Como a dissonância cognitiva pode moldar seus pensamentos?

Descubra como a dissonância cognitiva tem te guiado e feito com que você pense não ser capaz de alinhar o que pensa com a forma como age.

Thiago Coutinho 07/06/2021 - 4 mins de leitura

É da natureza humana sempre buscar afirmações e sentido para manter a coerência em relação ao que se conhece. Assim, quando há alguma dissonância cognitiva é mais fácil ignorá-la (ou manipulá-la) do que mudar uma convicção.

Nesse sentido, quando nos encontramos frente a alguma informação dissonante em relação ao que já acreditamos, comumente criamos toda uma narrativa para trazer de volta a coerência.

Desse modo, entender a natureza da dissonância cognitiva pode não só ajudá-lo a desenvolver melhores habilidades cognitivas, mas também, estimulá-lo a ampliar sua  autoconsciência e inteligência emocional.

Então, para entender melhor sobre a dissonância cognitiva acompanhe os tópicos abaixo:

●     O que é a dissonância cognitiva e quais são seus exemplos?

●     Qual a importância da dissonância cognitiva?

●     Como diminuir a dissonância cognitiva?


O que é a dissonância cognitiva e quais são seus exemplos?

 

Dissonância cognitiva, como sugere o nome, significa um conflito (dissonância) entre as cognições de um indivíduo, geralmente a diferença entre como uma pessoa pensa e como ela age.

Idealizada inicialmente pelo professor da new School for Social Research de Nova York, Leon Festinger, em 1957, a teoria da dissonância cognitiva explica que quando um indivíduo decide algo mediante dois ou mais elementos cognitivos que não são coerentes entre si, há uma dissonância (conflito).

Por isso, em oposição ao termo bastante utilizado nos dias de hoje: skin in the game, ou pele em risco, que diz que indivíduo age conforme ao que fala, uma dissonância cognitiva ocorre quando a opinião contradiz o comportamento.

Há diversos exemplos de dissonância cognitiva em nosso dia a dia. Dentre as diversas situações as quais ela ocorre, seguem as principais:


Conflito com crenças essenciais

Como exemplo deste tipo de dissonância, podemos utilizar um caso citado no livro When prophecy fails, do próprio Leon Festinger.

Nele, uma dona de casa de Chicago conseguiu formar uma seita que acreditava que o mundo iria acabar no dia 21 de dezembro de 1954. Claramente, no dia previsto, nada ocorreu.

Todavia, a dona de casa escreveu que o evento não havia ocorrido graças à fé de todos os membros. Dessa forma, ao invés de abandonarem o grupo diante dos fatos ocorridos, muitos dos membros aumentaram sua fé, ignorando a realidade e se apegando às suas próprias narrativas.

 

Minimizar os resultados maléficos de sua ação

Diversas vezes, ao se realizar algo que traz consequências negativas, preferimos nos apegar a uma história em que esses malefícios não são tão importantes.

Ao deixar de praticar exercícios físicos, por exemplo, mesmo tendo noção dos malefícios que isso traz à saúde, o indivíduo se convence de que o tempo será gasto de maneira mais produtiva.

Com a criação de tais narrativas, as consequências, que antes eram muito ruins, começam a parecer cada vez menos piores, o que alimenta o ciclo vicioso de convencimento sobre os benefícios que a pessoa pensa que tem. 

 

Qual a importância da dissonância cognitiva?

 

A dissonância cognitiva nos ajuda a aceitar nossos limites e a tomar decisões com o que temos disponível. 

Ao contornar a realidade e mudar o ponto de vista, nos sentimos mais confortáveis e satisfeitos, e isso é fundamental para se estabelecer um alto nível de inteligência emocional.

Atualmente, diversas marcas utilizam desse conceito para convencer o cliente, oferecendo produtos que não gerem dissonâncias com as suas experiências (mantendo-o na sua zona de conforto).

Por isso, seja para aprimorar o pensamento crítico, tentando evitar ser apenas um seguidor de tendências, ou para manter uma visão otimista diante de situações adversas, o entendimento das dissonâncias cognitivas é fundamental.


Como diminuir a dissonância cognitiva?

 

Vimos que é da natureza do cérebro humano criar diversos mecanismos para lidar com a realidade, como aquele sentimento de insatisfação e arrependimento pós compra, por exemplo, mesmo quando sabemos que queríamos o produto.

No entanto, há diversas formas de se diminuir a dissonância cognitiva e atingir o crescimento pessoal, uma delas é desenvolver melhor as suas hard skills e as soft skills.

Primeiramente, obter o apoio de amigos e familiares para conseguir abertamente tentar diminuir as dissonâncias cognitivas é extremamente benéfico. 

Portanto, de acordo com a teoria da dissonância cognitiva, existem 3 maneiras de se diminuir e eventualmente eliminar a dissonância cognitiva. 

A primeira delas é a relação dissonante. Nesta relação, o indivíduo substitui a crença ou comportamento que gera a dissonância cognitiva. 

Já na relação consonante, o indivíduo deve adquirir informações novas, aumentando a consonância e diminuindo a dissonância. 

E por último mas, não menos importante, na relação irrelevante é necessário que o indivíduo torne irrelevante aquilo que gera a dissonância. 


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