Você toma as melhores decisões com seu dinheiro?

Você acredita que age de forma racional em relação às suas economias?

Richard Thaler busca neste livro explicar a razão pela qual algumas pessoas fazem escolhas racionais, enquanto outras sofrem com ações mais subjetivas na hora de tomar uma decisão.

Se você quer entender como seu modo de pensar influencia na tomada de decisões com seu dinheiro, se liga nesse Pocket Book!

 

Sobre a obra

 

O livro “Misbehaving” (2015), escrito por Richard H. Thaler, traz uma análise de como os fatores subjetivos influenciam na tomada de decisão em assuntos ligados à economia e finanças pessoais.

O autor aborda o conteúdo de 447 páginas com muito bom humor e exemplos pessoais e didáticos, que tornam a leitura dinâmica e bastante compreensível.

Para ilustrar as diferenças, o autor sempre faz um comparativo entre uma pessoa com risco à falha e à irracionalidade, ou seja, o Homo Sapiens, e uma pessoa fictícia que toma decisões única e exclusivamente racionais, chamado por ele de Homo Economicus, ou Econ.

Seus exemplos didáticos são, em maioria, realizados a partir da comparação entre as ações de um Sapiens às de um Econ, em situações semelhantes.

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Sobre o autor

 

Richard H. Thaler escreveu, além de "Misbehaving", outros cinco livros. Um deles, "Nudge" (2008), escrito em coautoria com Cass R. Sunstein, se tornou best-seller global por tratar sobre práticas da economia comportamental utilizadas para combater alguns dos problemas sociais.

No ano de 2015 Richard foi presidente da American Economic Association.

Em 2017 venceu o Prêmio Nobel da Economia, uma conquista que glorificou seus estudos de Economia Comportamental, ou seja, sobre como a psicologia influencia na economia.

 

Esse livro é indicado para quem?

 

Esse livro é indicado para quem deseja entender como a psicologia influencia nas tomadas de decisões com o dinheiro e na Economia, ou seja, para quem deseja entender sobre a Economia Comportamental.

Além disso, o livro é indicado para quem deseja eliminar a lacuna que existe entre as teorias da economia tradicional e a prática.

 

Ideias principais do livro

 

Neste resumo, vamos abordar 3 tópicos que são extremamente importantes para a compreensão e esclarecimento da teoria da Economia Comportamental. São eles:

  • A diferença da economia comportamental para a tradicional;

  • Os diferentes comportamentos nas mesmas situações;

  • Como um empurrão faz a diferença.

 

Vamos lá?

 

Overview: A diferença da Economia Comportamental para a Tradicional

 

O autor afirma que a economia é a mais influente das ciências sociais porque suas teorias impactam na vida das pessoas e são de longo alcance.

Essas teorias tradicionais dizem que:

  • Os indivíduos sempre tomam ótimas decisões de compra dentro de suas restrições orçamentárias;

  • Os indivíduos se comportam racionalmente e fazem as melhores escolhas possíveis em todos os momentos;

  • Os mercados livres tendem ao equilíbrio, ou seja, a oferta de um bem ou serviço é igual à sua demanda.

Mas segundo Richard Thaler essas suposições são falhas. Para ele, é impossível que pessoas comuns sempre tomem decisões ideais. E exemplifica:

"Considere o ato de fazer compras em um supermercado. Com os inúmeros bens disponíveis, como os indivíduos podem sempre fazer as melhores escolhas?"

O autor afirma que para analisar os modelos econômicos, os economistas desenvolveram uma criatura fictícia chamada de Homo economicus ou “Econ”, que seria um tomador de decisões perfeitamente racional.

Mas na visão de Thaler, essas previsões baseadas no comportamento dos Econs (seres exclusivamente racionais) são muitas vezes erradas porque, de acordo com sua teoria, a verdadeira tomada de decisão humana é baseada no (mal) comportamento dos Sapiens e não na racionalidade.

Novamente, com o objetivo de ilustrar, o autor exemplifica o fato de que poucos economistas previram a crise financeira de 2008, pois a maioria se baseou no comportamento dos Econs (que para Richard Thaler não existem).

Apesar dos modelos econômicos nos quais todos se comportam como um Econ ainda terem valor, estão surgindo melhores explicações e novos modelos que se pautam na Economia Comportamental (Teoria desenvolvida por Thaler), que leva em consideração a influência que a psicologia e outras ciências sociais exercem na economia.

A Economia Comportamental afirma: "seres humanos reais agem de maneira previsivelmente irracional".

Por que isso ocorre? Pois as pessoas estão sempre descobrindo algo novo, e isso influencia nos seus julgamentos, levando a erros e preconceitos que impactam na tomada de decisão.

 

Overview: Os diferentes comportamentos nas mesmas situações

 

Você provavelmente já passou por uma situação na qual o preço de um item variava de acordo com a forma de pagamento. Isso acontece porque, dependendo da forma de pagamento, há taxas a serem pagas pelo vendedor.

 

Primeiro exemplo

 

Agora, fique atento às duas possíveis falas de um vendedor:

  1. “Essa camisa custa R$100,00. Mas se você quiser pagar no cartão de crédito, o valor vai para R$110,00”;

  2. “Essa camisa custa R$110,00. Se o pagamento for no dinheiro, o valor cai para R$100,00”.

Segundo Thaler, a probabilidade de você se sentir mais confortável está na segunda opção, porque as pessoas valorizam mais o que já possuem do que qualquer coisa que poderiam acrescentar a ela.

Aí é que está uma das diferenças da Economia Tradicional para a Comportamental.

Para um Econ, como o valor a ser pago é o mesmo, não há, portanto, diferença na forma como o vendedor informa os preços (se é uma sobretaxa ou um desconto), pois as duas políticas de preços são idênticas.

Mas isso influencia grande parte da população, pois as pessoas tendem a perceber uma sobretaxa como uma despesa extra, da qual não gostam. Por outro lado, renunciar a um desconto é apenas um custo de oportunidade.

 

Segundo exemplo

 

Você já passou por uma situação que, após realizar algo, veio o sentimento que sempre soube qual seria o resultado? O autor utiliza uma tese do psicólogo Baruch Fischhoff sobre isso.

Você sabia que esse sentimento pode prejudicar uma empresa? Imagine se um Diretor Executivo resolve demitir funcionários talentosos, que participaram de um projeto mal sucedido, apenas porque ele acreditava que a falha era previsível e que sempre soube que o projeto iria fracassar.

Acha que eu perdi o foco e estou falando de outra coisa? Não mesmo! Esse exemplo é para demonstrar que as pessoas reagem e têm julgamentos diferentes de acordo com um resultado. Ou seja, o resultado ou valor de algo pode afetar o julgamento de uma pessoa, principalmente na hora de decisão de compra.

Além disso, esse mesmo Fischhoff trabalhou na Universidade Hebraica em Israel com dois outros acadêmicos, Daniel Kahneman e Amos Tversky, que publicaram um artigo intitulado “Julgamento sob Incerteza: Heurísticas e Vieses” e desenvolveram a “Teoria Prospectiva”.

O “Julgamento sob Incerteza” afirma que as pessoas têm tempo e inteligência limitados para fazer bons julgamentos. Sendo assim, elas tentam chegar a decisões usando regras básicas, ou descobertas. O que implica, na análise do autor de Misbehaving, na imprevisibilidade e irracionalidade nas decisões de compra.

A “Teoria Prospectiva” afirma que o fluxo e a variação de riqueza afetam mais as pessoas do que seus próprios níveis absolutos de riqueza. O que isso quer dizer?

Isso significa que as pessoas demonstram mais angústia em perder R$ 100,00, do que felicidade em ganhar o mesmo valor.

Novamente, esse exemplo demonstra falha na Teoria Tradicional baseadas nos Econs. Para eles, a angústia e a felicidade seriam da mesma intensidade, por se tratar do mesmo valor.

 

Terceiro exemplo

 

Segundo o filósofo Adam Smith, as ações fazem o mercado funcionar para o benefício da sociedade, independente dos compradores e vendedores. Na concepção dele, há uma “força invisível” que desestimula a tomada de decisão irracional, prejudicial à sociedade.

Sendo assim, os mercados, de certa forma, disciplinam pessoas que se comportam mal.

Mas, na concepção de Richard, nenhum argumento lógico apoia a noção de que os mercados transformam pessoas em agentes perfeitamente racionais, ou seja, Econs, como as teorias tradicionais da economia buscam afirmar.

 

Quarto exemplo

 

Como você reagiria diante da perda irreparável de R$1.000.000,00?

Para as teorias tradicionais, os Econs, tendo consciência de que é impossível ter de volta, reagiriam de forma natural, o lógico "Não chore por leite derramado".

Por outro lado, Thaler afirma que os Sapiens, que são suscetíveis à influência, mesmo tendo consciência de que é impossível ter de volta o dinheiro, demorariam a entender e reconhecer assimilar tal perda, embora esse seja o caminho mais racional.

Esse comportamento enfatiza sua teoria de que as pessoas não agem de forma racional na economia, o cerne do livro Misbehaving.

 

Quinto exemplo

 

Diante das duas situações, você considera alguma injusta?

  • Uma empresa aumenta seus preços para aumentar os lucros;

  • Uma empresa aumenta seus preços para cobrir o aumento dos custos.

Saiba que a maioria das pessoas consideraria a primeira opção injusta. Thaler argumenta que as teorias tradicionais ou os “Econs” não levam essas peculiaridades em consideração, mas que isso influencia muito nas vendas para os “Sapiens”.

 

Sexto exemplo

 

Outra evidência de que os seres “criados” pelos economistas são bem diferentes dos humanos, se deu em um jogo de justiça chamado “jogo dos 'bens públicos'”.

Funcionou da seguinte forma:

  1. Os pesquisadores deram a cada jogador 10 notas de R$ 1,00 e disseram que eles poderiam contribuir anonimamente com qualquer quantia (ou nenhuma) para um bem público;

  2. No segundo momento, os pesquisadores dobraram suas doações e distribuiriam os lucros igualmente para todos os jogadores.

Como os Econs reagiriam? Não dariam nenhuma contribuição, pois se você doasse R$ 1,00, receberia apenas 20 centavos, além de não haver reconhecimento da sua generosidade e disponibilizar para todos 20 centavos extras.

O que aconteceu na prática? Os jogadores normalmente contribuíram com metade das apostas, em média, para o bem público.

Dessa forma, os resultados mostram, consistentemente, que algumas pessoas optam por cooperar, mesmo quando esse comportamento é contrário aos seus próprios interesses financeiros. Essa prática, com certeza, não seria realizada pelos Econs.

 

Sétimo exemplo

 

Você já se pegou visualizando eventos, de forma isolada, sem tentar compreender o entorno? Você sabia que isso pode gerar a “Aversão à perda de miopia”, como consta no livro de Richard Thaler.

Para demonstrar o que é essa aversão, foi realizado um experimento e o resultado demonstrou que:

  • Investidores que observaram seus resultados com mais frequência, investiram com maior cautela. Isso ocorreu por que eles tiveram uma maior chance de ver perdas;

  • Aqueles que viram seus resultados oito vezes por ano, colocaram 41% de seus investimentos em ações mais arriscadas;

  • Aqueles que viram resultados uma vez por ano colocaram 70% em ações, o que é muito mais arriscado.

Essa demonstração reacendeu debates sobre a precificação de ações e a eficiência do mercado.

 

Overview: Como um empurrão faz a diferença

 

Você já precisou de um “empurrãozinho” para fazer algo? Pois é, às vezes isso é necessário para que tomemos decisões. Mas você sabia que isso pode ser mais frequente na sua vida do que você imagina?

 

 

Richard Thaler traz nesse livro novamente o conceito de Nudge, apresentado no seu best seller de co-autoria.

Para os Econs, essas ações para motivá-los ou induzi-los a algo não seria suficiente, pois eles seriam seres unicamente racionais. Porém, como demonstrado no livro todo, isso não existe.

Sabendo disso, algumas empresas realizam práticas para induzir seus funcionários.

Exemplo: Querendo que seus funcionários sejam aderentes aos planos de aposentadoria, elas já os inscrevem, dando, porém, a liberdade de escolha da continuidade ou não. Já passou por isso? Mas você sabia que isso é uma técnica baseada nos estudos de Thaler?

É isso mesmo! Segundo ele, é muito mais fácil uma pessoa concordar em continuar em algo já determinado do que se ela tivesse que optar por entrar ou não.

No caso acima, a probabilidade do funcionário continuar no plano de aposentadoria se ele já for inscrito é muito maior do que se ele tivesse que decidir fazer parte ou não. E, agindo dessa maneira, a empresa atinge seu objetivo.

Outra ação nesse sentido aconteceu no Reino Unido, onde o governo enviou cartas pedindo para que os cidadãos inadimplentes pagassem seus impostos. A abordagem mais eficaz foi a que citou o fato de que a maioria das pessoas pagam seus impostos em dia. Dessa maneira, a pessoa entenderia que estar negligente é fazer parte da minoria, o que as pessoas não querem.

Para os seres Econs, tais abordagens não fariam diferença.

Esse campo de estudos, após a publicação de Thaler, está crescendo cada vez mais. Dessa forma, novas políticas públicas podem surgir para otimizar e melhorar a qualidade de vida da sociedade.

Percebeu como você está sendo influenciado durante todo o tempo, mesmo sem perceber? Agora que você está por dentro dos conceitos de Richard Thaler, é possível ficar mais atento às práticas que vêm sendo realizadas!

 

O que outros autores dizem a respeito?

 

No livro “A Lógica do Consumo” (2016), Martin Lindstrom busca trazer uma visão inovadora sobre o marketing. Além disso, ele aborda várias descobertas acerca dos estudos no comportamento humano nos momentos de decisões de compras, explicando o conceito de neuromarketing,

Em “Fator de Enriquecimento” (2016), o autor Paulo Vieira explica que a verdadeira riqueza está correspondida pelo “Ser, Fazer e Ter”. Com o objetivo de te auxiliar, o livro conta com questionários, perguntas e exemplos, para que você aprenda a utilizar seu dinheiro.

No livro “Rápido e Devagar” (2011), Daniel Kahneman, que também foi vencedor do Prêmio Nobel da Economia, traz informações de como o cérebro funciona no momento de decisão. Ele aborda que há duas maneiras de decidir algo: a maneira rápida e emocional e a maneira devagar e racional.

 

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

 

Após a leitura desse livro é importante ressaltar que você deve:

  • Ter o conhecimento de que você é influenciado o tempo todo;

  • Compreender que age por impulso e de forma irracional nos momentos de decisões de compra;

  • Traçar estratégias de controle para que saiba analisar previamente o que você precisa ou não;

  • Analisar a abordagem do mercado e de como você pode se comportar diante delas, para que não seja tão facilmente influenciado.

 

O que achou?

 

E aí, gostou do resumo? Deixe sua opinião, ela é muito importante para nós!

Saiba também que o livro traz algumas outras abordagens e estratégias e, caso você queira comprar a edição completa, basta clicar em uma das imagens abaixo:
 

     

 

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