Imagens feitas por telescópio Webb transformarão a astronomia!

Novo no mercado, o equipamento ainda em fase de testes é capaz de fazer observações de galáxias e atmosferas de exoplanetas.

Marcela Gomes 12/05/2022 - 3 mins de leitura

Ainda em fase de testes, o telescópio James Webb (JWST) já realizou um grande avanço na busca sobre respostas do mundo astronômico, com melhor e mais nítida perspectiva das luzes invisíveis do universo. 

As primeiras imagens capturadas por Webb não chegarão até julho, mas testes realizados recentemente animam cientistas com o que está por vir.

De acordo com o cientista  Michael McElwain do projeto do observatório Webb no Goddard Space Flight Center, da NASA, as capturas de Webb são as imagens infravermelhas mais nítidas já tiradas por telescópios espaciais. 

Vamos entender mais sobre esse assunto? 

  • Webb: O telescópio que vem impressionando a NASA!
  • Primeiras capturas: Por quê tão impressionantes?
  • Próxima missão

Webb: O telescópio que vem impressionando a NASA!


Avaliado em aproximadamente US $10 bilhões (aproximadamente 51 bilhões de reais na cotação atual do dólar), o super telescópio James Webb vem impressionando a NASA, lançado em 25 de dezembro de 2021, Webb ainda se encontra em fase de testes.

Fonte: divulgação NASA


Capaz de enxergar detalhadamente galáxias distantes e capturar imagens em alta resolução, Webb possui a seguinte missão: Ajudar a desvendar os mistérios que ainda existem no universo. 

Para que essa missão seja realizada com sucesso, o prodígio da NASA e sucessor do grande telescópio Spitzer, dentre as várias tecnologias que ele possui, temos: 

  1. ASICs: Sigla para “Circuitos integrados de aplicação específica”, foram desenvolvidos especialmente para o Webb, permitindo que todos os componentes e unidades eletrônicas fossem compactados em um único e pequeno pacote. Um fato interessante, é que por mais que essa tecnologia tenha sido idealizada para o Webb, ela também foi utilizada para prestar reparos ao telescópio Hubble.
  2. Sensor HAWAII-2RG: Todos os telescópios que trabalham em longas missões de tempo real, como por exemplo, acompanhamento de alguma estrela, necessitam de algum sistema para guiá-los pelo universo e trazê-los de volta à órbita planejada caso saiam do lugar. Este sensor é capaz de capturar luzes de estrelas tênues em milésimos de segundo.
  3. Backplane: Utilizado como sustentação de espelhos, o backplane de James Webb é capaz de suportar até 2,4 toneladas de ópticas e instrumentos. Funciona como “coluna vertebral” do nosso querido telescópio, firme e leve,  mantendo-o sempre imóvel durante a movimentação dos espelhos para observação do universo, além de possuir uma grande resistência, capaz de suportar as forças e vibrações durante o lançamento.

Primeiras capturas: Por quê tão impressionantes?


A NASA já divulgou diversas imagens tiradas por telescópios anteriormente, mas porque a do James Webb impressiona?  Quando comparada com seu antecessor - Spitzer, as imagens capturadas por Webb demonstram maior riqueza de detalhes, fazendo com que as outras pareçam simples manchas. 


Fonte: Divulgação/Andras Gaspar

Capturada através de câmeras infravermelhas, a Grande Nuvem de Magalhães, é um exemplo perfeito para realizarmos comparações de nitidez. Spitzer foi lançado em 2003 e seu registro da grande luminosa, não nos permite identificar o que está além dos pontos brilhantes, mesmo sendo capaz de identificar grandes objetos, suas capturas deixam a desejar. 

Enquanto Webb, consegue com facilidade observar até os gases interestelares que circundam a grande luminosa.

Já nosso queridinho do momento, Webb, equipado com tecnologia Nirspec (espectrógrafo de infravermelho), possui capacidade de observar com nitidez 100 pontos do espaço, enquanto os outros só conseguem 1 ponto. 


Próxima missão


Após demonstrar seu grande poder para captura de imagens que antes eram consideradas dificílimas, Webb pode ter uma nova missão: ajudar na descoberta se há vida fora do planeta Terra.

Com grande capacidade de observação, Webb talvez consiga desvendar mais um dos grandes mistérios que nos circunda. Acredita-se que a NASA consiga descobrir mais a fundo sobre as primeiras estrelas e galáxias que surgiram, além de analisar e capturar imagens da atmosfera de exoplanetas mais distantes. 

Assim, os cientistas conseguem analisar melhor as condições daquele ambiente e desvendar se há condição de existência de vida naquele local.


Saiba mais!


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