Você com certeza já ouviu aquela frase típica de que algumas coisas têm preço, e outras tem valor, certo? Muitas pessoas usam essa frase para discernir atividades que são importantes, e outras que podem esperar. E o conceito de valor agregado entra justamente nessa questão.

Aplicado na filosofia Lean, o conceito de valor agregado é extremamente importante, pois é o pilar de tudo que será feito dentro dessa metodologia. Afinal, se o cliente não ver valor no produto, não irá comprar.

Então continue lendo para aprender tudo sobre valor agregado, ver como aplicar e um exemplo para te auxiliar na aplicação em sua empresa!

Ah, e se quiser saber ainda mais sobre Lean, aqui está a sua chance! Temos o curso gratuito de Introdução ao Lean Manufacturing. Não deixe de conferir!

 

Curso de Introdução ao Lean Manufacturing

 

O que é valor agregado?

 

O valor agregado (VA) é definido em termos de produtos ou serviços específicos que têm capacidades/funcionalidades específicas, oferecidos a preços específicos para clientes específicos em intervalos de tempo. Ou seja, é fazer o que o cliente está disposto a pagar.

O valor agregado é o ponto de partida para a Produção Enxuta, visto que no Lean Manufacturing tudo parte da perspectiva do cliente. Como assim? Vou explicar...

 

Sistema Tradicional x Sistema Lean

 

No sistema tradicional, o preço é uma consequência do quanto foi gasto para produzir o item ou serviço (custo) somado ao lucro que você deseja.

 

Preço

 

Dessa forma, podemos dizer que o foco está no lucro, não levando em consideração as necessidades dos clientes, e quanto eles estão dispostos a pagar.

No Sistema de Produção Lean Manufacturing, a primeira questão analisada é o quanto vale o produto de acordo com o mercado. Afinal, não adianta colocar um preço exacerbadamente acima do que as pessoas costumam pagar.

Da mesma forma, não é interessante cobrar um preço abaixo dos concorrentes, pois isso prejudica os lucros que você pode obter.

 

Lucro

 

Observando dessa forma, o lucro se torna consequência de um processo bem feito. Essa visão também possibilita o aumento do lucro através da redução dos custos, ou seja, redução de desperdícios, que é exatamente o objetivo do Lean.

Mas como diferenciar atividades que geram ou não valor agregado? Simples, vou lhe mostrar.

 

Conceito de Valor Agregado

 

Dentro desse conceito podemos classificar o tempo de ciclo dos operadores do processo em 3: atividades que geram valor agregado, atividades necessárias e desperdício. Vamos falar um pouco de cada uma delas:

 

  • Atividades que geram valor agregado: Atividades que transformam os materiais ou as informações em produtos que o cliente deseja, ou seja, paga por eles porque enxergam valor.

  • Atividades necessárias: Consomem recursos, não contribuem diretamente para o produto ou serviço, mas são altamente necessárias.

  • Desperdício: Atividades que consomem recursos, tempo e espaço, mas não contribuem diretamente para produzir o que o cliente deseja. Podem ser eliminados e não comprometem o resultado.

 

Como você pode perceber, devemos ter sempre atividades que geram valor agregado, tentar reduzir aquelas que são necessárias, já que não podem ser eliminadas, e eliminar os desperdícios, visto que esses não acrescentam em nada ao produto, pelo contrário, consomem recursos que poderiam ser dedicados a outras etapas.

Para facilitar a visualização, vamos analisar o seguinte gráfico:

 

Gráfico de melhoria dos processos por priorização de atividades que agregam valor

 

Na companhia típica do nosso exemplo, apenas 1% dos processos geram valor agregado ao produto, enquanto 99% dos processos estão divididos em atividades necessárias e desperdícios, que pode ser estoque, pessoas em atividades desnecessárias, etc.

Nesse momento, muitas empresas cometem um erro grave, que é tentar atacar processos que geram valor agregado e torná-los mais rápido, sendo que o mais importante não é ser rápido, e sim fazer certo da primeira vez.

Ou seja, o correto é atacar os desperdícios primeiro, pois são mais prejudiciais ao processo, pois em nada agregam ao produto, e depois atacar as atividades necessárias, tentando reduzi-las o máximo possível.

Dessa forma, você terá um processo como demonstrado na segunda etapa, com mais atividades com valor agregado, muito menos desperdício, e com as atividades que são absolutamente necessárias.

 

Por que é importante reduzir atividades que não geram valor agregado?

 

De forma simples e prática é possível observar que reduzindo atividades não possuem valor agregado, os desperdícios, o lucro irá aumentar, tornando os processos cada vez melhores em termos de valor para o cliente e também em relação aos ganhos obtidos. 

 

Gráfico de diminuição de custo por eliminação de atividades que não agregam valor

 

Análise do Valor Agregado dos Processos

 

Agora que você já sabe o conceito de valor agregado e já viu os tipos de atividades que compõe um processo, vou lhe mostrar exemplos para que facilite sua visualização.

 

Diferença de atividades que agregam valor, que não agregam mas são necessárias e desperdícios.

 

Como você pode notar, essa imagem resume tudo que falamos acima, relacionado ao valor agregado e a influência que esse conceito tem no Lean Manufacturing.

Assim como falamos mais acima, o primeiro ponto de melhoria a se atacar é a parte de desperdícios evidentes, pois são mais fáceis de identificar, e podem ser eliminados completamente do processo.

Depois vem as atividades necessárias, as quais é impossível eliminar, mas podemos diminuir, como por exemplo, colocar a peça mais perto do operador, evitando o deslocamento do mesmo para buscá-la.

Só após focar nesses dois pontos deve-se olhar para melhorar atividades que agregam valor. Mas você pode estar se perguntando, é possível melhorar processos que geram valor agregado? A resposta é sim! Quer um exemplo?

Uma ferramenta que remove aparas de uma peça é um processo que agrega valor. Porém, já existem máquinas capazes de produzir peças sem aparas, o que pode tornar o processo e a agregação de valor ainda melhor.

 

Muri, Mura, Muda

 

Esse é um exemplo clássico que permite visualizar facilmente os erros de um processo. Vamos a eles?

 

Muri, Mura, Muda

 

Em todos os processos há uma má utilização da capacidade do caminhão. No Muri há um exagero, no Mura o processo é mal regularizado, e no Muda ocorre o desperdício da capacidade do caminhão.

Assim como no exemplo, esses conceitos podem ser aplicados aos operadores do processo. Uns podem estar sobrecarregados, outros mal designados em suas funções e outros com tempo ocioso ou não tendo seu potencial usufruído da melhor maneira possível.

E como seria o processo ideal?

 

Processo ideal

 

O ideal é ter a máxima capacidade explorada! No caso do nosso exemplo, é utilizar o caminhão de forma a levar o máximo de peso que ele suporta sem sobrecarga, sem utilizar caminhões além do necessário e sem desperdiçar sua capacidade total.

Podemos mais uma vez fazer a analogia em relação aos operadores de um processo, onde o ideal é os operadores não estejam sobrecarregados, não fiquem alocados de maneira incorreta em processos desnecessários e não tenham seu potencial desperdiçado.

 

Conceito de valor agregado: o segredo do Lean Manufacturing

 

Se você entendeu esse conceito, entendeu a premissa do Lean. Levar o melhor produto para o cliente, com o melhor preço, de forma que ele se sinta o mais satisfeito possível é a base para o sucesso de qualquer empresa.

Aprender a visualizar as atividades com valor agregado, identificar desperdícios e entender que algumas atividades são necessárias é um diferencial no currículo de qualquer profissional.

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