Descubra como Ken Robinson observa as escolas e porquê elas acabam com a criatividade

Aprenda como a criatividade deve ser estimulada desde as fases iniciais da vida do ser humano e como isso pode impactar no futuro.

Beatriz Landmann 30/05/2022 - 6 mins de leitura

Ken Robinson, com seu jeito bem-humorado, pontua como a criatividade é o maior ponto positivo do ser humano, mas que essa característica é devastada na escola.

Ken Robinson viveu em prol da educação. Foi escritor, speaker de TED, palestrante e consultor internacional de educação. O britânico faleceu em 2020, aos 70 anos, em decorrência de um câncer.

Por que as escolas acabam com a criatividade? Continue a leitura desse artigo, pois nele você irá descobrir! 

Nesse artigo você irá encontrar:

  • Quem foi Ken Robinson?
  • Sobre o TED Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade;
  • Veja as deias principais do TED de Ken Robinson sobre criatividade!
  • Insight de destaque.

Prepare-se para embarcar na viagem da criatividade, mas que em 19 minutos você irá ressignificar o seu eu-criativo. Assista aqui o TED Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade.



Quem foi Ken Robinson?


Ken Robinson era um britânico apaixonado pela educação. Atuou como escritor, palestrante, speaker de TED Talks e consultor internacional de educação.

O britânico ao longo de sua carreira escreveu dez obras e foi premiado em oito categorias diferentes por diversas ações e trabalhos.

O TEDTalks em que  Ken Robinson ressalta que as escolas acabam com a criatividade atingiu aproximadamente 380 milhões de pessoas, o que para a CNN, fez do speaker uma das principais vozes da criatividade e inovação. 

Em 2020, Ken Robinson veio a óbito em decorrência de um câncer.


Sobre o TED Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade


Ken Robinson era apaixonado por educação e também, o fundador da tese “escola criativa”. No TED, o britânico ressalta que todas as crianças possuem grandes talentos, mas a escola desperdiça esses insights.

Em comparação, Ken Robinson coloca a alfabetização versus a criatividade, em que a última não é valorizada e a primeira é colocada acima de qualquer questão que a criança possua.

Durante o TED, Ken conta diversos fatos que lhe ocorreram e, assim, podemos perceber que muitos devaneios que as crianças possuem, poderiam ser resolvidos se os adultos os deixassem livres para serem criativos.


Ideias principais do TED Ken Robinson diz que as escolas acabam com a criatividade


Perceba as ideias fundamentais do TED de Ken Robinson sobre criatividade! 

  1. Três coisas que nós concordamos;
  2. Educação e Criatividade;
  3. A vida adulta e o pânico de errar.
  4. De Stratford para Los Angeles;
  5. Professores Universitários;
  6. Os três fatos da inteligência.

1. Três coisas que nós concordamos


Que todos se interessam por educação, isso é fato. Robinson avalia que a escola é responsável pelo futuro misterioso dos indivíduos. 

O primeiro ponto que todos nós concordamos, de acordo com Robinson, é que as crianças que estão adentrando na escola agora, em 2065 estarão se aposentando. Mas, ninguém sabe como estará o mundo até o ano da aposentadoria.

O segundo ponto ressaltado é que, mesmo com a imprevisibilidade de como estará o mundo, os adultos são responsáveis pela educação de suas crianças.  

O terceiro ponto que Robinson coloca em pauta é a criatividade e a inovação das crianças, que, muitas vezes, é descartada pelas escolas ou pelos adultos.


2. Educação e criatividade


Para Robinson, o expertise da criatividade é tão importante quanto a alfabetização e assim, essas duas habilidades deveriam ser vistas com os mesmos olhos pelo sistema educacional.

O speaker britânico relata histórias divertidas em que as crianças se mostram criativas, algumas delas são:

  • Uma garotinha nunca prestava atenção na aula. Surpreendentemente, a aula de desenho a cativou. A professora, então fascinada, perguntou: “O que você está desenhando?” E a garotinha responde que era Deus. Intrigada, a professora questiona que ninguém sabe a feição de Deus e a resposta da aluna foi mais sensacional ainda! Ela disse que iriam conhecer agora. 
  • Joseph, filho de Robinson, aos quatro anos de idade, participou como figurante do filme “Natal 2” e ao assistir a gravação, Robinson percebeu que as crianças estavam improvisando a cena, quando um dos meninos falou que o Diretor do filme havia mandado ele fazer tal ação.

Robinson afirma que, esses são exemplos que as crianças não têm medo de errar. Se elas não sabem, inventam. Se elas erram, criam ideias originais. 


3. A vida adulta e o pânico de errar


Apesar dos erros não serem insights para a criatividade, Robinson afirma que na vida adulta, as pessoas possuem medo de errar por suas ideias, ainda na infância, terem sido negligenciadas. 

As empresas e o sistema educacional são tradicionalmente construídos em cima da teoria que errar é a pior coisa que pode acontecer. Crianças nascem artistas e viram adultos sem criatividade.

Robinson é apaixonado na teoria de que as pessoas não perdem a criatividade, elas são obrigadas a abandoná-la. 


4. De Stratford para Los Angeles


Natural de Snitterfield, cidade de nascença do pai de Shakespeare, Robinson resolve se mudar de Stratford para Los Angeles, com a rejeição do filho nessa decisão.

O motivo da frustração do primogênito de Robinson era deixar seu grande (e primeiro) amor na Inglaterra. 

A perspectiva de Robinson é que a educação mundial siga a mesma metodologia educacional: matemática em primeiro lugar, humanas em segundo e atividades extracurriculares como última opção.


5. Professores Universitários


Robinson acredita que o objetivo da educação pública é formar professores universitários. Isso ocorre porque nos primórdios do século XIX, as pessoas foram treinadas para a demanda da industrialização.

Com isso, o speaker cita duas ideias da hierarquia da educação. A primeira, as pessoas se frustram por precisarem estudar somente aquilo que o curso da graduação almeja. A segunda, retrata a aptidão acadêmica através do conceito de inteligência imposto pelas Universidades.

Sendo assim, as Universidades possuem um grande sistema para ingresso, o que resulta no bloqueio de criatividade do indivíduo, pois aquilo que achavam que seria ideal, não era valorizado desde a época da escola. 


6. Os três fatos da inteligência


Robinson faz um comparativo com o passado, onde quem tinha um diploma tinha um emprego. Já nos dias de hoje, graduar-se não é sinônimo de estar empregado, o mercado está cada vez mais concorrido e requer diferenciais. 

Sobre a inteligência, o speaker britânico aponta três fatos que sabemos sobre ela: ela é variada, dinâmica e distinta. 

Através desses três fatos, Robinson conta a história de Gillian, que em suma, era uma garota inquieta e só conseguia pensar quando se movimentava. O resultado disso? Gillian tornou-se bailarina do The Royal Ballet


7. Ressignificar


Como fala final, Robinson afirma que é necessário ressignificar a nossa concepção de riqueza humana. 

Contudo, o TED é feito para celebrar a imaginação e criatividade humana, então, Robinson pede para que sejamos cuidadosos nesta celebração para que posteriormente, a criatividade das crianças não seja banalizada. 


Insight de destaque


A criatividade, quando paramos para pensar, acaba sendo deixada de lado no percurso da vida. Mas, Ken Robinson em seu TED irá te ensinar como não deixar isso acontecer. 

Por isso, o insight de destaque é:


“Nosso sistema educacional explorou nossas mentes como exploramos a terra: em busca de um recurso específico. E para o futuro, isso não serve.Temos que repensar os princípios fundamentais que baseamos a educação para nossas crianças”.


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