A Análise do modo e efeito de falha ou simplesmente (FMEA) é um estudo sistemático e estruturado das falhas potenciais que podem ocorrer em qualquer parte de um sistema para determinar o efeito provável de cada uma sobre todas as outras peças do sistema e no provável sucesso operacional, tendo como objetivo melhoramentos no projeto, produto e desenvolvimento do processo.

De acordo com a ABNT, o FMEA é um método que utiliza variáveis qualitativas para realizar uma análise dos possíveis modos de falha que podem originar-se em componentes e gerar um efeito sobre a função de todo o conjunto.

Com a utilização do FMEA, é possível antever algumas falhas sistêmicas de nível crítico (e também as mais leves), assim como seu efeito sobre o conjunto. Portanto, a ferramenta cria a possibilidade de se minimizar as falhas potenciais e evitar seus efeitos.

O objetivo dessa ferramenta é propiciar um método estruturado para a realização da análise do modo e efeito de falha, possibilitando tirar conclusões mediante ao preenchimento correto da planilha em questão.

 

Faça junto com a gente!

 

Para você poder acompanhar este artigo de forma dinâmica, não deixe de baixar a planilha! Com ela, vai ser possível aprender de forma rápida simples e fácil como fazer uma análise FMEA e reduzir a ocorrência de falhas da sua organização! Basta clicar no botão abaixo:

 

 

Veja na vídeo-aula abaixo o funcionamento da planilha

 

 

Entenda a Ferramenta FMEA

 

A navegação na planilha se dará por meio dos botões abaixo. Basta clicar no botão e você será remetido para a aba correspondente.

 

 

Cadastramento de Dados

 

O cabeçalho deve ser preenchido normalmente com as informações respectivas.

 

 

Os demais itens serão explicitados abaixo. Para fins didáticos iremos separar a explicação em grupos, de modo a facilitar a visualização e o entendimento.

 

 

  • Etapa do Processo: Indica a etapa do processo na qual está se realizando a análise

  • Função e Requisitos do Processo: descrição simplificada do processo ou operação em análise ( ex.: torneamento, filtragem, montagem,  peneiramento,etc );

  • Modos de Falha Potencial: É a maneira pela qual o processo pode falhar em atender os requisitos do processo. É a descrição de uma não conformidade nesta operação que pode ser associada com o modo potencial de falha de uma operação anterior ou posterior - interfases do processo. Perguntas que podem ser feitas: Como o processo pode falhar em atender as especificações desejadas, e, o que o meu cliente consideraria como falha além das especificações já definidas?

  • Efeitos Potenciais da Falha: São definidos como defeitos do modo de falha no cliente. Descreve a falha em termos do que seria observado pelo cliente, definido se o modo de falha poderia impactar na segurança ou causar o não cumprimento das legislações. O cliente pode ser a próxima etapa do processo. Exs.: Barulho, vazamentos, interrupção da produção, Põe o operador em risco, Inoperância do equipamento, não bombeia, não filtra, etc.. ?

  • Na visão do cliente suas classes de pontuação são: Índice de Severidade:

1: Pouco perceptível;

2-3: Pouco importante;

4-5-6: Moderado;

7-8: Grave;

9-10: Extremamente grave. Não é recomendado modificar o critério de classificação para os valores 9 e 10. 

 

 

  • Causas e Mecanismos Potenciais de Falha: É definida como a forma pela qual a falha poderia ocorrer, descrita em termos de alguma coisa que possa ser corrigida ou possa ser controlada. As falhas devem ser escritas de forma específica e não genérica. EXs.: Lubrificação inadequada, posicionamento errada do equipamento x, ferramental quebrado, operador falha ao instalar uma junta de vedação, etc..

  • Índice de Ocorrência: É a probabilidade que um mecanismo/causa específico de falha irá ocorrer. Prevenindo ou controlando as causas de falha através de uma alteração no processo e a única maneira que a redução do índice de ocorrência possa ser efetivada. Seus valores são:

1: Remota;

2: Muito Pequena;

3: Pequena;

4-5-6: Moderada;

7-8: Alta;

9-10: Muito Alta.

 

 

  • Controles atuais do processo de prevenção: Controles que podem detectar na medida do possível, a ocorrência do modo de falha ou o mecanismo /causa da falha. Estes controles podem ser dispositivos a prova de erro, controles do próprio processo. A avaliação pode ocorrer na própria operação. Estes controles são baseados nos controles de processo de modo que detectem o mecanismo /causa da falha ou o modo de falha e conduz à ação corretiva.

  • Controles atuais do processo de detecção: Controles que podem detectar na medida do possível, a ocorrência do modo de falha ou o mecanismo /causa da falha. Estes controles podem ser dispositivos a prova de erro, controles do próprio processo. A avaliação pode ocorrer na própria operação. Estes controles são baseados nos controles de processo de modo que detectem o mecanismo /causa da falha ou o modo de falha e conduz à ação corretiva. 

  • Índice de Detecção: Está relacionada aos tipos de inspeção: Prova de erro, Medição e Inspeção manual. Deve-se assumir que a falha ocorreu e, então, avaliar a eficácia dos controles atuais do processo. Sua classificação é:

1: Muito alta;

2-3: Alta;

4-5-6: Moderada;

7-8: Pequena;

9: Muito pequena;

10: Remota. 

 

 

  • Nível de Priorização de Risco: É o produto dos índices da severidade(S) x Ocorrência (O) x Detecção (D). Quando IS for 9 ou 10 deve-se tomar ação independente do resultado do NPR. Sua classificação é:

1-99: baixo

100-500: moderado

501-1000: alto

Obs.: perceba que a coluna do “NPR” está com a cor cinza. Isso se deve pois essa coluna possui fórmulas e NÃO deve ser preenchida.

 

  • Ações a serem tomadas para a redução do NPR: Para redução do nível de ocorrência e severidade aconselha-se a revisão do processo. Para redução no índice de detecção, é importante o uso de métodos a prova de erro/falha. Se não ocorrer ação, escrever a palavra "Nenhuma".


Os demais campos são preenchidos com as informações pertinentes.

 

Gráficos

 

Com base nas informações cadastradas na aba anterior; serão gerados três gráficos com os índices de: Severidade, Ocorrência e Detecção. Esses gráficos apontam a distribuição dos índices em relação ao seu impacto.

Dessa forma, pode-se facilmente realizar uma análise dos mais frequentes e tomar isso como base de informação para reuniões de análise crítica, com o objetivo de determinar possíveis padrões de comportamento, bem como a solução para os problemas.

 

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