Os chamados Millennials (também conhecidos como Geração Y ou Geração da Internet) são complexos, hábeis tecnologicamente, provocativos, brilhantes e especiais - pelo menos é o que seus pais e professores lhes disseram durante a vida toda.

Os professores e consultores Chip Espinoza e Mick Ukleja oferecem táticas e estratégias para gerentes confusos por essa geração imprevisível, que não leva suas sugestões a sério mas conseguem triunfar em desafios complicados.

Quer saber mais? Continue lendo este resumo!

 

Sobre a obra

 

Com o livro Managing the Millennials (2016), você irá descobrir de forma direta e muito bem explicada as principais competências para o gerenciamento da força de trabalho atual.

Esse livro é distribuído pela editora Wiley, possui 214 páginas que são divididas em 15 capítulos.

Se você deseja se inteirar de todos os detalhes do livro, a edição completa está disponível para compra no link:

 

Sobre os autores

 

O autor Chip Espinoza é diretor acadêmico de Psicologia Organizacional e Liderança Sem Fins Lucrativos na Concordia University Irvine. Foi nomeado recentemente pelo Economic Times como um dos 15 principais líderes de pensamento sobre o futuro do trabalho. Além disso, ele é autor de Millennials who Manage.

Já o autor, Mick Ukleja é presidente e CEO da Leadership TraQ, uma empresa de consultoria e gestão.

Ukleja é ex-diretor e atual Presidente do Conselho de Administração da Astronauts Memorial Foundation da NASA.

 

Esse livro é indicado para quem?

 

O conteúdo desse livro é indispensável para todas as pessoas que exercem algum cargo de liderança em qualquer esfera da empresa e para aqueles que desejam aprender a lidar com a geração atual.

 

Ideias principais do livro

 

Os pontos de destaque do livro são:

 

  • Apresente flexibilidade para trabalhar com Millennials autônomos em objetivos mútuos;

  • Utilize da afirmação e feedback positivo para incentivar os Millennials encarregados;

  • Forneça liberdade para esses funcionários imaginativos se expressarem;

  • Desenvolva relações para engajá-los;

  • Desarme suas defesas ao focar em suas realizações;

  • Não leve a abrasividade deles para o lado pessoal;

  • Mostre-os as consequências de suas ações;

  • Millennials sem foco definido podem achar que estão realizando múltiplas tarefas, por isso determine direções claras;

  • Motive os funcionários indiferentes para que eles enxerguem significado no seu trabalho.

 

Este resumo é dividido em 2 partes: “traços e lacunas de gerações” e “gerenciamento eficiente dos Millennials”.

 

Overview: Parte I - Traços e lacunas de gerações

 

Para começar, vamos entender um pouco sobre as gerações anteriores aos Millennials, e no que as diferenças entre elas implicam no ambiente de trabalho.

 

 

Os Millennials foram bastante protegidos pelos pais e tiveram uma ótima estrutura de vida durante a infância.

De toda a força de trabalho dos Estados Unidos, os indivíduos dessa geração representam 31 milhões, e esse número vai aumentar rapidamente nos próximos anos.

Quando pessoas de uma certa idade experienciam eventos de alto impacto, elas desenvolvem uma mentalidade similar que molda suas perspectivas e valores para a vida.

As pessoas nascidas entre 1925 e 1945 nos Estados Unidos formam a geração dos construtores, que vivenciaram a Grande Depressão e a Segunda Guerra Mundial. Elas respeitam autoridade, valorizam uma forte ética de trabalho e esperam por recompensas.

Seguindo, vieram os “Baby Boomers”, os mais de 80 milhões de americanos nascidos entre 1946 e 1964. Eles vivenciaram o surgimento da televisão e do rock and roll, o conflito no Vietnã e os movimentos por direitos civis e das mulheres.

Para eles, o trabalho deve ser para acumular riquezas materiais e criar uma identidade profissional.

Nascidos entre os anos de 1965 e 1977, os 38 milhões da Geração X são a ponte entre os “Boomers” e os Millennials. Eles cresceram com videogames, MTV e computadores. Uma alta taxa de divórcio, a disseminação da AIDS e a falta de lealdade corporativa moldou suas vidas.

Essas pessoas valorizam a independência, mobilidade e equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

De 1978 em diante vieram os Millennials, uma geração esculpida por tecnologia, mídias sociais e iPods. Eles eram enaltecidos por seus pais por qualquer realização. Possuem fortes opiniões sobre suas capacidades e têm alta expectativa sobre seus empregadores.

Eles desejam desafios criativos, feedback imediato e autonomia instantânea. Técnicas convencionais de gestão vão falhar com funcionários desse segmento.

Para se manter relevantes, fortes e vitais, as empresas precisam entender e motivar os jovens dessa geração. Toda nova geração questiona autoridade, busca caminhos alternativos e irrita aqueles que desejam manter o status quo (estado atual das coisas).

No entanto, os Millennials são únicos: eles não precisam dos mais velhos para receber informação, grande parte do conhecimento mundial está disponível a um clique do mouse.

 

Overview: Parte II - Gerenciamento eficiente dos Millennials

 

Na segunda parte, os autores trazem 9 práticas que irão te ajudar no gerenciamento de funcionários Millennials.

Funcionar bem no trabalho com essa geração requer um estilo de gestão adaptativo, em vez de forçar os funcionários a mudarem. Busque por um meio termo nesse caso, permitindo que seus subordinados te questionem abertamente.

Forje sua relação com os funcionários de 20 e poucos anos, e assuma seu papel de provedor e mentor. Quando os gerentes entendem a motivação por trás das percepções dos Millennials, eles podem construir pontes de confiança entre seus departamentos.

Os gerentes bem sucedidos com essa geração fazem uso das seguintes práticas:

 

1. Flexibilidade com os autônomos

 

Os Millennials priorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, por isso seus gestores devem ser flexíveis. Um Millennial não vai sacrificar tudo no topo da carreira, eles preferem trocar de companhia a abandonar seus interesses pessoais.

Gerentes que tentarem moldar os jovens dessa geração à sua visão vão falhar. Muitos deles preferem colocar o ônus de realizar sacrifícios nas costas dos novos funcionários do que tentar aprender a ser flexível.

Afinal, os gestores normalmente possuem anos de trabalho duro e sentem que os mais novos devem ter respeito e escutá-los de qualquer forma.

 

2. Incentivar os encarregados

 

Como os Millennials valorizam recompensas, seus superiores devem oferecer incentivos. Programas de reconhecimento e recompensa aos funcionários não são novidade, mas a forma como são feitos com os jovens podem gerar conflitos.

Como foi citado por um gerente, “Nós simplesmente não tínhamos as expectativas que os Millennials têm, ou, se tivéssemos, nós nunca iríamos verbalizá-las.”

Os jovens se empenham com ações afirmativas e feedback positivo. Eles receberam isso durante sua infância e esperam por isso em seu local de trabalho. Ainda assim eles desdenham de programas como “funcionário do mês”, plaquinhas ou títulos.

Eles querem receber algo que valorizam, e querem isso logo. No entanto, ninguém merece um troféu simplesmente por cumprir com a obrigação. Por isso, para instituir programas de recompensa efetivos, siga estes passos:

 

  • Desenvolva recompensas que eles valorizem;

  • Enumere objetivos claros e específicos;

  • Avalie o seu desempenho de forma transparente, justa e oportuna.

 

3. Cultivar os imaginativos

 

Os integrantes da geração Y são imaginativos e enfatizam a auto expressão, por isso seus gerentes devem cultivar essa propensão natural a pensar fora da caixa. Eles não são anti-mudança e florescem quando são capazes de criar, inovar e resolver problemas.

Mas criatividade raramente se dissemina em ambientes restritos por processos e procedimentos. Gerentes que concedem liberdade criativa ilimitada por políticas internas colhem bons frutos.

Os Millennials ficam entediados rapidamente, por isso ofereça novas tarefas e permita que eles se divirtam enquanto trabalham nos projetos. Essa geração não traça limites entre trabalho e diversão.

Não peça por sua entrada se não puder responder prontamente a isso, pois eles ficam facilmente frustrados quando suas ideias não são incorporadas. Por outro lado, se energizam e se motivam quando o contrário acontece.

 

4. Engajar os egoístas

 

Como seus pais preferiram mimar do que treinar, os Millennials cresceram em um ambiente de muita atenção e afirmação. No trabalho, eles esperam que os gestores assumam os papéis de apoio que eram ocupados pelos seus pais.

Gerações passadas entendiam que seus desejos e necessidades eram secundários se comparados com os da organização. Os Millennials não funcionam assim.

Como um gestor contou, “(Meu chefe) me disse o que era esperado de mim, e se eu não conseguisse entregar, eles encontrariam alguém que fosse capaz.”

Os gerentes vão tirar o máximo de seus funcionários mais novos ao demonstrar interesse neles, encontrar um meio termo de ideias e solicitar sua participação. Você não precisa sair sempre para beber com eles, mas tente engajá-los, dentro do possível, em um nível pessoal também.

Isso vai contra o que dizem as práticas tradicionais, que demonizam qualquer relação pessoal com subordinados. No entanto, os Millennials trabalham mais - e são mais fiéis - com gerentes que gostem deles.

 

5. Desarmar a defensiva

 

Eles são defensivos e priorizam conquistas. O gestor deve desarmar seu baixo limite para feedbacks negativos. Durante sua infância, ao encontrar obstáculos, os Millennials sempre tiveram seus pais para realizar o resgate.

Quando esses novatos recebem críticas, eles respondem agindo de maneira defensiva, repassando a responsabilidade, atribuindo culpa ou ficando magoados e irritados.

Para desarmar essas atitudes, os chefes podem usar essas técnicas:

 

  • Não discutir;

  • Reconhecer suas emoções, conceder pontos e honrar sua competência;

  • Em vez de falar sobre culpa, discuta uma forma de resolver o problema mutuamente;

  • Evite envergonhá-los ou atingir seu orgulho;

  • Dê a eles uma chance para realizar críticas construtivas;

  • Diga o quanto você valoriza a relação de trabalho existente entre vocês;

  • Não existe vitória, o objetivo é um ambiente de trabalho mais efetivo.

 

6. Auto-diferenciar os abrasivos

 

Os Millennials podem ser abrasivos mesmo sem intenção, por isso os superiores não podem tomar arrogância de forma pessoal. Eles falam o que surge à cabeça em reuniões e questionam instruções, o que pode irritar alguns gestores.

O gerente capaz de fazer a auto-diferenciação - isto é, separar a posição profissional do indivíduo - consegue manter o equilíbrio do local de trabalho e gerenciar de forma mais efetiva.

 

7. Ampliar a visão dos “míopes”

 

Funcionários Millennials podem não ter muita noção da consequência de suas ações. Bons gerentes os ensinam ampliando sua visão - aproveitando situações do cotidiano para facilitar o aprendizado - para fazê-los conectar sua responsabilidades no trabalho com os objetivos gerais da organização.

Como eles gostam de pensamentos criativos e resolução de problemas, utilizar exercícios como ferramentas de ensino também pode ser efetivo.

 

8. Direcionar os desfocados

 

Os trabalhadores da Geração Y têm orgulho da sua habilidade em conduzir múltiplas tarefas ao mesmo tempo, mas alguns gestores podem julgar esse comportamento como desconexo e desfocado.

Os dois grupos se beneficiam quando o gerente fornece um alto nível de direcionamento e então permite que os Millennials apliquem seu know-how (conjunto de conhecimentos práticos), uma vez que eles não gostam de ambiguidade e respondem melhor a instruções claras e detalhadas.

Ofereça direcionamentos concisos que abordam o quê, onde, quando e como realizar a tarefa apresentada. Lembre-se dos feedbacks em momentos oportunos.

Siga estes passos para delegar para Millennials:

 

  • Não assuma que eles entenderam, faça perguntas para ter certeza que foi claro;

  • Forneça feedback rapidamente, em conversas ou em reuniões;

  • Quando souber que eles entenderam, deixe-os livres realizar o trabalho;

  • Tenha certeza que todos entendem os objetivos e os resultados necessários.

 

9. Motivar os indiferentes

 

Os Millennials precisam encontrar significado em seu trabalho. Para eles, um holerite significa menos do que a valorização do que foi feito.

Uma vez entendida a importância que uma tarefa ou responsabilidade tem no panorama geral da empresa, eles ficam felizes em ajudar. Você pode motivar os Millennials mostrando que o trabalho que eles fazem importa.

 

O que outros autores dizem a respeito?

 

No recomendado livro Pipeline da Liderança, os autores ressaltam que líderes funcionais precisam gerir certas áreas que estão foras de sua especialidade. Portanto, precisam não apenas procurar entender esse trabalho diferente como também aprender a valorizá-lo.

Em o Gestor Eficaz, Peter F. Drucker esclarece que executivos podem ser brilhantes, imaginativos e informados, e ainda assim serem ineficientes. Executivos eficazes são sistemáticos. Eles trabalham duro nas áreas certas e seus resultados os definem. São profissionais do conhecimento que ajudam a empresa a bater suas metas.

No livro Mindset da psicóloga Carol S. Dweck, é debatido como nossas crenças moldam nosso comportamento e nosso crescimento. Enquanto mindsets produzem visões de mundo definitivas, pessoas podem mudar ao aprender novas habilidades. Seres humanos podem ser ensinados a reagir de diferentes formas, como enfrentar desafios e pensar de outra maneira.

 

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

 

  • Entenda que os Millennials se diferem das gerações passadas;

  • Use de feedbacks positivos para motivar os Millennials;

  • Oriente os Millennials quanto as consequências dos seus atos;

  • Busque dar sentido ao trabalho deles, são mais ligados a isso do que ao próprio dinheiro.

 

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