Descubra o que é Venture Capital e quando esse investimento é realizado em StartUps!

Saiba mais sobre o impacto do Venture Capital (ou capital de risco) em StartUps nas fases iniciais e como investir de maneira assertiva.

Alícia Soares 05/05/2022 - 6 mins de leitura

As Startups são o presente e o futuro da economia brasileira e os fundos de Venture Capital fazem parte de seu crescimento e desenvolvimento no mercado e na bolsa de valores. 

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital, o mercado de Venture Capital em startups atingiu R$33,5 bilhões nos primeiros nove meses de 2021, três vezes mais que em 2020. 

Continue neste artigo e confira as características dessa nova tendência por meio dos seguintes tópicos:

  • O que é Venture Capital?
  • Qual é a influência do Venture Capital em StartUps?
  • Qual é a diferença entre Venture Capital e Private Equity?
  • Como investir em Venture Capital?
  • Aprenda a investir! 

Bom aprendizado! 


O que é Venture Capital?


O Venture Capital é uma maneira de investimento relacionada a negócios de crescimento rápido e rentabilidade alta, voltado a empresas pequenas e médias recém chegadas ao mercado de trabalho e, logo, possuem faturamento baixo. 

Esse tipo de investimento é realizado por meio de ações ou de direitos de participação, onde o investidor se torna dono de uma parte da empresa e, logo, deve contribuir com a sua gestão, gerando valor para uma posterior venda. 

Geralmente, as próprias empresas buscam por esses investidores. Elas realizam um pitch de apresentação com um MVP (Produto Mínimo Viável) com o intuito de atraí-los e, assim, valorizar as suas ações. 

Além disso, o Venture Capital pode ser realizado através de fundos de investimento, como os Fundos de Investimento em Participações (FIP) e os Fundos Mútuos de Investimento em Empresas Emergentes (FMIEE). 


Venture Capital no Brasil

Apesar de o Venture Capital ser ainda uma forma de investimento nova no Brasil, já demonstra grandes potenciais de crescimento principalmente perante a América Latina, sendo o seu maior mercado. 

Os principais investidores são instituições públicas, como o Banco de Desenvolvimento da América Latina e a Financiadora de Estudos e Projetos, que provêm créditos para desenvolver grandes negócios.

Além disso, o Venture Capital tem mostrado maturação no mercado, já que as rodadas de investimento estão diminuindo e os aportes de cada uma tem aumentado cada vez mais (falaremos sobre o seu funcionamento à frente). 

Dessa forma, já são 21 StartUps “Unicórnio”, empresas avaliadas em mais de 1 bilhão de dólares, no país. Esse número tende a aumentar em longo prazo, levando em conta os investimentos realizados nessas empresas. 

Dentro dos investidores, estão as “Caçadoras de Unicórnios”, que investem em StartUps que possuem potenciais de alcançar esse bilhão. O maior destaque no Brasil é a Monashees, responsável pelo sucesso da 99 e do Rappi. 

A tendência dessa modalidade é incentivar empresas relacionadas a tecnologia e inovação, principalmente fintechs, apps de venda, compra e delivery


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Qual é a influência do Venture Capital em StartUps?


Investir em StartUps também é saber que você está propenso a riscos. Isso porque se tratam de empresas que estão em suas primeiras fases, o que resulta tanto em grande crescimento como em grande declínio. 

Além disso, são nessas fases que os “investidores anjo” entram em cena para patrocinar esses projetos, já que as empresas estão reformulando o produto ou o serviço que será oferecido ao mercado.  

A cada fase do desenvolvimento de uma empresa, rodadas de investimento são realizadas, que segmentam o interesse e o perfil de risco dos investidores. O tempo das rodadas varia entre 2 e 10 anos. Confira quais são as suas fases a seguir: 

  • F&F (Family and Friends): quando os fundadores da empresa buscam pessoas próximas para investir no negócio;
  • Aceleradoras Anjo: os investidores contribuem para a empresa realizar as primeiras ideias e desenvolver a personalidade de StartUp.
  • Capital Semente (Early e Late Seed): investimentos destinados à estrutura do modelo da StartUp. Possuem altos riscos pela tempo de existência da empresa;
  • Série A: responsáveis pelo escalonamento do negócio, pela contratação de profissionais e implementação de tecnologia; 
  • Série B: responsáveis pela estratégia de expansão e otimização dos recursos e das receitas da StartUp;
  • Série C: responsáveis pela expansão geográfica, do produto ou do cliente. 

Esses investidores podem alcançar até 40% do capital total da empresa. Mas qual é a diferença para os investimentos Private Equity? Confira no próximo tópico.


Qual é a diferença entre Venture Capital e Private Equity?


Tanto o Venture Capital como o Private Equity estão relacionados a investimentos em StartUps. 

Entretanto, o Venture Capital está relacionado ao momento de maturação do negócio, onde se é utilizado o capital de risco em empresas que possuam ao menos um modelo de negócio definido, mesmo que com baixo faturamento.

Os investimentos em Venture Capital também são realizados por grandes grupos e são adquiridos 40% ou menos das ações da empresa, o suficiente para poder participar de suas decisões. 

Enquanto isso, a Private Equity está relacionada a empresas com grande potencial de crescimento porém mais maduras, com margens lucrativas e fluxo de caixa estável.

Os investimentos em Private Equity são realizados por grupos menores ou indivíduos com alto patrimônio líquido. O grupo adquire 100% da empresa, em busca do controle total de suas atividades. 

Outro ponto entre essas duas modalidades é que o Private Equity se insere em diversos nichos, já o Venture Capital está relacionado a setores de inovação, como tecnologia e finanças. 

Agora é hora de aprender a investir em Venture Capital. Confira a seguir!


Como investir em Venture Capital?


As pessoas investem em StartUps em busca de alta rentabilidade nos negócios, entretanto, também exige bastante conhecimento e estudo do mercado especulativo financeiro. 

O investimento em Venture Capital é realizado pelos Fundos de Investimento em Participações (FIPs) principalmente e, assim como na Bolsa de Valores, o investidor não pode resgatar as suas cotas e sim vendê-las a outro investidor interessado. 

Com isso, os FIPs colocam uma restrição de possuir R$ 1 milhão em investimento, o que demonstra o interesse por investidores qualificados. Os grupos de investidores se dividem em:

  • Parceiro geral: os investidores são autônomos e escolhem em quais empresas querem investir os seus recursos. 
  • Parceiro limitado: alguns participantes são responsáveis pelo gerenciamento e outros apenas colocam os recursos e recebem os lucros.

Além disso, quem trabalha com Venture Capital pode (e deve!) ser capaz de ter uma visão 360º, analisar o contexto econômico da StartUp e da sua área de atuação, e identificar as necessidades do mercado consumidor. 


Aprenda a investir!


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