Pegar um Uber, alugar um quarto através do Airbnb, entre outros serviços similares. Você provavelmente já usou alguns deles, não é mesmo? Então, é exatamente esse tipo de novo modelo de negócio que a economia compartilhada permite.

Cada vez mais popular nos dias atuais devido à facilidade que traz para os usuários. A verdade é que nem todo mundo sabe muito bem como funciona esse modelo que vai do aluguel de carros até a comercialização de bens e serviços.

Além disso, você sabia que esse modelo é, na verdade, muito antigo?

Trocar objetos, recursos ou serviços remete aos primórdios da humanidade, tendo sido deixado um pouco de lado com a urbanização e crescimento acelerado da população mundial, pois a partir de então, com um grande número de pessoas desconhecidas à sua volta, essa relação de comércio naturalmente se tornou mais impessoal.

Mas, desde os anos 2000, esse modelo vem ganhando muita força, principalmente por causa das inovações tecnológicas, que conectam as pessoas de uma forma mais pessoal, além de garantir uma maior segurança nesse tipo de negociação, através de várias garantias oferecidas aos usuários.

Agora que você já está um pouco contextualizado em relação à evolução do conceito de economia compartilhada, vamos à sua definição de fato.

 

O que é economia compartilhada?

 

A economia compartilhada, também chamada de economia colaborativa, é um novo modelo de negócio no qual há um consumo compartilhado de recursos pelas partes interessadas.

Ou seja, esse modelo promove a união entre ganho financeiro e o uso consciente de recursos, evitando desperdícios, como é o caso do compartilhamento de bicicletas, que já é realidade em várias cidades. Encaixando-se nos modelo de economia de “consumo” colaborativo.

Dessa forma, podemos dizer que a economia compartilhada visa conectar pessoas que possuem os mesmos interesses ou que possam oferecer aquilo que o outro necessita.

 

Exemplos e vantagens da economia compartilhada

 

Imagine o seguinte: eu tenho uma calculadora gráfica (para você da Engenharia, as lendárias HPs) que não é mais útil para mim, enquanto você está procurando por uma. Vamos agora adicionar um intermediador nesse processo. Por exemplo, o Mercado Livre.

Assim, eu resolvo publicar um anúncio nessa plataforma e, para isso, pago um certo valor. Você encontra o anúncio e compra a calculadora. Eu ganhei, você ganhou (sai mais barato do que comprar em uma loja comum) e o Mercado Livre ganhou a parte dele.

Esse foi um exemplo simples daquilo que podemos chamar de economia compartilhada. Existem inúmeros outros casos de grandes empresas que se enquadram nesta nova economia, como os já citados casos do Airbnb e da Uber, mas acho que você já conseguiu entender, certo?

Ah, vale lembrar que não é necessário que haja um “intermediário” nesse tipo de transação. Se uma empresa decide contratar um freelancer para realizar determinada tarefa, ao invés de contratar um funcionário fixo, já é possível que esta atividade se enquadre nesse novo modelo de economia compartilhada.

Por quê?

Bem, a empresa está cortando gastos relacionados à manutenção de um funcionário, como INSS e FGTS, além de não precisar passar por toda a burocracia de uma contratação.

Da mesma forma, o profissional autônomo conta com toda a liberdade de precificar seu serviço, flexibilizar seus horários e receber seu pagamento de forma líquida, sem todas as deduções características.

 

Questões polêmicas

 

Não só de elogios vive a economia colaborativa, mas de muitas críticas também. Você com certeza já soube dos conflitos intermináveis entre a Uber e os taxistas, além dos órgãos governamentais.

Mas qual a causa de tanta polêmica? De forma resumida, a maior parte do problema é devido à falta de regulamentação e tributação de empresas desse tipo. Dessa forma, serviços tradicionais, como os táxis e os hotéis (no caso do Airbnb) ficam em clara desvantagem na hora de competir.

Alguns estudiosos argumentam que as economias de compartilhamento se tratam de uma evolução natural do mercado, oferecendo mais opções aos clientes e fugindo da “rédea curta” do Estado.

Mas não pense que as críticas vêm somente dos concorrentes tradicionais. Muitos entusiastas da economia compartilhada defendem que empresas como as duas já citadas estão apenas praticando um novo tipo de comercialização de produtos e serviços sem, de fato, compartilhar seus lucros com seus usuários.

A verdade é que, apesar das polêmicas, esse tipo de serviço só vem crescendo, principalmente pela forte adesão do público, que está constantemente buscando serviços alternativos e mais baratos.

 

Confiabilidade e segurança

 

Passada a desconfiança inicial, temos visto que as pessoas têm se identificado bastante com empresas que oferecem serviços como esses que vimos. E isso cria um vínculo de fidelidade que se repete.

Quanto mais pessoas usam, mais confiável o serviço se torna, e é por isso que o marketing boca a boca costuma ser uma das principais ferramentas de divulgação dessas empresas, o que contribui para esse sentimento de segurança.

Além disso, os vários mecanismos de proteção ao consumidor, como o Mercado Pago no Mercado Livre, garantem que tudo estará de acordo com o que foi combinado, caso contrário o dinheiro gasto é devolvido.

Quanto mais seguro, mais pessoas usam, e o ciclo recomeça.

Tudo isso torna a economia compartilhada cada vez mais comum, de forma que a usamos frequentemente sem nem nos darmos conta disso. Basta que eu te pergunte: quantas vezes você pegou um táxi depois que instalou o aplicativo da Uber em seu smartphone?

O mais interessante é que isso acaba se tornando um hábito, e mesmo quando não vale a pena, acabamos recorrendo ao serviço com o qual estamos acostumados.

 

E você, o que pensa a respeito?

 

Agora eu quero saber a sua opinião e o seu feedback. O que você acha desse modelo de negócio? É um consumidor desse tipo de serviço? Quais você acha que são as principais vantagens?

Para finalizar, trouxemos um ótimo conteúdo para você!

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