.

Gottman consegue prever com 90% de precisão se um casal vai se divorciar em breve ou não, apenas analisando 15 minutos de conversa entre eles. A sua experiência adquirida em quatro décadas de pesquisa o ajudou a atingir esse nível de previsibilidade.

 

Overview - Aspecto 2: a “vida secreta” das decisões rápidas

 

Na sequência, Gladwell explica que as decisões rápidas, feitas com base em pequenas amostras do assunto, são obras do que é chamado de subconsciente.

O autor cita que nós não conseguimos explicar muitas dessas decisões que tomamos, por mais que tentemos refletir sobre elas.

O principal exemplo explicitado no livro é sobre o treinador de tênis chamado Vic Braden. Ele era capaz de identificar quando um jogador iria cometer uma dupla falta (errar as duas chances de saque) antes mesmo de ele ter completado o movimento.

Certa vez, Braden conseguiu prever as 20 duplas faltas que ocorreram em um jogo entre dois tenistas de classe mundial, que erravam muitos poucos saques.

No entanto, ao pensar sobre isso, Vic não conseguia identificar como conseguia fazer aquilo, ele apenas conseguia. Isso corrobora com a ideia do autor de que os julgamentos instantâneos, além de extremamente rápidos, são também inconscientes.

 

Overview - Aspecto 3: a parte negativa

 

Nessa parte do livro, Gladwell muda a perspectiva e trata do lado negativo de se fatiar fino. Ele cita o exemplo do Presidente americano Warren Harding, no qual muitas pessoas votaram pela sua boa aparência, mas acabou se tornando um dos piores presidentes da história do país.

Esse “lado sombrio” dos julgamentos rápidos é considerado uma forte causa para discriminação, preconceito e formação de estereótipos.

No entanto, a boa notícia é que as pessoas podem se esforçar para identificar quando suas decisões estão sendo influenciadas por preconceitos ou estereótipos. Então, ela pode tentar combater isso e tomar decisões menos enviesadas.

Para isso, é importante estudar e passar mais tempo com as pessoas e assuntos com os quais somos tendenciosos. Assim, é possível compreender sua cultura e seus comportamentos, diminuindo a chance de agir de maneira parcial.

 

Overview - Aspecto 4: menos é mais

 

O autor diz que a cultura ocidental tende a valorizar decisões que são complexas e que demandam mais tempo e esforço. No entanto, ele acredita que essa postura não é a ideal.

O exemplo que ele nos oferece para sustentar essa afirmação é sobre um hospital público de Chicago. Na década de 90, esse hospital recebia diariamente cerca de 30 pessoas que afirmavam estar sofrendo um ataque cardíaco.

Então, todos os dias os técnicos e médicos realizavam uma longa série de procedimentos com o paciente para, na maioria das vezes, descobrir que a pessoa não estava com problema cardíaco algum.

Como os recursos do hospital eram escassos, os custos para realizar essa quantidade de procedimentos estava impactando bruscamente no orçamento. Pensando nisso, o diretor decidiu produzir um algoritmo baseado apenas em três fatores a serem analisados no paciente.

Então, para cada resposta a essa análise de fatores, foi determinado um procedimento adequado, visando aumentar a eficiência do atendimento. Com a implantação do algoritmo, a taxa de acertos na identificação de ataques cardíacos aumentou de 70% para 95%.

Mas o que essas evidências nos mostram? Basicamente, o autor quer mostrar que, para decisões difíceis, algumas vezes menos significa mais. Inicialmente, deve-se focar no que é mais relevante para encontrar a solução do problema.

Posteriormente, a reunião de diversas informações é essencial para o tratamento mais adequado da questão.

 

Overview - Aspecto 5: situações estressantes

 

Nesse último aspecto, o autor trata dos diferentes aspectos de se fatiar fino em situações de alto estresse. Geralmente, essas situações nos forçam a aumentar nosso foco.

Os esportistas de alto nível costumam dizer que, algumas vezes, parece que a velocidade do jogo “diminui”. Gladwell explica que isso ocorre pois nosso cérebro ignora todos os estímulos desnecessários e foca exclusivamente no que importa no momento. É o que os estudiosos chamam de “visão em túnel”.

Essa experiência normalmente ocorre quando nosso ritmo cardíaco está acelerado e se mantém dentro da faixa de 115 a 145 batimentos por minuto.

No entanto, acima desse espectro, o estresse nos torna menos efetivos. Por exemplo, muitas pessoas entram em estado de choque em uma situação perigosa e ficam paralisadas. Isso faz com que elas não consigam nem discar o número da polícia no telefone.

Por isso, o autor cita que não devemos confiar totalmente na nossa intuição em situações altamente estressantes, pois podemos acabar ignorando fatores essenciais para a questão, por estarmos muito nervosos.

 

O que outros autores dizem a respeito?

 

Em seu livro “Pré-Suasão”, o autor Robert Cialdini trata desse momento crucial na tomada de decisões, ou seja, a primeira impressão. Em sua obra, ele mostra como fazer com que essa reação seja a mais positiva possível, o que permite aplicar suas técnicas tanto em vendas quanto na vida pessoal.

Assim como Robert, o autor Michael Harris também trabalha formas de se usar a rápida percepção em vendas e negociações. Em sua obra Insight Selling, ele apresenta essas práticas para ajudar vendedores a alcançarem ótimos resultados.

Napoleon Hill em seu livro Quem Pensa Enriquece, relata que uma característica comum entre os entrevistados de sucesso é que eles são capazes de tomar decisões de forma rápida, e ficam confiantes dessa decisão.

 

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

 

Por fim, o autor sugere algumas práticas que podem te ajudar a utilizar da melhor forma os julgamentos rápidos em situações do mundo real. São elas:

 

  • Não acredite em racionalizações depois do ato: quando alguém for te explicar o motivo de ter feito o que fez, tome cuidado. Normalmente elas estão apresentando o que acreditam fazer sentido, não as reais razões;

  • Tome cuidado com a má interpretação dos seus sentimentos;

  • Em situações de alta pressão, não confie nas decisões instantâneas, especialmente caso não tenha muita experiência no assunto;

  • A melhor maneira de treinar para ser ótimo em decisões rápidas é estudar e praticar o tema, assim você sabe tão bem o que importa no caso que é capaz de desconstruir realidades complexas em elementos básicos, facilitando a decisão.

 

E aí, gostou?

 

O que achou do poder das decisões instantâneas? Deixe seu feedback nos comentários!

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