Uma pessoa que põe em prática o controle emocional é capaz de lidar com as adversidades de forma positiva, evitando que essas situações resultem em  emoções negativas que podem culminar em problemas relacionados à depressão e ansiedade.

Nesse artigo iremos abordar os seguintes temas:

  • O que é controle emocional?
  • 7 dicas para ter controle emocional
  • Colocando o controle emocional em prática

Para início de conversa, vamos entender o que é controle emocional e qual a sua importância.

 

O que é controle emocional?

 

Controle emocional é a capacidade que temos de lidar com os nossos sentimentos em momentos de tensão. É buscar o equilíbrio entre o nosso lado racional e o emocional.

Mas por que isso é importante?

Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo no qual vivemos, conhecido como mundo VUCA, as nossas capacidades cognitivas são cada vez mais importantes, tanto para manter o nosso equilíbrio emocional quanto para o mercado de trabalho.

As famosas soft skills, que são habilidades pessoais, que somente nós, seres humanos, possuímos é o que nos diferencia das máquinas e o que nos faz únicos. O controle emocional, que está fortemente ligado à nossa inteligência emocional, é um fator importante para o desenvolvimento das soft skills.

Trabalhar o controle emocional é essencial para alcançarmos os nossos objetivos pessoais e profissionais.

Mas todos nós sabemos que nem sempre é fácil lidar com as nossas emoções, não é mesmo?

Para isso, precisamos conhecê-las, gerenciá-las e, em momentos de tensão, saber como agir para que decisões corretas sejam tomadas e soluções sejam pensadas e implementadas.

Para isso, separamos para você sete dicas para desenvolver o controle emocional e aplicá-lo tanto na sua vida profissional quanto pessoal.

 

7 dicas para ter controle emocional

 

1. Autoconhecimento

O autoconhecimento é o primeiro pilar da inteligência emocional. A partir dele somos capazes de entender o que acontece no nosso interior, como por exemplo, nossos sentimentos, emoções e nossas fragilidades.

Quando identificamos as nossas emoções, podemos controlá-las.

O processo de autoconhecimento é contínuo e para que você comece essa jornada separamos para você o teste DISC. Com ele você pode identificar quais são os seus pontos fortes e os seus pontos de melhoria. Para fazer o teste clique no botão abaixo!

Teste DISC

2. Respiração

A maneira como respiramos interfere em nossas emoções e em nossos pensamentos.

Em um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Northwestern, pela primeira vez, foi comprovado que o ritmo da entrada e saída de ar no corpo cria uma atividade elétrica no cérebro humano que acentua julgamentos emocionais e lembranças desconfortáveis.

Segundo Cristina Zelano, professora assistente de neurologia da Escola de Medicina Feinberg da Universidade Northwestern, a respiração rápida tem um impacto positivo no funcionamento do cérebro o que resulta em respostas mais rápidas em situações de perigo.

Porém, o nosso cérebro não difere um perigo real de um criado em nossa mente. Às vezes, nos encontramos com a respiração ofegante porque estamos com medo de algo e o nosso corpo está se preparando para responder a uma situação de perigo.

Por isso, é importante atentarmos para a nossa respiração. Quando controlamos o seu ritmo oxigenamos o cérebro e acalmamos o corpo, fazendo com que a tensão diminua.

Uma boa prática é a respiração 4-2-6. 

Você inspira por 4 segundos, segura o ar durante 2 segundos e expirar por 6 segundos. Faça isso durante 4 minutos, logo você notará a diferença em seu corpo. Alguns sintomas físicos de ansiedade estarão mais fracos. Você pode repetir esse exercício quantas vezes forem necessárias.

 

3. Identificar os sentimentos

Identificar o que estamos sentindo é muito importante para que possamos nomear esses sentimentos.

Quando entendemos quais são os sentimentos que nos envolvem em determinadas situações é mais fácil externá-los para que as necessidades que estão por trás deles sejam atendidas.

Para que você possa entender quais são os sentimentos e quais são os falsos sentimentos, veja a tabela abaixo.

Lista de sentimentos e falsos sentimentos

4. Desarmar as armadilhas mentais 

Segundo Augusto Cury, em seu livro Gestão da emoção, as armadilhas mentais nos fazem agir por instinto e impulsivamente, nos impedindo de gerir as nossas emoções.

Antes de tomar uma decisão, é preciso pensar em suas consequências e isso exige treino mental para que as armas existentes em nosso cérebro, prontas para serem ativadas em momentos de tensão e frustração, sejam recolhidas.

Segundo Cury, essa habilidade é fundamental para desatar cárceres psíquicos e edificar relações saudáveis, assunto que vamos abordar no próximo tópico.

 

5. Tirar uma tempo para o lazer e para praticar atividades físicas

A prática de exercícios físicos ajuda a liberar tensões, emoções e frustrações acumuladas.

Quando praticamos exercícios o nosso organismo libera um hormônio denominado endorfina que estimula a sensação de bem-estar e conforto.

Realizar atividades com os nossos parentes e amigos auxilia na redução do estresse o que também colabora para o fortalecimento dos nossos laços de relacionamento.

Segundo um estudo realizado por Harvard, uma pesquisa realizada por 75 anos, concluiu que as pessoas mais felizes são aquelas que, ao longo da vida, construíram relacionamentos saudáveis. 

A felicidade nos torna mais autoconfiantes, aumenta os nossos níveis de energia, auxilia o nosso sistema imunológico e no nosso engajamento com o trabalho e com outras pessoas.

 

6. Aceitar a emoção 

Se a emoção existe, ela precisa ser sentida. Não adianta tentar fugir porque ela continuará lá. São elas que dão sentido à vida. 

A função das emoções é transmitir ao corpo que tem algo acontecendo que precisa da nossa atenção. São elas que nos levam a tomar uma ação.

Por isso, é importante se permitir sentir a emoção quando ela vem. Então, é necessário nomeá-la para assim poder gerenciar as suas atitudes.

 

7. Escolher as suas batalhas

É preciso entender se aquela situação que está te causando algum tipo de estresse é sua ou não. Como assim?

Muita das vezes sofremos ou nos estressamos por situações que não podemos controlar. É importante que, quando estivermos diante de uma situação de conflito, seja ele interno ou externo, nos façamos três perguntas:

  • Eu controlo o causador de estresse? Sim ou não?
  • Eu tenho influência sobre esse causador de estresse? Ou sobre quem vai tomar a decisão? Ou influencio na ação?
  • Se não tenho controle e nem influência sobre o que está acontecendo, o que devo fazer? Aceitar a situação ou mudá-la a partir das minhas ações?

A resposta a essas perguntas podem te ajudar a escolher quais são as batalhas que você tem que lutar, fazendo com que você evite o desgaste em situações em que não pode controlar.

Agora que você já conhece algumas dicas para desenvolver o controle emocional, já pode aplicar essas técnicas em seu cotidiano.

 

Colocando o controle emocional em prática

 

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