Olá! Meu nome é Thiago Coutinho, sou engenheiro de produção, formado na UFJF. Atualmente, me dedico a projetos de consultoria em gestão e a direção executiva aqui do Grupo Voitto e gostaria de compartilhar com vocês um pouco da minha trajetória enquanto engenheiro de produção e quais foram os caminhos que eu percorri no mercado de trabalho.

Quando o assunto é Engenharia de Produção, sinto uma grande satisfação ao falar sobre o tema, sou apaixonado pelo curso que fiz e acredito na maneira como a formação desenvolve competências profissionais de alta performance: uma visão de melhoria, otimização e sistêmica de todos processos e áreas que envolvem uma organização.

Essas são características que profissionais que almejam crescer, liderar equipes e desenvolver projetos precisam ter.

Para falar um pouco do mercado de trabalho, gostaria de te contar um pouco sobre minha história. Comecei a faculdade em 2004 e, desde o início, coloquei em mente que assumir uma posição gerencial, um posto de destaque em uma grande empresa, era sinônimo de sucesso. Sempre tive isso como meta.

Foi aí que comecei a estudar e perceber quais eram as características dos profissionais que ocupavam posições de ponta. Logo que iniciei a faculdade, comecei a buscar formas de me diferenciar - até porque uma graduação é pré-requisito, diferenciais vão além. Hoje, para nos destacarmos no mercado de trabalho, precisamos disso.

 

Minha trajetória no mercado de trabalho

 

A partir desta percepção, iniciei minha trajetória em uma empresa júnior, a Mais Consultoria, uma oportunidade bem diferenciada de conhecer processos de gestão e entender as principais áreas de uma empresa. Isso acelera nosso amadurecimento e permite desenvolver uma habilidade empreendedora de grande relevância: Visão Sistêmica de processos.

Depois da empresa júnior, passei pela Votorantim Metais Zinco, foi quando tive contato com um sistema de gestão de ponta - uma manufatura de classe mundial! Na Votorantim, pude perceber como funciona um grande grupo empresarial, suas características, a visão de boas práticas... Foi quando conheci a metodologia Seis Sigma e percebi o quanto impulsiona os resultados da empresa e a carreira de diversos profissionais.

Então, comecei a entender o que significa uma carreira ‘Seis Sigma’ e o que a metodologia pode proporcionar para um engenheiro de produção, para um engenheiro químico, para um administrador, para um economista...

Os trainees são jovens potenciais criteriosamente selecionados e preparados para assumir posições de liderança em grandes organizações. Na Votorantim, recebiam uma capacitação Lean Seis Sigma Green Belt e o desafio de desenvolver projetos de melhoria e geração de resultados. Ao final do ano, os projetos eram apresentados para diretoria e os melhores tinham suas carreiras realmente impulsionadas! Isso foi bem interessante.

Em 2009, passamos por uma recessão econômica e, naquele momento, a crise gerou certa instabilidade de empregos. Eu estava prestes a formar e comecei a me preocupar com minhas metas e sonhos: assumir uma posição gerencial em uma empresa.

A partir daí, resolvi me preparar e buscar algo que me desse um diferencial no currículo. Foram vários  cursos desde então: Formação na área de qualidade, produtividade, normas de gestão, e metodologias de melhoria. Procurei fazer tudo que estava ao meu alcance até que surgiu a ideia dos cursos de Lean Seis Sigma. Afinal, justamente a empresa na qual eu tinha uma admiração e trabalhava valorizava muito a metodologia.

Comecei a procurar por um treinamento que atendesse a esta lacuna de conhecimento…

Antes de darmos continuidade ao nosso artigo, nós da Voitto, trazemos aqui para você nosso curso gratuito de White Belt em Lean Seis Sigma. Através dele você irá iniciar sua caminhada nessa metodologia tão importante no mercado de trabalho.

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Qual foi o desafio neste momento?

 

Ao buscar onde aconteciam as capacitações, notei que eram realizadas apenas em grandes capitais, focadas no mercado corporativo e a um valor fora do alcance de estudantes. Então, organizei uma primeira turma de treinamento Seis Sigma em Juiz de Fora, MG – com dois dias de divulgação, as vagas se esgotaram e acabamos até abrindo uma nova turma.

Nos seis meses seguintes, fui entrando em contato com amigos de outras cidades e começamos a disseminar esta cultura de realização de cursos de extensão e de preparação de profissionais universitários para o mercado de trabalho.

Foi aí que percebi nitidamente como o mercado de trabalho está desconexo ao mundo acadêmico. Temos um ambiente acadêmico rico de professores, PHD’s, que estudaram muito para conquistar reconhecimento na universidade, mas, muitas vezes, estas posições acabam se distanciando muito da prática, da indústria, dos processos que estão sendo desenvolvidos no ambiente corporativo.

A gente sabe da tecnologia, da inovação e da velocidade em que as coisas mudam dentro de empresas - o meio acadêmico ainda precisa compreender como acompanhar estas mudanças.

O meu objetivo naquele momento era me preparar para assumir uma posição de liderança em uma grande empresa. Embora tivesse criado a Voitto antes de me formar, o meu sonho e idealização de sucesso estava relacionado a trabalhar em uma multinacional.

Comecei, então, a me preparar para os programas de trainee. Ser trainee em uma empresa pode abrir muitas portas – você começa a ter dimensão do que é um plano de carreira, um plano de remuneração e, mais importante que isso tudo, um plano de capacitação, preparação e desenvolvimento de competências, o que te ajudará a desenvolver uma visão gerencial e a capacidade de liderança.

Minha primeira meta era alcançar este posto. 

Fui me preparando e, em 2010, entrei no programa de trainee da MRS logística. Foi uma oportunidade de aprendizado diferenciada que recomendo a todos. Foram 4 anos de muito aprendizado! Durante meu trabalho na MRS, trabalhei como especialista de gestão, coordenador de inspetoria, coordenador de operações e finalizei minha jornada como especialista em operações ferroviárias, desenvolvendo projetos de melhoria contínua em processos ferroviários.

Tudo ia bem. Carreira progredindo como planejado, reconhecimento financeiro e profissional. Até que 2015, com a Voitto se aquecendo cada vez mais e MRS com grandes possibilidades futuras. Comecei a refletir...

 

Seguir o sonho da carreira executiva ou empreender: o que fazer?

 

Diante deste grande dilema, me dediquei a entender quais eram minhas habilidades profissionais e paixões. A partir deste entendimento, pude perceber que meus talentos estavam mais ligados ao empreendedorismo, a gerar coisas diferentes, a inovar, a ter liberdade de conduzir minha própria empresa e equipe em cima de valores que são construídos conjuntamente.

Isso foi um marco, foi quando compreendi como o autoconhecimento é importante. É fundamental que a gente entenda quais são as nossas características pessoais. Existem diversas abordagens para que vocês direcionem suas carreiras, as possibilidades são múltiplas: a carreira de professor, a possibilidade de um concurso, o empreendedorismo, a chance de criar o próprio negócio...

 

“O autoconhecimento é o ponto de partida para definição de sucesso”

 

Não existe certo ou errado quando tratamos de escolhas profissionais. Eu, particularmente, acredito que, quando conseguimos nos conhecer, conseguimos descobrir o que gostamos, o que nos realiza e faz entregarmos o máximo de performance.

O mercado de trabalho é extremamente competitivo e trabalhar na máxima performance pode ser o grande diferencial dentro de uma trajetória de carreira. Se a gente não se permite fazer o que gosta, não teremos um nível de qualidade na entrega como o de um colega, sentado na mesa ao lado, que faz o que gosta.

O autoconhecimento e as descobertas fazem parte de um processo que nunca se acaba e isso é uma busca de respostas que só você mesmo pode encontrar!

Vejam bem: por muito tempo, idealizei trabalhar em uma multinacional, por questões das mais diversas que possam ter me influenciado; hoje, me sinto completamente realizado e não consigo pensar em fazer nada diferente além de empreender! É isso que me move! Tudo depende do que você gosta de fazer, dos riscos que você está disposto a assumir e da dedicação necessária para isso.

 

Tá bem, Thiago, mas o que fazer para chegar lá?

 

Se eu pudesse resumir todas as dicas profissionais em uma única palavra eu diria: PLANEJAMENTO.

Planeje sua carreira. Comece por você. Olhe para dentro e busque conhecer quais suas habilidades, comportamentos, paixões e talentos. Pense onde quer estar daqui a 15 anos, depois planeje os próximos 3 anos, planeje o próximo ano e, por fim, defina metas mensais. Verifique todos os dias se suas ações estão levando a meta anual e assim por diante...

Depois de planejar, é hora de AGIR!

Pense sempre o que você precisa desenvolver para alcançar seus objetivos. Uma boa maneira de encontrar essas respostas é através do espelhamento com alguém que já chegou lá. Procure entender o que a pessoa fez, quais competências, caminhos, investimentos... Isso vai acelerar seu processo.

Você pode ler 10, 20 livros de gestão ou autoajuda que falarão a mesma coisa sob óticas diferentes - todo mundo quer atingir o sucesso, a grande maioria sabe o que tem que fazer, mas são poucos que tem comprometimento e disciplina para levar isso adiante.

São poucos que estão dispostos a investir uma tarde para ler artigos, a viajar para ganhar cultura ou investir horas semanais em cursos de extensão, participar de feiras e congressos.

Todo mundo sabe o que fazer. A atitude é o que diferencia quem chega lá!

 

E sobre o mercado de Engenharia de Produção? O que me diz?

 

A engenharia de produção tem uma formação completa, desenvolvendo habilidades de visão geral do processo, não entendendo apenas de partes específicas, mas como se relacionam como um todo.

A capacidade e orientação do engenheiro de produção para a geração de resultados é o que vai fazer essa profissão se tornar cada vez mais necessária no mercado. Mesmo em um contexto de crise.

Realmente passamos por uma recessão econômica e isso faz com que todas as empresas precisem repensar suas estruturas e processos. É neste momento que um bom engenheiro de produção deve mostrar seu valor.

Essa busca por melhoria e produtividade é constante. Nunca acaba.

Basta apenas que o engenheiro seja, realmente, capaz e saiba vender seu valor pela geração de resultados. Isso transforma custo em investimento.

 

Pra Finalizar...

 

O mundo corporativo não foge das regras universais de plantar e depois colher! Primeiro, você tem que investir na sua formação, no seu desenvolvimento, se preparar para colher um resultado!

Este primeiro lucro, você entrega para você mesmo; depois, espere que o mercado reconheça uma parte dele.

E aí, gostou do nosso papo?

Separei abaixo alguns cursos gratuitos para que você dê o primeiro passo na sua formação.

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Por último, mas não menos importante,não esqueça de deixar seus comentários, eles são muito importantes para nós! Até a próxima!