Um dos desafios que as empresas enfrentam nos dias atuais é conseguir acompanhar o ritmo tecnológico, de modo que seja possível suprir as demandas de mercado. 

Com essa necessidade em vista, práticas e métodos que potencializam o gerenciamento de projetos se tornaram o alvo de grandes empresas. 

CMMI (Capability Maturity Model Integration) é um framework que descreve as práticas usadas em uma organização para empregar o desenvolvimento de software e é aplicado para analisar o nível no qual a empresa se encontra nessa função. 

Essa ferramenta visa testar o nível de capacidade e maturidade, e entender quais ações devem ser colocadas em práticas para o progresso dessa evolução. De modo que o modelo estabeleça melhorias contínuas e avalie os processos em pequenos lotes. 

Se ficou interessado em entender como funciona um processo de melhoria contínua, leia nosso artigo sobre isso, é só clicar: Melhoria contínua: o que é e como fazer?

A seguir vamos descobrir para que serve o CMMI, entender os níveis de maturidade desta ferramenta e como ela pode ser aplicada em conjunto com os métodos ágeis. 

Vem com a gente!

 

Para que serve o CMMI?

 

CMMI foi desenvolvido pela engenharia de software e surgiu da evolução do CMM, publicada em 1991.

A ferramenta foi desenvolvida a partir de uma demanda do governo dos Estados Unidos, dada a necessidade de compreender e resolver falhas que acontecem em projetos e geram custos operacionais e atraso nas entregas.

O modelo CMMI não é uma metodologia, pois não ensina como fazer ou quem deve fazer, mas sim o que deve ser feito para atingir os níveis de maturidade. 

A avaliação para saber em qual estágio de maturidade a empresa se encontra é feita por um profissional credenciado. Ele irá identificar o nível da sua empresa e quais as práticas devem ser adquiridas para uma evolução. 

Até o ano de 2018, existiam três modelos aplicados nas práticas CMMI, sendo o último a versão 1.3. Porém, para acompanhar as mudanças atuais e melhorar seu modelo de avaliação, surgiu o novo modelo CMMI 2.0

Conheça as diferenças dos modelos que são aplicados: 

  • CMMI for Development - avalia as melhores práticas para o desenvolvimento de melhores produtos e serviços; 

  • CMMI for Acquisition - avalia as melhores práticas para a aquisição de melhores produtos e serviços;

  • CMMI for Service - avalia as melhores práticas para a entrega de melhores produtos e serviços;

  • CMMI-Dev V2.0 - avalia a melhoria de processos, e, a partir desta nova versão, a organização deverá apresentar resultados gerados pelas ações de melhoria. Outra novidade é a maior contemplação dos conceitos ágeis e da metodologia Scrum. 

Um ponto importante é a avaliação do impacto que os métodos ágeis podem gerar no nível de maturidade. Com eles, você consegue aumentar o nível de desenvolvimento de software e estabelecer, de forma eficiente, prazos e custos.

 

Quais são os níveis de maturidade do CMMI?

 

Os modelos apresentados acima transmitem os níveis de maturidade conforme o design e o conteúdo do produto. Esse modelo apresenta cinco níveis de maturidade organizacional, e cada um é composto por práticas que podem ser usadas para a melhoria contínua dos processos. São eles:

 

 

Nível 1: Imaturo 

Significa que a organização é totalmente perdida quando o assunto é abordagem de planejamento, reprodução ou criação de software; basicamente, os desenvolvedores abrem caminho para uma solução sem ter uma abordagem definida. 

Nesse caso, normalmente os produtos funcionam, mas não seguem prazos e orçamentos.     

 

Nível 2: Gerenciado  

A empresa já tem a aplicação de uma metodologia e começa a fazer com que ela funcione dentro da organização. 

Nesse nível, a empresa procura empregar pessoas experientes e que conseguem lidar com situações que buscam por saídas controladas. 

 

 

Nível 3: Definido  

Os processos são bem caracterizados e entendidos. Além disso, todos já utilizam a metodologia de uma forma natural, pois aquele método de desenvolvimento de software já está enraizado nas pessoas. 

Esses processos buscam estabelecer a uniformidade no contexto na organização. 

 

Nível 4: Quantitativamente gerenciável 

Nesse nível, os organizadores já podem estabelecer objetivos quantitativos para avaliação de qualidade e desempenho de processo. É possível ter indicadores de performance sobre a construção de software.

 

Nível 5: Maduro  

Por último, temos a organização que já possui um conjunto de práticas definidas, reproduzíveis e aprimoradas para o desenvolvimento de software. Nesse nível, a sua empresa já tem o PDCA, que é o controle de melhoria contínua de desenvolvimento de software

Quando a empresa chega neste estágio é porque ela já se tornou referência no desenvolvimento.

Antes de conhecermos as práticas ágeis que podem ajudar sua empresa a aumentar o CMMI, eu vou deixar três dicas de leituras, caso você tenha sentido que precisa conhecer mais sobre o Scrum. É só clicar no link abaixo. 

 

Como aumentar o CMMI com práticas ágeis

 

Nesse tópico, eu vou contar para você quais são as práticas ágeis que podem ser usadas para aumentar o nível de CMMI da sua empresa. 

Começaremos a partir do nível dois, pois é aquele em que a empresa já possui uma metodologia para o gerenciamento do seu produto. 

 

 

Nível 2 - objetivo: gerenciamento básico de projetos 

Práticas Scrum que podem ser aplicadas: 

  • criar e gerenciar o Product Backlog

  • definir o plano de versão de entrega;

  • definir a duração das Sprints;

  • estabelecer métricas a serem consideradas (velocidade em pontos e horas, defeitos e testes);

  • definir os testes automatizados para testar as Histórias do Usuário

 

Nível 3 - objetivo: padronização do processo

Práticas Scrum que podem ser aplicadas:

  • definir formalmente papéis e reuniões do Scrum

  • definir formalmente o processo de gestão de risco, por meio das reuniões Scrum

 

Nível 4 - objetivo: gerenciar quantitativamente 

Práticas Scrum que podem ser aplicadas: 

  • utilizar e formalizar as métricas, como: velocidade, defeitos, testes bem-sucedidos para análise de variação e tendência, além de tomadas de decisões para ações preventivas ou corretivas. 

 

Nível 5 - objetivo: melhoria contínua

Práticas Scrum que podem ser aplicadas: 

  • utilizar as reuniões de retrospectiva das Sprints para identificar, documentar e traçar o plano de ação para implementar itens de melhoria;

  • ciclo PDCA.

 

Pronto para se especializar?

 

Agora que você já sabe como funciona o CMMI e como ele pode ser usado para o desenvolvimento de software dentro da sua empresa, eu vou apresentar para você a ferramenta que, quando usada em conjunto com o CMMI, resulta em excelentes resultados para o sucesso de um projeto. 

O curso de Introdução ao Agile Scrum vai ensinar para você como implementar as práticas do Scrum em projetos e na sua rotina. E o melhor, o curso é gratuito! 

Então não perca essa oportunidade, seja o profissional que detém os conhecimentos de que o mercado precisa. 

 

 

 

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