(ALERTA DE SPOILER!)

 

 

Aguardamos 10 anos por esse momento: a chegada do grande vilão Thanos, a maior ameaça já enfrentada pelos Vingadores. Vimos os heróis mais poderosos da Terra crescerem e se desenvolverem como grupo e individualmente. Até que o grande dia chegou… e, bem, eles não estavam preparados.

“Mas ei, espera aí, quem são esses Vingadores e que história é essa de Thanos?” Vou explicar de forma simples e resumida. Vingadores são um grupo de super-heróis dos quadrinhos criado pela Marvel Comics para enfrentar as ameaças que nenhum herói poderia enfrentar sozinho.

“Mas e o Thanos?” Bem, pensa em um cara mau, agora pensa que esse cara mau é muito forte e poderoso a ponto de bater no Hulk! Além disso, ele tem um exército sob seu comando. Para completar, esse sujeito quer eliminar metade do Universo para, segundo ele, restaurar o equilíbrio do próprio Universo.

Talvez você esteja pensando: estou no blog certo? O que isso tem a ver com a Voitto, Desenvolvimento Profissional ou Gerenciamento de Projetos? Calma aí, pequeno gafanhoto, já chegaremos a uma conexão. Por enquanto, apenas relaxe e se divirta um pouco com essa análise inusitada de Vingadores: Guerra Infinita.

 

A união faz a…

 

Bem, se você acompanha o MCU (Universo Cinematográfico Marvel), você sabe que em Capitão América: Guerra Civil os heróis se dividiram em dois lados. Um lado, comandado pelo Homem de Ferro, era a favor de que os heróis se registrassem e que as Nações Unidas os comandassem.

O outro lado, sob a liderança do Capitão América, foi contra esse registro, pois julgava que ao se sujeitarem a esse comando, estariam perdendo a característica principal de um super-herói, que é fazer o que ninguém mais pode fazer, ir aonde ninguém mais pode ir, sem o risco das autoridades quererem direcionar suas atividades de forma conveniente ao governo, escondendo os verdadeiros problemas.

Está entendendo onde quero chegar? Bem, a questão é que quando o maior desafio de todos chegou, esses heróis tinham perdido aquilo que os faziam poderosos de fato: a coletividade, o trabalho em equipe. Não mais agiam como uma equipe bem treinada e unida em prol de um objetivo em comum.

As consequências, como você viu durante o filme, foram devastadoras. Perderam tempo na resposta ao problema e acabaram lutando em vários núcleos separados contra Thanos. Nos poucos momentos em que conseguiram trabalhar juntos, quase derrotaram o vilão, porém mais uma vez a individualidade impediu que eles obtivessem êxito.

Não somente Peter Quill cometeu o erro de deixar seus sentimentos prejudicarem a equipe, mas também Thor, quando acerta o peito de Thanos apenas para desfrutar de sua vingança, ao invés de eliminar o vilão de uma vez só. Os egos e problemas pessoais prejudicaram todo o desempenho positivo que a equipe tinha conseguido.

O mesmo acontece em uma empresa. Veja bem, um projeto só será bem sucedido se todas as partes da equipe trabalharem em prol do benefício da equipe, abrindo mão de suas individualidades. O ego deve ser deixado de lado em prol da coletividade.

Não estou dizendo que as habilidades individuais de cada um devem ser reprimidas, pelo contrário, devem ser exploradas de forma a gerarem o melhor resultado possível para o grupo e para o projeto.

Além disso, a figura do líder é importante para a resolução de conflitos, para fazer com que cada parte esteja em sintonia uma com a outra, extraindo o máximo potencial de cada um, de forma a desenvolver os membros da equipe para que alcancem um crescimento pessoal e profissional. Onde estava esse líder em Vingadores: Guerra Infinita?

 

Planejar é essencial

 

Desde o ataque a Nova York no primeiro filme dos Vingadores, eles tiveram cerca de oito anos para se preparar para esse ataque, mas mesmo assim falharam. Faltou uma análise de riscos detalhada, um planejamento mais eficaz. Isso nos mostra que mesmo a melhor das equipes pode falhar se não mantiver constantemente o foco, com uma estratégia atual e revisada.

Como Thor disse no final de Vingadores: A Era de Ultron, várias jóias do infinito estavam aparecendo no decorrer dos anos, o que significava que algo estava acontecendo, possivelmente alguma coisa muito ameaçadora. O que podemos linkar com o risco de ameaça de um projeto. Se ele não for identificado e combatido, ele pode levar todo o projeto ao fracasso.

Lembre-se de que, da mesma forma, em uma empresa, os sinais de alerta costumam aparecer muito antes do problema de fato, e um bom líder deve estar atento a esses sinais e planejar as medidas necessárias para evitar que os riscos se tornem prejuízo de fato.

Mas há um exemplo positivo de planejamento no filme. Mas de quem? De Thanos, é claro! Com paciência, o vilão elaborou um plano para ser executado à longo prazo que funcionou de forma brilhante. Sua equipe, A Ordem Negra, estava focada no objetivo traçado por seu líder.

 

 

Da mesma forma, em Vingadores: Guerra Infinita o exército de Thanos estava, literalmente, disposto a morrer pelo projeto. Ninguém hesita em cumprir sua função como membro da equipe. Não estavam divididos lutando contra si mesmos e, por isso, tiveram êxito.

Além disso, como bom estrategista que é, Thanos evitou a todo momento conflitos desnecessários, sabendo delegar funções para cada integrante do grupo, mas agindo quando foi necessário. Em nenhum momento, o Titã demonstra desespero e descontrole, pelo contrário, age com absoluta calma e convicção.

Tão focado estava em seu objetivo, que foi capaz de sacrificar a única pessoa que ele amava em prol daquilo que ele considerava ser sua função. Guardadas as devidas proporções e a completa insanidade de tal atitude, ele demonstra um comprometimento total com seu projeto.

Mais uma vez, os problemas pessoais e a divisão entre os heróis os impediu de demonstrarem o mesmo comprometimento e dedicação ao objetivo maior, acarretando em prejuízo para todo o Universo (empresa).

 

Então, como derrotar Thanos?

 

Bem, como os heróis farão isso no próximo filme dos Vingadores cabe aos diretores decidirem. Quanto a nós, para derrotar Thanos (leia-se problemas e riscos) precisaremos seguir alguns passos bem definidos pelo antigo conhecido da metodologia Lean Seis Sigma: o ciclo PDCA.

Em resumo, precisamos de um planejamento capaz de lidar com as possíveis ameaças a que um projeto está suscetível.

Além disso, assim como em uma empresa existem vários departamentos que muitas vezes não se comunicam, não “tendo conhecimento da existência um do outro”, como os Vingadores e os Guardiões da Galáxia, para que se obtenha o sucesso todos precisam trabalhar juntos em prol do bem da corporação.

E aí, tudo fez sentido agora? Espero que eu não tenha me empolgado demais e deixado meu lado nerd assumir o comando. Não deixe de nos dizer o que achou nos comentários e ficar ligado para não perder os próximos capítulos do nosso Blog.

 

Imagem da capa: pôster oficial do filme (Marvel Studios)