Imagine que uma empresa pretende lançar um novo produto ou mesmo apresentar novas funcionalidades em um aplicativo. Qual a melhor forma de fazer isso evitando um gasto elevado em algo que pode não ser bem recebido pelo público?

Para isso, existe o MVP. Através desse conceito, pode-se apresentar um protótipo aceitável, que será usado de parâmetro para o produto final.

Então, para saber o que é MVP, como elaborá-lo e como analisar os resultados obtidos com seu uso, continue ligado neste artigo.

 

O que é MVP?

 

MVP (Minimum Viable Product - Produto Mínimo Viável) é um conceito aplicado no mundo dos negócios para indicar um protótipo elaborado pela empresa para suprir a dor do cliente com o mínimo de investimento possível.

Ou seja, é a versão mais simples do produto que soluciona o problema principal e que pode ser lançada no mercado real com baixo esforço de desenvolvimento e lançamento. Assim, o MVP é uma fonte muito rica de feedback para o aperfeiçoamento do produto.

Mas cuidado! Muitos se confundem quanto ao conceito de MVP, tendo uma ideia errada quanto a ele, pensando que significa construir o produto pelas suas partes. Fazendo isso, se esquecem que essa versão inicial deve solucionar o problema principal do cliente.

A imagem abaixo demonstra bem essa diferença:

 

 

Ou seja, não se trata de ir montando o produto em partes, mas sim ir adicionando funções e características de acordo com a necessidade do seu público-alvo. Todavia, a primeira versão já precisa atender à carência principal do seu cliente.

Certo, agora que você já entendeu o que é MVP, e o que não é também, vamos partir para como realizar a construção desse MVP. Afinal, como saber qual é a necessidade principal do meu cliente?

 

Como construir o MVP?

 

A primeira informação que precisamos ter para construir o MVP é qual é a dor do cliente, o que nosso produto precisa atender. Para isso, precisamos fazer uma análise de mercado para estudar o comportamento dos consumidores.

Após feita essa análise de mercado, uma boa maneira de se organizar esses dados de forma a ver quais são prioridade para o seu produto é através do Diagrama de Pareto.

Usando essa ferramenta, com seu conceito de 20% dos fatores são responsáveis por 80% do impacto, você consegue identificar quais são os principais problemas que devem ser o foco do MVP.

 

 

Assim, transformando os dados no Gráfico de Pareto, obtém-se algo como demonstrado na imagem abaixo:

 

 

Como demonstrado nesse gráfico genérico, dos 5 fatores, apenas 2 já eram responsáveis por 80% de toda a distribuição. Simples e prático de usar, não é mesmo?

Outra ferramenta muito boa para a elaboração do MVP é a Matriz Esforço x Impacto, em que organizamos os fatores de acordo com o esforço empregado em sua realização e o impacto na satisfação do cliente.

 

 

Assim, de acordo com o quadrante em que cada fator se encontra, uma atitude diferente será tomada pela empresa. Portanto, de forma lógica, será dada prioridade aos fatores que apresentam alto impacto na realização do cliente, mas que demandam pouco esforço por parte da organização.

Lembre-se de que o objetivo do MVP é poupar tempo e dinheiro, ou seja, lançar o produto no mercado o mais rápido possível.

Quando falamos em protótipo, podemos dividi-los em duas classes:

 

Protótipo 1.0

 

Testa o fit entre usuário e produto, ou seja, responde à pergunta:

 

  • A proposta de valor atende ao cliente?

 

Protótipo 2.0

 

Testa o fit entre usuário, produto e modelo de negócios, respondendo às seguintes perguntas:

 

  • É possível monetizar?

  • Qual é o custo para entregar a proposta de valor?

  • Quais os canais de distribuição para o cliente?

 

Respondidas essas perguntas, podemos partir para a estratégia de lançamento do MVP.

 

Estratégia de lançamento do MVP

 

Uma boa estratégia de lançamento do MVP é essencial para que se consiga tirar o máximo proveito desse lançamento. Podemos dividir essa estratégia em 4 passos:

 

1. Captar os primeiros usuários (Early Adopters) do negócio

 

Crie canais de atração dos que serão as “cobaias” do seu Produto Mínimo Viável. Pode ser através de uma landing page, por exemplo.

Certo, mas o que são Early Adopters? São as pessoas mais dispostas a utilizar seu produto ou serviço, antes de todos os outros possíveis clientes. Em geral, são os indivíduos que mais sofrem da dor que seu produto busca tratar ou são grandes entusiastas da solução.

Muitas vezes esses próprios usuários já tem alguma solução alternativa utilizada por eles para mitigar o problema que o afeta. Assim, a criação de um canal de comunicação com esses clientes é fundamental para a absorção dessas informações que têm muito a contribuir com a construção de seu produto ou serviço.

Além disso, eles são uma importante fonte de propagação de sua marca, seja de maneira positiva ou negativa, tornando ainda mais relevante uma boa relação com esse nicho dentro de seu público alvo.

 

2. Identificar padrões e primeiras impressões

 

Avalie as informações que você obteve sobre o perfil, preferências e desejos desses Early Adopters. Cruze essas informações com o mapeamento anterior feitos com todos os potenciais clientes e direcione melhor os esforços do desenvolvimento do MVP.

 

3. Desenvolva o MVP

 

Siga os passos e dicas apresentadas até aqui e elabore a primeira versão do seu produto.

 

4. Esteja aberto às críticas

 

Lembre-se de que seu produto receberá críticas e sugestões de melhorias. É preciso estar preparado para receber esse feedback e usá-lo no aperfeiçoamento do seu produto. Até porque, esse é um dos principais objetivos do MVP, ou seja, encontrar os pontos de melhoria, as correções que devem ser feitas para gerar satisfação no cliente.

 

Exemplos

 

Facebook

 

 

Foi testada, inicialmente, para dentro da Universidade de Harvard. A rede atingia apenas os alunos da comunidade universitária e foi importante para que o jovem Mark promovesse alterações fundamentais, em linha com o que foi se revelando necessário ao longo do processo de validação.

 

iPhone

 

 

O primeiro iPhone era o típico exemplo de MVP. O aparelho não possuía algumas funções básicas, como copiar e colar, além de exigir download obrigatório do iTunes para ativação. O foco era validar a necessidade de algumas funcionalidades para que fossem lançadas nas versões seguintes do equipamento, gerando ansiedade e euforia entre os clientes.

 

Mensurando o desempenho do MVP

 

Uma vez que elaboramos o MVP, não podemos pensar que está tudo resolvido. É necessário mensurar o desempenho desse MVP. Para começar essa análise, você precisa entender que o protótipo pode gerar 4 saídas possíveis, sendo elas:

 

  • Ele resolve a dor do usuário para o problema abordado

  • Ele mostra o que falta para resolver a dor do usuário

  • Ele revela um novo caso de uso, mais promissor e melhor que o inicial

  • Ele mostra que seu produto/serviço é irrelevante para o usuário e o porquê

 

Para saber se o MVP atendeu ao esperado, é preciso saber o que é esse “esperado”, em primeiro lugar. Para isso, precisamos ter um objetivo bem definido, indicadores para mensurar o desempenho e uma meta a ser atingida pelo indicador.

 

Exemplo

 

Um exemplo bem simples para te ajudar a entender essa mensuração pode ser: imagine que sua empresa está desenvolvendo um aplicativo de mensagens. Assim, temos o seguinte:

 

  • Objetivo: Conectar as pessoas, independentemente da distância entre elas.

  • Indicador: Número de downloads realizados.

  • Meta: 100.000 downloads nos primeiros 6 meses após o lançamento.

 

Uma observação importante é que o indicador precisa ser definido antes dos detalhes do produto, porque esse indicador vai verificar se o produto atinge o objetivo do negócio.

Caso o produto seja definido antes do indicador macro, corre-se um grande risco de criar uma métrica que não representa o objetivo do empreendimento, mas sim uma métrica de vaidade. Ou seja, será uma informação gerada que não direcionará a tomada de decisão voltada ao propósito da empresa.

Não podemos esquecer que umas das melhores e mais simples formas de se monitorar o desempenho do MVP é através da manutenção de um canal de comunicação aberto com os clientes, coletando o feedback dado por eles.

Deve-se buscar um relacionamento mais estreito com os usuários, principalmente os Early Adopters, pois esses são aqueles que promovem sua empresa de forma mais engajada.

 

É hora de traçar o Plano de MVP

 

Tendo aprendido tudo isso, é hora de traçar o Plano de MVP do seu produto. Para te ajudar, a imagem abaixo mostra um exemplo de estrutura que você pode seguir.

 

 

Que tal se tornar um empreendedor completo?

 

A essa altura, você já sabe tudo sobre MVP, não é mesmo? Isso é muito bom, mas na formação de um empreendedor, essa é apenas um dos vários conhecimentos que ele precisa possuir.

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Ah, e não se esqueça de deixar o seu comentário e compartilhar com seus amigos que também precisam saber o que é MVP. Se tiver alguma dúvida, mande para nós e te responderemos. Seu feedback é muito importante para nós!