“Quem mexeu no meu queijo?” é uma parábola que revela verdades profundas sobre mudança.

Dois ratinhos e dois homens vivem em um labirinto em busca de queijo - uma metáfora para o que se deseja ter na vida, de um bom emprego à paz espiritual.

No livro, o autor Spencer Johnson apresenta propostas que podem durar por toda a vida, que ensinam a lidar com a mudança para a viver com menos estresse e alcançar mais sucesso no trabalho e na vida pessoal.

Neste resumo, vamos te mostrar quais são as principais ideias do livro, explicando-as de maneira fácil e rápida!

 

Sobre a obra

 

O livro Quem Mexeu no Meu Queijo (1998), do original em inglês “Who Moved My Cheese”, oferece lições valiosas sobre como administrar melhor a mudança em sua vida.

Se você está lutando em meio a uma crise de negócios ou tentando encontrar uma maneira elegante de lidar com um relacionamento em dificuldades, este livro oferece as ferramentas para entender melhor a natureza humana e ver a mudança como uma força positiva.

Além disso, você pode comprar o livro completo clicando no link:

 

Sobre o autor

 

Dr. Spencer Johnson foi um médico, psicólogo e escritor de livros infantis, do best-seller Quem Mexeu no Meu queijo e coautor do livro The One Minute Manager.

Além de ter atuado como como membro de liderança na Harvard Business School.

 

Esse livro é indicado para quem?

 

Este livro é indicado para empreendedores que buscam uma maneira melhor de gerenciar mudanças no trabalho e pessoas que precisam lidar com relacionamentos interpessoais de qualquer natureza.

 

Ideias principais do livro

 

Os pontos de destaque do livro são:

 

   • Quando nós atingimos o sucesso, podemos rapidamente nos tornar dependentes dele.

   • As coisas que acreditamos sobre nós mesmos dificultam a aceitação de uma mudança.

   • O medo é o que torna o confronto com a transformação algo tão difícil.

   • Uma vez que você começa a se mexer, provavelmente as coisas vão melhorar.

 

Dividimos a história em cinco partes: “A busca pelo sucesso”, “O perigo da acomodação”, “O poder da visualização”, “Uma nova direção” e “Aplicação do mundo real”.

 

Overview: Parte 1 - A busca pelo sucesso

 

O autor inicia o livro apresentando os quatro personagens, dois homens e dois ratos, e o modo como cada um reage diante da mesma situação.

 

 

Os dois ratos, Sniff e Scurry, não pensam muito nas coisas. Em vez disso, gastam seu tempo correndo pelos corredores do labirinto em busca do queijo.

Essa forma aparentemente descuidada pela qual os ratos procuram seu queijo é intuitiva, além de muitas vezes ser o método mais efetivo para alcançar seus objetivos. Na verdade, agir sem pensar muito pode economizar tempo e energia.

Se não acham queijo no fim do corredor, Sniff e Scurry simplesmente se viram e vão procurar em outro caminho - sem perder tempo ficando nervoso ou frustrado.

Por outro lado, os homenzinhos Hem e Haw, com seus cérebros mais complexos, trabalharam em estratégias para achar o queijo, memorizando os cantos escuros e os becos sem saída do labirinto.

Mas mesmo com todo o planejamento, eles ainda se confundiam e se perdiam. E sempre que acabavam de mãos vazias, ficavam depressivos, imaginando se a felicidade algum dia seria alcançada.

Na vida real, nós também tendemos a complicar demais as coisas. Não apenas pensamos demais em problemas e eventos ruins, como também ficamos muito apegados ao status quo (situação atual).

Voltando ao conto, certo dia os homenzinhos conseguiram finalmente encontrar o tão sonhado queijo em um determinado corredor.

Aos poucos, a vida dos dois começou a girar apenas em torno do banquete, que estava sempre no mesmo corredor. Eles se sentiam em casa ali, e tinham orgulho disso.

Como Hem e Haw, quando atingimos o sucesso (nosso queijo), podemos rapidamente nos tornar dependentes dele, de tal maneira que nossa vida gire em torno do nosso “queijo”.

 

Overview: Parte 2 - O perigo da acomodação

 

Nesta parte, entenderemos como reagir diante das situações de mudança.

Então, certo dia, Hem e Haw acordaram e ficaram chocados ao perceber que seu precioso queijo havia sumido.

De fato, a mudança sempre acontece, mais cedo ou mais tarde. O que muda é como você se prepara para ela. Se você está acomodado e não presta atenção no que acontece ao seu redor, vai ser difícil se antecipar a uma mudança brusca que está por vir.

Sniff e Scurry, por outro lado, nunca deram a comida por garantida, por isso prestaram atenção e já tinham percebido que a quantidade de queijo disponível vinha diminuindo com o passar do tempo.

Algumas vezes, as coisas que acreditamos sobre nós mesmos dificultam a aceitação de uma mudança. Se você acredita que merece sucesso, boa saúde e uma fonte inesgotável de queijo, qualquer coisa diferente disso vai parecer injusta para você.

Os homenzinhos acreditavam que o queijo encontrado era uma recompensa por todo seu esforço. Afinal, eles passaram muito tempo procurando por ele! Então, quando o banquete sumiu do nada, eles não conseguiam aceitar a realidade.

Você nunca deve ficar nessa posição. Em vez disso, mantenha os olhos abertos para quaisquer sinais de mudança e tente se adaptar o mais rápido possível.

Quando os ratinhos Sniff e Scurry perceberam que o queijo estava acabando, eles não ligaram muito e seguiram em frente, procurando mais queijo em outro lugar. Com isso, encontraram rapidamente uma outra fonte de comida.

Então, a lição que fica é que você não deve hesitar antes de começar a se adaptar às mudanças que acontecem em sua vida.

 

Overview: Parte 3 - O poder da visualização

 

Neste overview, entenderemos como o medo é um obstáculo entre nós e nossos objetivos.

 

 

Por que muitos de nós, como Hem e Haw, ficam alheios a grandes mudanças? É por causa do medo. O medo é o que torna o confronto com a transformação algo tão difícil.

Afinal, uma mudança requer que você lide com uma nova situação e se adeque a um conjunto de regras totalmente diferente. Isso pode ser frustrante e acabar te desorientando, por isso é natural ter medo do desconhecido.

Por exemplo, quando os homenzinhos perceberam que seu queijo de todo dia havia acabado, eles tiveram medo de se aventurar no labirinto novamente para procurar mais.

Eles tinham a preocupação de que poderiam ficar perdidos, ou que chegariam a um beco sem saída. No entanto, vale lembrar que enquanto você continuar relutante em sair da sua zona de conforto, as coisas não vão melhorar.

Ainda que estivessem famintos, Hem e Haw estavam com tanto medo de explorar novos caminhos no labirinto que não conseguiam sair da sua rotina habitual.

Então, o pequeno homem Haw descobriu um bom método para lidar com esse medo. Ele se imaginou encontrando e saboreando um “novo queijo”.

Na verdade, visualizar seu objetivo com detalhes vívidos aumenta seu desejo em alcançá-lo. Então, sempre que você sentir que está travado pelo medo, imagine seu objetivo. Isso vai atiçar seu desejo e te fornecerá a energia para seguir em frente.

 

Overview: Parte 4 - Uma nova direção

 

Essa parte mostra como foi o processo para que o personagem Haw conseguisse deixar de ser dominado pelo medo.

 


 

Quando você se move em uma nova direção, aprende melhor a abraçar a mudança. Uma vez que você conseguiu dominar os seus medos, da próxima vez em que for confrontado, terá confiança para seguir em frente.

O homem Haw encontrou coragem para procurar pelo queijo, mesmo estando sozinho e amedrontado. Aos poucos, ele ganhou confiança. A vida dele foi melhorando conforme ele deixava de ser dominado pelo medo.

Ele aprendeu uma lição importante: o medo acumulado em nossa mente, antes de agirmos, normalmente é muito mais intenso do que a situação realmente merece.

E, uma vez em que se começa a se mexer, provavelmente as coisas vão melhorar. Por isso, nunca desista! Sempre existe algum “queijo” esperando para ser encontrado.

Seu novo “queijo” pode ser um novo amigo, um novo trabalho ou até mesmo uma maneira de lidar com conflitos. Tudo que você precisa fazer é sair da zona de conforto e começar a busca.

 

O que outros autores dizem a respeito?

 

No livro Mindset da psicóloga Carol S. Dweck, é debatido como nossas crenças moldam nosso comportamento e nosso crescimento. Enquanto mindsets produzem visões de mundo definitivas, pessoas podem mudar ao aprender novas habilidades. Seres humanos podem ser ensinados a reagir de diferentes formas, como enfrentar desafios e pensar de outra maneira.

Flávio Augusto no livro Geração de Valor diz que “só é possível aprender a ter uma mentalidade vitoriosa com os vencedores”. Com a tecnologia atual, temos acesso a conteúdos biográficos e materiais produzidos por essas pessoas. Para começar, saia da conformidade e da mesmice.

O autor Daniel Goleman, de Inteligência Emocional esclarece que o QI contribui apenas com 20% para o seu sucesso na vida. O resto é resultado da inteligência emocional, o que inclui fatores como a capacidade de se motivar, a persistência, controle de impulsos, regulação do humor, empatia e esperança.

 

Certo, mas como posso aplicar isso na minha vida?

 

Para encerrar, vamos entender como aplicar essa parábola em nossas vidas.

Os personagens dessa parábola podem representar pessoas e atitudes que ocorrem comumente no cotidiano. Por isso, se você é um gestor, é interessante contar essa metáfora para seus comandados.

Além disso, você pode perguntar e analisar com qual personagem cada colaborador mais se identifica, o que vai te ajudar a tomar atitudes que te ajudarão a gerenciá-los de maneira mais efetiva.

Pessoas que são como o ratinho “Sniff” são observadoras. Elas percebem a menor das mudanças, o que as permite prever transformações maiores subsequentes. Elas também podem descobrir novos produtos e ângulos competitivos.

Já alguém que se identifica com o “Scurry”, por outro lado, gosta de ação. Esse tipo de colaborador deve ser encorajado a agir baseado na visão corporativa existente.

Os “Hems” da sua organização, no entanto, frequentemente se sentem inseguros durante tempos de mudança. Isso pode se tornar um problema, especialmente se não encontrarem a coragem para se tornarem “Haws”.

É preciso sempre se esforçar bastante para demonstrar as formas como a mudança vai trazer benefícios para todos dentro da corporação.

Além disso, é importante considerar como a parábola termina. Mesmo depois de ter achado o “novo queijo”, o homenzinho Haw continuou explorando o labirinto, procurando por novos banquetes.

Aquilo que está funcionando hoje não necessariamente vai funcionar amanhã. Se o ambiente muda, seu negócio deve mudar também e se adaptar à nova realidade, ou vai acabar ficando para trás.

 

O que achou?

 

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