As moedas virtuais estão revolucionando o mercado financeiro. Alguns termos, como hard fork e soft fork, estão sempre relacionados, mas pouca gente entende o que são.

Caso você estivesse morando em alguma caverna nos últimos 10 anos e nunca tenha ouvido falar sobre, não se preocupe. Nós te explicamos o que é isso.

Moeda virtual ou criptomoeda é um código digital descentralizado, ou seja, que não necessita de nenhuma entidade regulamentadora e que pode ser revertido em dinheiro físico.   

Volta e meia uma nova moeda virtual surge. Os conceitos de hard fork e de soft fork estão totalmente ligados a elas, desde que a primeira criptomoeda surgiu. O Bitcoin é, sem dúvidas, um dos responsáveis pela popularização desses termos.

Hoje, viemos falar um pouco sobre hard fork e soft fork, assim como do fato desses acontecimentos ditaram os rumos das moedas digitais. Para ficar mais fácil para você conseguir absorver, dividimos o assunto nos seguintes tópicos:

  • O que são o Hard Fork e o Soft Fork?
  • Exemplos de Hard Fork e de Soft Fork;

Então, chega de enrolação, já está na hora de aprender algo novo!

 

O que são o Hard Fork e o Soft Fork?

 

Como você já deve ter percebido, os dois termos, hard fork e soft fork, têm em comum a palavra fork. Bifurcação (nome em português) ou fork é uma alteração nas regras que regem um algoritmo. 

Elas podem acontecer de formas ocasionais, como, por exemplo, quando dois mineradores decifram um código ao mesmo tempo, causando uma divisão temporária. 

No entanto, elas também podem ser causadas pela falta de um consenso entre a comunidade que representa aquele código aberto sobre as suas regras.

Nesse caso, existem dois tipos, o soft fork e o hard fork. O primeiro é o mais comum e acontece com certa regularidade no mundo das criptomoedas. Para ficar mais claro, as características e diferenças de cada um, vamos separará-los.

 

Soft Fork

Soft fork é tipo de alteração das regras do algoritmo que ainda é compatível com o código anterior, ou seja, que ainda preserva o protocolo original

Mesmo que alguns nodes não atualizem o software, os nodes atualizados serão aceitos por ainda manterem compatibilidade com o código inicial. 

Os nodes em uma rede blockchain são os pontos de comunicação da comunidade, podemos falar que seriam cada um dos computadores conectados ao software regente do Bitcoin, por exemplo.

Isso mesmo, para que um soft fork implantado ele só precisa ser aprovado por pelo menos 95% dos usuários da comunidade, os chamados mineradores.

Já ocorreram inúmeros soft forks desde a primeira criptomoeda. A maioria desses acontecimentos serviram para resolver problemas comuns na rede ou atualizações que melhoram o seu uso.

Para entender melhor, pense nos aplicativos do seu smartphone, diariamente eles fazem downloads automáticos de atualizações, que você nem percebe, pelo simples fato dele continuar funcionando normalmente.

Bom, agora que você já entendeu o que são soft forks, vamos passar para os casos mais raros de acontecer, mas que sempre ganham muita repercussão quando acontecem, os hard forks.

 

Hard Fork

Hard Fork é uma alteração nas regras de um algoritmo que é incompatível com o protocolo original, ou seja, deve haver uma ruptura com a versão anterior.

Caso os os nodes não se atualizarem, eles não poderão adicionar novos blocos ou validar novas operações. Esse processo pode ser usado para duas ocasiões, a primeira para melhorar um algoritmo existente ou criar um novo a partir do antigo, mas com alterações em seu princípios e também que use uma blockchain diferente.

Essas alterações podem ser feitas com o consenso geral da maioria da rede, mas também podem gerar polêmica na comunidade. Nesse último caso, criaria uma nova moeda, mas muitos usuários continuariam minerando a antiga. Assim, duas moedas virtuais coexistiram em paralelo e sem compatibilidade.

Mas, me conta aqui, você tem interesse em assuntos que rondam o mercado financeiro como as moedas digitais? Então, se você gosta deste tópico e até pensa em investir nas criptomoedas, o conhecimento em finanças é essencial para ter sucesso nessa área!

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Agora que você já conhece o que são os forks deve ter ficado curioso para saber alguns exemplos deles, não é?

Alguns deles são bem famosos e até mesmo polêmicos, quer ver? Descubra a seguir!

 

Exemplos de Hard Fork e Soft Fork

 

Os forks sempre continuaram acontecendo, tanto para melhorar a usabilidade da moeda quanto para satisfazer diversos públicos e opiniões integrantes da rede. Afinal, dar o controle para os próprios usuários é um dos princípios inegociáveis das criptomoedas. Podemos citar alguns exemplos, são eles:

 

Pay to Script Hash

Pay to Script hash (P2SH), ativada em 2012, foi um soft fork e teve o objetivo de melhorar o sistema de transações com assinaturas múltiplas, reduzindo o espaço requerido para esse tipo de operação. Além disso, ela também conseguiu diminuir a complexidade de codificação e também mudava as taxas dos remetentes para os destinatários. 

 

SegWit

Segregated Witness ou apenas SegWit foi um soft fork do Bitcoin, ou seja, uma proposta de alteração das regras do protocolo da moeda. Teve a finalidade de melhorar a flexibilidade das operações, aumentar a capacidade do bloco e algumas outras mudanças. Com mais de 95% de aprovação pela rede, foi ativada em 2017.

 

Bitcoin Cash

Sem dúvidas, o hard fork mais polêmico do Bitcoin. A nova moeda surgiu a partir da falta de consenso sobre os benefícios do SegWit. Muitos usuários não acreditavam que o soft fork seria a solução para os problemas de lentidão na validação das transações e também das altas taxas cobradas.

Esses problemas são causados pela pequena capacidade dos blocos de Bitcoin, cerca de 1 MB. Assim, em 2018, surgiu a nova versão do Bitcoin, com o tamanho do bloco cerca de 8 vezes maior.

Atualmente, o Bitcoin Cash é uma das moedas digitais mais valorizadas do mercado e tem boas perspectivas para o futuro.

 

Bitcoin Gold

O Bitcoin Gold foi outra moeda que surgiu por meio de um hard fork do Bitcoin. Ao contrário do Bitcoin Cash, essa nova moeda fez mudanças bem severas no protocolo original. 

O modelo de mineração foi alterado para que fosse evitado o controle por imparcial da moeda por parte de pools de mineração, grupos de mineradores, e exchanges, empresas que negociam a moeda. É uma mudança controversa até os dias atuais. 

 

Bitcoin Diamond

Para finalizar nosso exemplos, trazemos o Bitcoin Diamond, última moeda surgida a partir de um hard fork do Bitcoin. A motivação que trouxe essa mudança foi a mesma do Bitcoin Cash, o tamanho do bloco do Bitcoin.

Assim, a nova moeda também trazia um bloco maior. O novo conjunto de regras é similar ao do Bitcoin Cash, mas com uma diferença crucial. Permitem uma quantidade muito maior de moedas de serem mineradas, 210 milhões, número bem acima do permitido pelas irmãs, 21 milhões de moedas. 

 

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