Entenda o que são moedas fiduciárias, quando surgiram e como funcionam!

Descubra o que são moedas fiduciárias, o que levou ao surgimento delas e conheça outros tipos de moedas que existem atualmente.

Sávio Vale 07/07/2020 - 7 mins de leitura

Já parou para pensar sobre como é estranho o fato de um pedaço de papel, com um número e um animal da fauna brasileira, dá a você o direito de ir a uma loja e comprar algo que você gosta? Estranho, não é?

Estou falando do dinheiro real que de real só tem o nome. Sabe por que? O real, assim como o dólar, o euro, o iene e muitos outros, é uma moeda fiduciária.

Quer saber o que é isso? Vem descobrir comigo o significado de moeda fiduciária e muitos outros assuntos envolvendo as moedas de um modo geral. Confere o que você vai encontrar aqui:

  • O que são moedas fiduciárias?
  • Quando ela surgiu? A História das moedas!
  • De onde vem o valor da moeda fiduciária?
  • Quais as vantagens e desvantagens da moeda fiduciária?
  • Política monetária
  • Quais são os tipos de moedas existentes?
  • Curiosidades sobre moedas e finanças.

Vamos entender um pouco mais sobre o que são moedas fiduciárias. Continue lendo o texto.


O que são moedas fiduciárias?


Moedas fiduciárias são moedas que não são lastreáveis. Isso significa que elas não possuem valor associado a um metal valioso como o ouro ou prata, ou seja, não possuem valor intrínseco.

O valor dessas moedas é definido pelo poder e confiança do governo que as emite. Por isso, elas também são chamadas de moedas fiat (fiat vem do latim e significa confiança). Dessa forma, são consideradas moedas fiduciárias qualquer documento aceito como método de pagamento.

Exemplos de Moedas Fiduciárias:

  • Cheques;
  • Títulos de crédito;
  • Saldo bancário;
  • Moedas;
  • Células de dinheiro;
  • Notas Promissórias.

Honestamente, essa é uma definição bastante abstrata. Mas, quando você entende um pouco da história do sistema monetário, você consegue compreendê-la com mais clareza. É isso o que você vai encontrar a seguir. Siga a leitura!


Quando ela surgiu? A História das moedas!


Antes das moedas fiduciárias tomarem conta do cenário mundial, o sistema monetário utilizava o padrão-ouro.

No padrão-ouro, o poder econômico de um país era definido pela quantidade de ouro ele possuía armazenado.

Se um governo possuísse, por exemplo, uma tonelada do metal, ele emitia certa quantidade de notas e moedas dentro do país, equivalente ao total de ouro que ele tinha em posse.

Esse sistema gerava bastante custos, por causa da necessidade de armazenar e garantir a segurança da reserva de ouro, além de ser difícil realizar transações internacionais. O ouro, literalmente, deveria ser deslocado fisicamente de um país a outro.

Então, as moedas fiduciárias surgiram para facilitar as relações comerciais. Elas foram criadas em momentos diferentes em cada país.

Acredita-se que na China, as primeiras moedas fiduciárias foram emitidas no século XIII no império de Kublai Khan. Já tem um tempinho, não é?

Na Europa, no século XII, os países da península Ibérica, Holanda e Suécia deram os primeiros passos para implantar as moedas fiduciárias.

Nos Estados Unidos, no século XVIII e XIX, foram feitas algumas experiências com o sistema fiduciário, mas, apenas no século XX, o dólar entrou em cena e permaneceu no ato até hoje.

Claro que a história das moedas possui muito mais detalhes e acontecimentos, mas o importante aqui é você entender brevemente a evolução do sistema padrão-ouro para um sistema em que o país poderia emitir uma moeda mais fácil de transportar, armazenar e até mesmo de "explorar".

Essa relação entre país e economia é conhecida como política monetária. Quer saber mais? Vou explicar no próximo tópico.


De onde vem o valor da moeda fiduciária?


Como foi dito anteriormente, as moedas fiduciárias não possuem valor intrínseco, entretanto possuem 3 principais pilares que as sustentam. Veja-os a seguir!

1- Autoridade

A autoridade é o principal pilar de sustentação da moeda fiduciária. Para que uma moeda comece a circular é necessário que o Banco Central autorize sua emissão. Com isso, o governo do país declara que a moeda tem curso legal e deve ser aceita com obrigatoriedade em todo o território.

2- Utilização

Após ser aceita, a moeda passa a ser utilizada para diversas funções, e a quantidade de pessoas e instituições adeptas a ela, influencia diretamente em sua valorização. Quanto mais pessoas a utilizam, maior o seu valor.

3- Confiança

A confiança é de extrema importância quando o assunto é a moeda fiduciária, quanto mais pessoas confiam, mais poderosa a moeda se torna. Para isso, é fundamental que o Banco Central esteja sempre controlando o valor e a circulação da moeda, mantendo assim a sua confiabilidade. 


Quais as vantagens e desvantagens das moedas fiduciárias?


Todos os tipos de moedas possuem vantagens e desvantagens, e as moedas fiduciárias não são diferentes disso. Por isso, há divergência entre seu uso pelos estudiosos da área.

Vantagens

As moedas feitas em metais podem estar sujeitas a escassez, pois a matéria prima necessária para a produção tende a ser reduzida a longo prazo devido a uma série de fatores. Já as moedas fiduciárias estão menos sujeitas a essa questão, o que as tornam uma ótima solução para o futuro.

Além disso, sua produção é mais barata e mais fácil de ser armazenada, pois não precisam de locais específicos como o ouro, por exemplo.

Desvantagens

Analisando as desvantagens, podemos citar o fato que como as moedas fiduciárias não possuem valor intrínseco, o governo pode emitir a quantidade de dinheiro que quiser. E frente a essa situação, se o país não tiver um sistema de políticas  monetárias bem ajustadas, as chances de ocorrer um colapso no sistema econômico são grandes.


Política monetária


A política monetária é a a fim de garantir o desenvolvimento econômico e estabilidade do valor da moeda, mantendo a inflação sob controle.

Essa política é exercida pelo Banco Central e, no Brasil, a principal ferramenta da política monetária é a taxa Selic.

O modelo de gestão das moedas financeiras é centralizado. No entanto, existem outros tipos de moedas que não possuem relação com nenhum órgão: as criptomoedas. Vamos conhecê-las e mais alguns tipos de moedas?


Quais são os tipos de moedas existentes?


Além das moedas fiat, existem outros tipos de moedas como as moedas digitais, virtuais, criptomoedas e as moedas-mercadoria. Você vai conhecer um pouco de cada uma delas. Preparado?


Moedas digitais

As moedas digitais são uma representação das moedas fiduciárias no mundo digital, como a moeda Q. Elas funcionam da mesma forma, mas não são ativos físicos (apesar de você ter a possibilidade de emiti-las). Elas surgiram para facilitar transações e diminuir custos com impressão.

Por isso, muitos bancos digitais que você conhece hoje possuem taxas baixíssimas ou, à vezes, não possui taxa alguma.


Moedas virtuais

Você pode pensar que moedas virtuais são o mesmo que moedas digitais, mas não são. Ficou confuso? Deixa eu explicar melhor.

As moedas virtuais são ativos criados por um jogo ou aplicativo, à vezes conhecidas como tokens, as quais você compra com as moedas fiduciárias.

Essas moedas virtuais têm validade restrita ao ambiente onde elas foram criadas.


Criptomoedas

As criptomoedas são um tipo de moedas virtuais, porém são desenvolvidas dentro de redes blockchain e, por isso, são descentralizadas. Ou seja, não possuem órgão intermediador que registra e valida as operações envolvendo essas moedas.

As mais famosas são: o bitcoin, o ether, o ripple e o litecoin. Acho que você já ouviu falar de pelo menos uma dessas, não é mesmo?


Moedas-mercadoria

A principal moeda durante a história da humanidade: a moeda-mercadoria.

Como o nome já diz, as moedas-mercadorias possuem valor associado a algum produto.

Basta lembrar das aulas de história, por exemplo, quando o seu professor falava que o pau-brasil, a canela e o açúcar eram especiarias que os europeus comercializavam com o Oriente.

As especiarias eram a moeda-mercadoria: "um tanto de canela por duas raízes de gengibres". A troca de mercadorias era a forma como as relações comerciais eram realizadas.

Descobrir os tipos de moeda é interessante, mas mais interessante ainda é conhecer algumas curiosidades sobre esse tema. Curioso? Continue lendo!


Curiosidades sobre as moedas


Vamos conhecer algumas curiosidades sobre as moedas?


  1. A quantidade total de dinheiro no mundo é cerca de US$ 60 trilhões.
  2. Apenas de 8% do dinheiro mundial se encontra impresso. Ou seja, a maior parte do dinheiro, encontra-se na forma digital.
  3. O sobe e desce na economia alemã, na década de 20, fez o dinheiro desvalorizar tanto que as pessoas começaram a usar as cédulas como papel de parede.
  4. Cada cédula do euro é uma homenagem a um estilo arquitetônico europeu.
  5. No Brasil, além do real, existem mais de 80 moedas oficializadas pelo Banco Central. São moedas de pequena circulação, que incentivam o desenvolvimento econômico de uma região.

O que achou? Tem muitas outras curiosidades envolvendo moedas de todos os tipos e de todos os lugares.

Acho isso tão interessante que decidi estudar mais sobre sistemas financeiros e até começar uma coleção de moedas.

Por enquanto, só tenho duas moedas: uma de 5 cruzeiros e outra de 5 cents canadense. Enquanto eu formo minha coleção aos poucos, estudo conteúdos de finanças e economia.


Gostaria de estudar mais sobre esse assunto?



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