Entender o que é manufatura e quais são seus tipos e processos mais comuns, é muito importante para que sua aplicação seja feita da maneira correta nos diferentes segmentos produtivos hoje existentes.

Nunca se fez tão necessário como atualmente, utilizar processos produtivos que estejam alinhados ao planejamento estratégico da empresa, para que a qualidade, redução de custos e alta produtividade ocorram sem imprevistos.

Separamos para você neste artigo alguns tópicos para que entenda melhor sobre estes conceitos, e para te mostrar como e em quais segmentos atuam os diferentes processos de manufatura. São eles:

  • O que é manufatura?
  • Tipos de manufatura
  • O que é um processo de manufatura? 
  • Como classificar os processos de manufatura?
  • Quais são os tipos de processos de manufatura?

Vamos lá?

 

O que é manufatura?

 

Manufatura é um meio produtivo que transforma a matéria prima em produto acabado, promovendo a agregação de valor ao mesmo.

Na realidade atual, a manufatura compreende a fabricação de produtos em grande quantidade e em série.

 

Evolução da manufatura

 

A manufatura em seu primeiro momento, surgiu como uma evolução da era dos artesãos, fazendo com que o conhecimento dos processos produtivos no seu começo, meio e fim, que até então era de detenção apenas do artesão, passasse a ser distribuído entre várias pessoas por meio da divisão das etapas de trabalho.

Posteriormente, a revolução industrial interferiu de forma que o conceito de manufatura que conhecemos hoje pudesse começar a existir.

A mecanização dos processos produtivos fruto desta revolução, contribuiu para que os processos que antes eram inteiramente manuais, pudessem ser feitos de forma mecanizada, contribuindo para o aumento da produtividade, aumentando o volume e a rapidez da produção. 

O marco dessa mecanização com consequente ganho de produtividade, foi o Fordismo. Idealizado por Henry Ford, esse sistema de manufatura foi fundamental para que o primeiro passo para a produção em série fosse dado. 

O Fordismo no qual era aplicado na fabricação de automóveis, acabou se estendendo para outras áreas produtivas, como indústria têxtil e siderurgia. 

Com o passar do tempo e a constante busca por melhorias nos processos produtivos, surgiram alternativas. 

Agora mostraremos para você alguns exemplos destas alternativas que atuam para revolucionar os processos produtivos.

 

Tipos de Manufatura

 

Com a constante evolução dos processos produtivos de forma a se adequar à competitividade imposta pela globalização e também com o advento da indústria 4.0, novos tipos de manufaturas foram surgindo de modo a reunir as melhores características dos processos clássicos e incluir novas ferramentas de produção e gestão

 

1. Manufatura enxuta 

 

Também conhecida como Lean Manufacturing, a manufatura enxuta busca eliminar desperdícios, melhorando processos e otimizando o desempenho da organização. Sua origem se deu no Sistema Toyota de Produção, que tinha como objetivo identificar e eliminar desperdícios, com foco em reduzir custos e aumentar a qualidade e velocidade de entrega do produto (automóvel) ao cliente. 

Tem por característica o baixo volume de estoque e a mão de obra altamente capacitada e polivalente

Agora, se você quiser saber ainda mais sobre Lean Manufacturing, aqui está sua chance! Temos um curso gratuito com fundamentos dessa metodologia. Não deixe de conferir!

 

Introdução ao Lean Manufacturing


 

2. Manufatura aditiva 

 

Manufatura aditiva nada mais é que uma técnica de fabricação digital, comumente conhecida como impressão 3D. Tem por característica a produção em pequenos lotes de produtos altamente customizáveis e com alto nível de detalhamento. Suas maiores características são redução de tempo, de custos e de materiais. 

Este tipo de processo vem sendo utilizado com maior frequência nos últimos anos, atuando como uma grande vantagem para produção de uma vasta variedade de peças que se adaptam facilmente a qualquer produto, sem a necessidade de se utilizar moldes físicos.  

Porém, como qualquer tecnologia recente, ainda enfrenta desafios como falta de mão de obra especializada para operá-la e também problemas com custos de software, hardware e matéria prima. 

 

3. Manufatura reversa

 

A manufatura reversa permite o reaproveitamento de matérias primas do processo produtivo que sofreram refugo, se tornaram obsoletos ou estão em fim de vida, fazendo a reinserção deles na produção. 

Atualmente, com a crescente preocupação das organizações com o impacto ambiental gerado, a manufatura reversa tem a grande vantagem em agir de forma a contribuir para a sustentabilidade.

 

Agora que entendemos o que é manufatura e quais são seus principais tipos, precisamos entender como de fato ocorre a transformação da matéria prima em produto acabado. 

Por isso, precisamos estudar sobre os processos de manufatura. Vamos lá?

 

O que é um processo de manufatura?

 

Um processo de manufatura é a maneira como determinada indústria irá transformar a matéria prima em produto acabado

Pode ser definido também como uma forma de produção realizada em uma sequência lógica, em pequena, média ou grande escala, que produz um bem com valor agregado para o consumidor final. 

A seguir, vamos mostrar uma forma de como classificar os processos de manufatura

 

Como classificar os processos de manufatura?

 

Uma maneira de classificar os processos de manufatura é por meio da matriz volume-variedade, sugerida por Slack (1997), em que a produção é classificada em dois eixos: variedade produzida x volume produzido. 

A diagonal que a matriz apresenta, representa a posição ideal de determinado empreendimento, de acordo com o volume de produção em relação a variedade que se espera produzir. 

O afastamento da diagonal significa que a produção pode acarretar custos indesejados à empresa, ou simplesmente a impossibilidade de se operar determinado tipo de produção na indústria em questão.

Matriz volume-variedade

                   Fonte: Slack (1997)

 

Portanto, esta classificação é importante para determinar qual processo é mais adequado para a produção de determinado produto, desta forma, evitando desperdício de tempo e gastos desnecessários como erros nos projetos de layout das instalações, além de permitir com que o departamento de Planejamento e Controle da Produção (PCP) programe a produção da forma mais adequada possível. 

Caso você não saiba o que é o PCP ou queira aprendera um pouco mais sobre, no nosso curso gratuito de fundamentos de Planejamento e Controle da Produção você entenderá os fatores críticos que influenciam a produção, bem como entender os objetivos da empresa e alinhar com as estratégias de produção!

Aproveite!

Fundamentos de Planejamento e Controle da Produção
 

Agora vamos entender um pouco sobre os tipos de processos de manufatura. Continue acompanhando!

 

Quais são os tipos de processos de manufatura? 

 

Como você pôde ver na matriz que apresentamos, os tipos de processos em manufatura podem ser classificados em 5 grupos principais:

 

1. Processos por projetos

Sua grande característica é a produção de produtos únicos com dedicação exclusiva, ou seja, todos os esforços são demandados para aquele projeto até a sua finalização. Sua capacidade de customização é muito alta e a relação com o cliente é bastante estreita para suprir qualquer exigência, tendo prazos de entrega bem definidos. 

Empresas que trabalham com este tipo de processo são construtoras, fabricantes de aviões e navios por exemplo. 

 

2. Processos de Jobbing ou Job Shop

O Jobbing possui a característica de baixo volume de produção com alta variedade, trabalhando com a produção de pequenos lotes . Apesar de proporcionar uma alta variedade de produção, diferentemente do processo por projetos, este compartilha os recursos produtivos entre os diferentes produtos que estão sendo produzidos. 

Como exemplos de utilização deste processo, temos: gráficas que trabalham com impressão de convites e pequenas fábricas que produzem cervejas artesanais. 

 

3. Processo repetitivo em lote ou bateladas

Possui a característica de produção de um volume médio de bens padronizados em lotes. Cada lote é fabricado à medida que a etapa anterior do processo é concluída. São produzidas quantidades limitadas de cada produto. 

Diferentemente dos processos contínuo e em massa que veremos a frente, o processo repetitivo em lote já apresenta maior flexibilidade produtiva e a utilização de mão de obra polivalente.

Este tipo de sistema é recomendado para atender a variações de demanda provocadas por sazonalidade e para atender diferentes exigências de clientes. 

Como exemplos deste processo podemos citar a indústria calçadista, produção de aparelhos eletrônicos e indústria farmacêutica. 

 

4. Processo repetitivo em massa

Este sistema de manufatura é caracterizado pela produção em grande escala de produtos altamente padronizados, com pouca variação ou nenhuma. Portanto, sua estrutura produtiva é pouco flexível e muito especializada. 

O sistema repetitivo em massa possui a desvantagem de possuir mão de obra pouco qualificada e pouco polivalente em seu processo produtivo, mas em contrapartida, com a possibilidade de aplicação do sistema Just in Time, estas características podem ser melhoradas. 

Exemplos deste tipo de manufatura são: produção de automóveis e eletrodomésticos. 

 

5. Processo contínuo

O sistema contínuo tem como principais características o grande volume de produção de bens, a baixa flexibilidade em alterações no sistema produtivo e produção constante e ininterrupta.   

Este tipo de processo oferece a vantagem de favorecer a automatização do processo, mas sua implementação é de alto custo, visto que as instalações para o sistema contínuo costumam ter grandes proporções. 

Alguns exemplos de manufatura contínua são as usinas de produção de energia elétrica, siderúrgicas e empresas petroquímicas.

Acho que com todos esses conceitos que apresentamos, ficou claro como a manufatura e seus processos são importantes para a nossa sociedade, né?

 

Quer aprender ainda mais?

 

Bom, acho que até aqui deu para você entender a grande variedade e possibilidades de implementação de diferentes sistemas de manufatura nos mais diversos setores e tamanhos de produções. Mas que tal aprender mais? 

Uma excelente forma de fazer isso é realizando nossa formação gratuita de White Belt em Lean Seis Sigma

Vivemos em um mundo dinâmico, com mudanças constantes, e daí vem a importância de saber utilizar as ferramentas Lean: reduzir custos e otimizar processos já se tornou uma premissa. 

Portanto, não perca mais tempo: agarre esta oportunidade única e dê um salto na sua carreira de maneira simples, rápida e gratuita!


Treinamento de White Belt em Lean Seis Sigma

 

Esse artigo esclareceu suas dúvidas? Conta pra gente! (: