O tema finanças é um assunto cada vez mais popular. E o motivo para isso não é tão difícil de ser entendido, afinal, quem não quer aprender a cuidar do dinheiro e fazer com que ele trabalhe para você?

Mas, para isso, é preciso entender quais são os tipos de investimentos e qual mais se encaixa nos seus planos.

Então para que você aprenda mais sobre esse assunto, neste artigo vamos mostrar quais são os principais tipos de investimentos oferecidos pelo mercado financeiro, quais são suas características e os primeiros passos para começar a investir. Para isso, neste artigo você vai conferir:

  • Tipos de Investimentos: renda fixa X renda variável;
  • 7 principais tipos de investimentos;
  • Quais são os tipos de investimentos mais seguros?
  • Quais são os melhores tipos de investimentos para as empresas?
  • Como começar a investir?

 

Tipos de Investimentos: renda fixa X renda variável

 

Os tipos de investimentos são categorizados em dois grandes grupos: os de renda fixa e os de renda variável.

As principais diferenças entre eles tange a previsão do retorno sobre o dinheiro investido, a liquidez e o risco da aplicação financeira. 

Para entender melhor essas diferenças, é importante conhecer os conceitos: 

  1. Retorno: é o valor que você receberá além daquele que você investiu;
  2. Liquidez: é a facilidade que você tem em converter um ativo em dinheiro;
  3. Risco: está associado à variação do valor aplicado. 

Agora que você já sabe o básico sobre esses conceitos, é hora de entender melhor o que elas significam na prática.

 

O que é Renda fixa?

A renda fixa é caracterizada pela alta previsibilidade do retorno que você terá sobre o valor investido. Isso significa que os tipos de investimento desse grupo são menos arriscados, ideais para aplicações de curto prazo principalmente.

Existe uma subclassificação dentro dessa modalidade: os prefixados e os pós-fixados.

Os prefixados se referem a aqueles investimentos em que você sabe qual é o retorno que terá. Assim, apresentam uma taxa fixa, por exemplo, 9% ao ano. 

Já os pós-fixados a uma taxa indexada a algum índice da economia. Por exemplo, a Taxa Selic que pode ser conceituada como a taxa básica de juros no país. Ela pode ser alterada durante o período de aplicação, mas há sempre projeções confiáveis. Como exemplo, um investimento pode ter retorno de 0,5% da Taxa Selic ao ano.

Confira na imagem abaixo exemplos desses dois modelos:

Tabela de Tesouro Pré fixado e Pós Fixado

Fonte: Tesouro Direto (19 de junho de 2020).

 

O que é Renda variável?

Os tipos de investimento presentes no grupo de renda variável são conhecidos pela não previsibilidade de seu retorno.

Isso acontece, pois, sua rentabilidade está atrelada tanto a fatores externos, como economia e política, quanto a capacidade dos ativos de prosperarem, como a receita das empresas

Apesar da possibilidade de grandes oscilações, esse tipo de investimento se destaca por gerar retornos maiores que a renda fixa, principalmente a longo prazo. Em grande parte das situações, a máxima de quanto maior o risco, maior o retorno se materializa.

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Agora é importante entender quais são os principais tipos de investimentos pertencentes a cada grupo. Confira no próximo tópico! 

 

7 principais Tipos de Investimentos

 

1. Tesouro Direto

 

O mais popular dos investimentos em renda fixa é o Tesouro Direto. Essa aplicação surgiu através de um programa criado pelo Governo Federal a fim de captar dinheiro para financiar as suas despesas. 

Isso significa que nesse tipo de investimento você estará emprestando seu dinheiro para o Governo Federal. Em troca, o capital aplicado renderá juros pelo tempo que estiver nas mãos da instituição. 

O Tesouro Direto possui data de vencimento. Mas mesmo antes dela chegar, é possível vender o título e resgatar o dinheiro. Por isso, possui liquidez diária. Ou seja, em qualquer dia útil você consegue transformar a sua aplicação em dinheiro na conta.

 

2. Certificado de Depósito Bancário (CDB)

 

O segundo tipo de investimento mais popular na renda fixa é o Certificado de Depósito Bancário (CDB). O seu funcionamento é muito parecido com o do Tesouro Direto. Porém, no lugar de emprestar dinheiro para o Governo Federal, esse empréstimo passa a ser para os bancos.

Essa modalidade de baixo risco por ser assegurada pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Caso a instituição a qual você emprestou dinheiro passar por problemas financeiros e não conseguir quitar a dívida, o FGC garante o pagamento de parcial ou total do seu investimento.  

Vale ressaltar que o CDB possui prazo de vencimento. Em alguns casos não é possível vendê-lo a qualquer momento. Por isso, é importante saber essa informação antes de escolher em qual aplicar.

 

3. Letra de Crédito Imobiliário (LCI) e Letra de Crédito do Agronegócio (LCA)

 

As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) também são tipos de investimentos de renda fixa. No entanto, a captação de recursos desses produtos financeiros é feita para os setores específicos. 

As instituições financeiras emitem essas letras de crédito, assim como os CDBs. No entanto, se você investir em uma LCI o seu dinheiro só poderá ser aplicado no mercado imobiliário. Enquanto o mesmo vale para a LCA no setor do agronegócio.

Por se tratarem de setores que contribuem para o desenvolvimento econômico e social, a LCI e a LCA possuem isenção fiscal. Quem investe nesses produtos financeiros não paga Imposto de Renda (IR), nem Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

Outra vantagem dessa modalidade de investimento é, também, ser assegurada pelo FGC. Assim como o CDB, precisam de atenção no momento da escolha, pois possuem prazo de vencimento e nem sempre é possível vender antes que ele chegue.

 

4. Debêntures

 

As debêntures são títulos de renda fixa emitidos por empresas. Essa é uma boa opção para as instituições que querem captar recursos de pessoas físicas, ao invés de bancos. 

Seu risco é maior do que dos outros tipos de investimentos financeiros apresentados. Isso se deve ao fato de que não há garantia do FGC sobre essa modalidade. Caso a empresa passe por problemas financeiros e não consiga pagar suas dívidas, esse órgão não as assumirá. 

Apesar do maior risco, essa modalidade tende a ser a que possui maior remuneração entre os tipos de investimento de renda fixa. Vale ressaltar que há dentro desse grupo debêntures incentivadas. Essa classificação é isenta de Imposto de Renda.

 

5. Fundos de Investimento (FI)

 

Os fundos de investimento se caracterizam por ser uma modalidade de aplicação conjunta. Investir nesse produto financeiro significa confiar o gerenciamento de seu capital à pessoa gestora do fundo.

Esse investimento é uma boa opção para quem ainda não se sente seguro para escolher os próprios investimentos e prefere terceirizar esse trabalho. Mas é importante se atentar aos seguintes pontos: 

  • A estratégia pode ser voltada para a aplicação só em renda fixa, só em renda variável ou mista;
  • Tempo para resgate, em alguns fundos a liquidez é diária mas há outros com prazos maiores;
  • Como foi a performance do fundo nos últimos anos e as taxas de administração cobradas pelos gestores.

 

6. Fundos Imobiliários (FII)

 

Os fundos imobiliários (FIIs) são aplicações financeiras de renda variável. Assim como os fundos de investimento, são compostos pela união do capital de várias pessoas. Estas possuem um objetivo em comum: a aplicação no setor imobiliário. 

Enquanto na Letra de Crédito Imobiliário você empresta seu dinheiro para o setor, nos FII você será dono de parte de um imóvel. Sendo essa uma opção ideal para quem se interessa no setor, mas não possui capital para comprar um imóvel sozinho.

A principal vantagem desse tipo de investimento é o pagamento de aluguéis mensais. Estes são isentos de imposto de renda. A negociação dos fundos imobiliários é feita em Bolsa de Valores.

 

7. Ações

 

As ações são investimentos de renda variável. Ao aplicar nessa modalidade você estará comprando frações de uma empresa, se tornando sócio da mesma. 

Nessa situação, o seu patrimônio investido oscila junto com a performance da empresa. Caso ela tenha bons resultados (lucro) é provável que seu valor de mercado aumente. Mas o contrário também pode acontecer.

O risco dessa aplicação é apontado como elevado. Para garantir bons retornos é importante avaliar com cautela as melhores opções antes de investir. A negociação das ações é feita em Bolsa de Valores, assim como os fundos imobiliários

 

Quais são os tipos de investimentos mais seguros?

 

Depois de entender mais sobre os principais tipos de investimento, é perceptível que os de renda fixa proporcionam mais segurança para o investidor. Vale destacar as seguintes modalidades:

 

  • Tesouro Direto: esse é o melhor investimento quando se busca segurança. Essa classificação é feita por ser um empréstimo ao Governo e as chances de falência são menores do que as de todas as outras instituições;
  • CDB, LCI e LCA: todas essas categorias possuem respaldo do FGC, garantindo assim que pelo menos parte do seu capital você receberá de retorno. Com isso, se tornam mais seguras que as que não possuem essa garantia.

 

Quais são os melhores tipos de investimentos para empresas e empreendedores?

 

Depois de elaborar o planejamento financeiro da sua empresa, é preciso saber quais os tipos de investimentos são os mais adequados. Para isso, utilizar indicadores é um elemento fundamental para entender a dinâmica de disponibilidade de capital para investimento.

Nesse processo, tome cuidado com os erros que podem ser cometidos durante a gestão financeira, eles podem acarretar em valores investidos de forma não condizente com a realidade da empresa. Principalmente nos casos que ela precise resgatar e isso não possa acontecer.

Depois de um bom planejamento, para o seu capital de giro é importante aplicar em modalidades que tem alta segurança e liquidez diária. Há fundos de investimento que se adequam perfeitamente a esses quesitos.

Visando o longo prazo, diversificar entre produtos financeiros de renda fixa e variável é a melhor opção. Desde Tesouro Direto até Ações. Assim, você conseguirá potencializar seus ganhos e manter um certo nível de segurança.

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Como começar a investir?

 

Agora é hora de entender por onde começar a investir. Por isso, a seguir você encontrará 5 dicas para dar os primeiros passos.

 

1. Faça seu planejamento financeiro

 

O primeiro passo para começar a investir, é fazer seu planejamento financeiro pessoal. A partir dele você deixará todas as suas contas em dia e estipulará metas com valores para investimentos mensais.

Nele é importante que você elenque todas as despesas do mês, assim como as entradas. Quanto maior o nível de detalhamento e controle, mais fácil será entender qual valor você consegue aplicar por mês.

 

2. Estude sobre o assunto

 

Para tomar decisões financeiras conscientes, é fundamental entender sobre os produtos financeiros. Há muitos conteúdos gratuitos na internet que poderão te auxiliar nesse processo, como por exemplo Podcasts sobre Finanças e conteúdos do Blog da Voitto sobre gestão financeira.

 

3. Abra uma conta em uma corretora

 

Abrir uma conta em uma corretora de valores para ter acesso aos produtos financeiros é fundamental. Essas instituições possuem as melhores opções e poderão também te auxiliar no processo de escolha de qual aplicação você pode investir.

 

4. Saiba qual o seu perfil de investidor

 

Por meio dessas instituições, você terá que fazer um teste para saber qual o seu perfil de investidor. A partir dele, é possível entender quais aplicações mais combinam com a sua propensão a assumir riscos. 

Existem três tipos de perfil:

  • Conservador: pessoas que preferem rentabilidades previsíveis e baixo risco;
  • Moderado: esse tipo de investidor assume riscos de maneira moderada;
  • Arrojado: pessoas que assumem muitos riscos e aceitam a volatilidade dos investimentos em busca de um retorno maior.

 

5. Escolha seus investimentos

 

Com base nos passos anteriores, você já será uma pessoa preparada para fazer escolhas conscientes. Se atente ao valor inicial da aplicação, prazo de resgate, riscos envolvidos, levando sempre em consideração o seu perfil de investidor! 

 

Capacite-se para fazer suas escolhas com responsabilidade!

 

Aproximadamente 70% da população brasileira possui gastos superiores ao seu orçamento, isto é um dos fatores que acarreta em mais de 63 milhões de brasileiros endividados ou com restrição no CPF.

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