Já sentiu a necessidade de se organizar para fazer uma prova difícil na faculdade?

Saber o que estudar e como administrar esses conhecimentos, esforçando-se para conseguir tirar aquele 10 na prova não é tão diferente assim do conceito de MRP.

Mas o que significa MRP e o que isso tem a ver com a nota da minha prova?

O Materials Requirement Planning, ou em português Planejamento das Necessidades de Materiais, busca reunir todos os insumos materiais nas quantidades necessárias e, a partir disso, atender a uma demanda de mercado de maneira ideal, sem sobra ou excessos.

Pense nos materiais como se eles fossem o conteúdo que você precisa estudar para fazer sua avaliação, e não se esqueça de que a demanda é conseguir a nota máxima!

Nesse artigo, vou te apresentar mais sobre os sistemas de MRP, como eles evoluíram ao longo do tempo e quais são suas importância para um empreendimento otimizado.

Bora tirar dez nesse teste?

 

 

Surgimento do sistema MRP

 

No período após a Segunda Guerra Mundial, as indústrias adotavam o método de produção empurrada.

Já que o mundo estava fragilizado, a procura por produtos era grande e não havia necessidade de um controle de produção bem definido. O mercado aceitava praticamente tudo devido à miséria que a guerra causou.

Porém, no final da década de 50, o mundo começou a se fortalecer novamente. Em função disso, as empresas não conseguiam mais escoar todos os produtos produzidos e, com isso, os estoques começaram a empilhar.

Dessa forma, ficou clara a necessidade de um planejamento de produção que eliminasse o excesso e atendesse o mercado de acordo com suas necessidades.

Os empreendimentos, então, começaram a adotar as seguintes premissas:

 

  • Estimar a quantidade de procura por um determinado item;

  • Expressar essa procura em unidades de capacidade de produção;

  • Definir orçamento inicial e ordem de produção;

  • Buscar por uma metodologia para o controle de produção e gerenciamento de estoque.

 

De posse dessas premissas, nos anos seguintes, foram sendo elaborados diversos métodos e ferramentas para auxiliar a administração dos meios de produção.

Entre elas, destacam-se o CPM (Método do Caminho Crítico), a rede PERT e ainda o ROP (reorder point) para gestão de estoques de segurança.

E finalmente surge, nos anos 60, o MRP, que foi desenvolvido a fim de gerar um atendimento às demandas de forma eficiente, através da previsão de vendas e dos materiais necessários.

 

O que é o MRP?

 

O Planejamento das Necessidades de Materiais é um sistema que visa determinar a quantidade de materiais exigidos na linha de produção para satisfazer uma demanda específica.

Esse software permite definir com precisão uma lista com todos os recursos materiais necessários e suas quantidades ideais para abastecer um meio de produção.

Além disso, ele busca determinar o tempo que essas matérias primas precisam estar disponíveis para manter os níveis de produção, de forma a atender o lead time prometido ao cliente.

A principal desvantagem da implementação do MRP é a padronização dos pacotes do software que podem ser de difícil adaptação.

Para funcionarem de maneira ótima, eles precisam ser adaptados para os formatos de produção de uma determinada empresa.

 

Como funciona o MRP?

 

A metodologia MRP tem início a partir de uma pesquisa de mercado.

Nessa, são analisadas as possibilidades de implementação dos produtos para consumidores, visando sempre a atender às necessidades dos mesmos.

Dessa forma, é possível definir quantos produtos acabados devem ser produzidos para o atendimento de uma demanda específica.

Após essa definição, o software gera uma programação que contém a lista de materiais  

fundamentais e suas quantidades para que a produção seja iniciada.

Ainda, o MRP é capaz de avaliar quais materiais precisam ser adquiridos e até quando isso pode acontecer para que todos os prazos sejam cumpridos.

Com todas essas informações à disposição, os sistemas MRP possibilitam uma gestão de estoque mais eficiente, ajudando a reduzir e a minimizar os níveis de estoque. Dessa forma, não há excesso ou falta de material.

Isso possibilita à empresa investir em outras áreas, já que libera capital de giro. Lembre: estoque é dinheiro parado, logo ele precisa ser bem administrado para que não haja prejuízos para empresa. Você não vai querer isso, não é verdade?

 

Exemplo de aplicação simples do MRP

 

A produção de uma caneta é um bom exemplo para explicar o funcionamento dessa metodologia.

Suponha que a estrutura do produto contenha os seguintes materiais:

 

  • Tubos de plástico;

  • Tampa;

  • Bico dianteiro;

  • Parte inferior.

 

O MRP processa todas essas informações e as ajusta de acordo com a quantidade.

Ele é capaz de administrar os níveis de estoque necessários para produzir certo total de produtos acabados, no tempo e na medida certa, minimizando custos e retrabalhos.

 

Surgimento de novas necessidades

 

Com o passar do tempo e da crescente evolução dos meios computacionais, foi possível incorporar novos elementos ao sistema de MRP.

A partir disso, a eficiência da metodologia aumentou, expandindo sua capacidade a outras áreas da empresa, tornando-a mais abrangente e precisa.

Esse novo sistema, desenvolvido nos anos 80, recebeu o nome de Manufacturing Resources Planning, que significa em português Planejamento de Recursos de Manufatura.

Por possuírem a mesma sigla na língua inglesa, esse novo sistema ficou conhecido como MRP II e o anterior passou a ser chamado de MRP I.

 

Qual é a diferença entre o MRP I e o MRP II?

 

O Planejamento dos Recursos de Manufatura incorpora as funcionalidades do MRP I e, por isso, é mais abrangente.

Somado à programação de recursos materiais, o MRP II é capaz de lidar com diversos outros tipos de recursos necessários à produção de um bem.

Entre a variedade de dados fundamentais para o processamento do MRP II, os mais relevantes são:

 

  • Processos de fabricação: a instituição possui as técnicas necessárias para confecção dos bens demandados?

  • Recursos Financeiro: existe capital suficiente para produzir todos eles?

  • Disponibilidade de máquinas: as máquinas estão configuradas e prontas para serem usadas por um determinado tempo?  

  • Recursos humanos: há mão de obra capacitada o suficiente para atender toda demanda?

 

De posse dessas informações, é possível montar um plano mestre de produção. Há um número maior de variáveis sendo analisadas, trabalhadas e incorporadas à gestão da manufatura. Assim, o meio de produção fica mais detalhado em comparação ao MRP I.

 

Entenda melhor para que servem os sistemas MRP I e MRP II

 

Tanto o Materials Requirement Planning quanto o Manufacturing Resources Planning permitem, através de uma base de dados, converter todas as necessidades do mercado em uma programação de produção e controle da manufatura dos produtos.

Porém, cada um deles possui características e funcionalidades específicas dentro de uma indústria.

 

MRP I

 

O MRP I, como dito anteriormente, é voltado para a gestão de materiais e, portanto, para o planejamento e controle de todos os insumos operacionais que envolvem a rotina de produção.

O disparo diário de pedidos de matérias-primas aos mais variados fornecedores é um exemplo.

Dessa forma, é preciso que os gerentes responsáveis pelo controle do estoque informem ao sistema, através de cartas de solicitação, quais são as demandas e até quando elas precisam ser atingidas.

Assim é possível calcular a quantidade de materiais e o tempo de entrega. Além disso, também possibilita gerenciar atrasos com maior facilidade, caso ocorram.

 

MRP II

 

O MRP II, por ser mais completo, se apresenta como ferramenta de estratégia para uma empresa. Desfocado de operações de rotina, ele possui um viés voltado para o crescimento de um empreendimento.

Através dele, é possível mensurar quanto o negócio precisa expandir para ser capaz de atender todas as necessidades do mercado, por exemplo.

O MRP II também permite avaliar os efeitos que essas mudanças causam no empreendimento. Alterações de protocolos de produção e ajustes de setores de engenharia e financeiro são exemplos.

Dessa forma, o sistema MRP II tem grande importância no processo de tomada de decisões no que diz respeito aos processos produtivos.

 

Indo além do ambiente de produção: os sistemas ERP

 

No final dos anos 80, a evolução da informática possibilitou o surgimento das redes de computadores ligadas através de um servidor interno.

Isso revolucionou as atividades de gestão da produção e logística, permitindo a integração total de uma empresa. Esse novo sistema de gestão ficou conhecido como ERP.

Essa é a sigla para Enterprise Resource Planning, que pode ser traduzido como Sistema Integrado de Gestão Empresarial.

Hoje em dia, os softwares de ERP são capazes de fazer a gestão e automatizar os vários processos de uma ou mais instituições. Eles integram atividades de contabilidade, finanças, estoque, vendas, recursos humanos, entre outras.

Além de agregar esses diversos setores, o ERP também integra os sistemas de MRP I e II.

Reunindo todas essas informações, vemos que esses sistemas buscam maior eficiência administrativa e permitem agilizar os processos e estabelecer comunicação dinâmica entre todos os departamentos. O sistema SAP é um exemplo de ERP muito usado mundialmente.

 

 

Essa tecnologia da indústria 4.0 funciona como um banco de dados gigante. As informações são geradas, modificadas e organizadas numa frequência muito alta através do uso de recursos, como o data mining e o big data.

Por exemplo, pedidos são feitos aos diversos fornecedores, estoques são atualizados, notas são recebidas e pagas de maneira automática!

Nossa! Dá pra ver que essa ferramenta é realmente muito poderosa. Mas como já dizia o Tio Ben, “com grandes poderes vêm grandes responsabilidades”.

 

 

Uma das maiores desvantagens do ERP é justamente sua grandiosidade, visto que isso pode fazer uma empresa adotar políticas extremamente burocráticas.

Outro ponto desvantajoso está nas despesas de implementação e manutenção do ERP: elas são muito altas e o custo benefício depende muito do tamanho e do alcance que uma empresa apresenta.

 

Agora você está pronto pra tirar dez na prova!

 

Os módulos MRP, assim como o ERP, trouxeram uma forma muito mais eficiente de gerenciar, administrar e automatizar os meios de produção. E ainda, facilitar a organização e controle de estoques.

Através deles, é possível um melhor planejamento e uma melhor gestão dos recursos materiais e não materiais, além da possibilidade de adequar a expansão dos meios de produção, e até mesmo integrar todos os setores empresariais.

 

Que tal se qualificar?

 

Vimos nesse artigo a importância de sistemas de gestão da produção e como eles evoluíram na busca pela melhoria da produtividade, eliminando excessos e atendendo às demandas de maneira ótima.

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