Em um contexto onde as empresas buscam cada vez mais meios de aumentar a competitividade e se destacar no mercado, o Plano Mestre de Produção (PMP) surge como uma ótima oportunidade.

Produzir mais com menos é uma das grandes promessas dessa ferramenta, que otimiza a capacidade produtiva e reduz ao máximo os custos operacionais.

Para entender como obter esses resultados através do programa mestre de produção, a Voitto preparou um artigo completo para você! Aqui, você vai entender tudo sobre o conceito da ferramenta, a importância no sistema de gestão e como aplicá-la na prática. Vamos lá?

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Agora vamos ao que interessa!

 

O que é um Plano Mestre de Produção?

 

 

O Plano Mestre de Produção ou Master Production Planning (MPS) é um documento que reúne as informações acerca da quantidade a ser produzida e quando será produzido.

Com o MPS, é possível realizar a gestão de pedidos e entregas, pois ele torna visível quais produtos devem ser fornecidos em cada data e permite analisar se a empresa é capaz de atender ou não a demanda do cliente no prazo estipulado, dado à capacidade produtiva no momento.

Para tanto, o Plano Mestre de Produção leva em conta dois tipos de demanda:

  • Demanda dependente: depende da produção de outro material

  • Demanda independente: pode ser atendida a qualquer momento

Além disso, o MPS orienta a produção através dos níveis de prioridade de cada pedido de acordo com a sua urgência. Esse planejamento deve ser feito para o período de tempo de 6 a 12 meses.

Outro fato relevante sobre o Plano Mestre de Produção é que ele é feito a partir de um planejamento agregado que sofre uma desagregação. Desse modo, é originado um documento para cada produto da família para que seja feita uma análise individualizada.  

Deve-se, então, verificar o nível de estoque dos produtos para saber quanto deve ser produzido de cada um deles em um determinado período, de forma a evitar retrabalho.

 

Qual é a importância de um Plano Mestre de Produção?

 

 

Como você já deve ter percebido, a execução de um Plano Mestre de Produção pode possibilitar o alcance de diversos benefícios a uma organização. Entre eles, destacam-se:

  • Redução dos prejuízos financeiros: o MPS permite o planejamento da produção, o que evita que imprevistos causem grandes complicações e a desorganização da produção. Desse modo, aplicando-se a ferramenta, há uma redução de custos com atraso de entregas e com não conformidades.

  • Otimização da capacidade produtiva: por meio de uma análise da mão de obra, quantidade de produtos e tempo disponíveis, atinge-se a maior produção possível dentro destas restrições. Assim, além de otimizar a capacidade produtiva, a implementação do plano mestre de produção possibilita a redução dos preços e aumento da competitividade da empresa perante o mercado.

  • Auxílio na tomada de decisões: a partir da visualização e planejamento da produção, o MPS permite identificar qual é a capacidade produtiva mais adequada para se operar em cada momento. O documento reúne uma série de dados que possibilitam a determinação do caminho ótimo a ser seguido pela produção e um embasamento para o processo de tomada de decisões.

 

Como montar um Plano Mestre de Produção?

 

Agora que você entendeu o que é um Plano Mestre de Produção e sabe de todos os benefícios que ele é capaz de possibilitar a uma organização, com certeza deve estar se perguntando como fazê-lo.

Apesar de parecer algo complexo, o documento é de simples execução. Veja, na planilha montada abaixo, quais devem ser os campos que devem estar presentes ao montá-lo:

 

 

Previsão de demanda desagregada: primeiramente, é necessário realizar a desagregação de um plano agregado de produção, separando os itens da família para que cada um deles seja analisado de forma separada. Em seguida, deve-se realizar um previsão de quantas vendas de cada produto serão realizadas no período de tempo em questão.

 

Pedidos firmes (em carteira): são os pedidos que a equipe de vendas já fechou para os próximos períodos.

 

Estoque projetado: o estoque projetado será dado pelo estoque do mês anterior somada à quantidade de recebimento do MPS, subtraindo-se o consumo esperado. Mas, atenção, esse cálculo varia de acordo com o tipo de fabricação. Caso a política da empresa seja de produzir para estoque, deve-se considerar a previsão de demanda. Entretanto, se a produção é feita mediante apenas encomenda, utiliza-se os pedidos firmes para análise.

 

 

Na fórmula, o consumo esperado será o valor máximo entre a previsão de demanda para o período e a quantidade de pedidos firme no mesmo.

 

Recebimento do MPS: é a quantidade que deve ser produzida, quando o estoque é negativo, para atender o consumo esperado. Se o estoque for positivo, não é necessário receber do MPS e esse valor é nulo.

 

Ao construir um plano mestre de produção, você deve se atentar aos seguintes fatos:

  • O período levado em consideração na planilha pode ser dado em dias, semanas ou meses. Entretanto, o mais usual é considerar o número de semanas, já que o planejamento é de médio prazo.

  • A produção do MPS costuma ser realizada em lotes, então é importante ter em mente qual é a quantidade de produtos que cada lote resultará e qual será o estoque resultante, caso exista.

  • É necessário analisar quando e quanto material receber do MPS para que a ordem de produção seja realizada no momento adequado. Se for necessário receber apenas na segunda semana do planejamento, é importante que o pedido seja realizado na primeira semana para estar pronto no momento demandado.

  • O gerente de produção deve se atentar ao fato da fabricação de um produto depender de outro ao determinar quais serão as quantidade produzidas.

  • Também é possível utilizar um software ao invés de uma planilha para a construção do plano mestre de produção. O importante, seja qual for a escolha do meio, é controlar a ferramenta de forma eficiente.

 

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