Se tem um assunto que desperta a curiosidade das pessoas, é inteligência artificial, não é verdade? Afinal de contas, o fascínio promovido por filmes de ficção científica em relação a esse assunto é de longa data.

Focando na realidade, o que muita gente não sabe é que a IA (inteligência artificial) já faz parte da nossa vida cotidiana, nos ajudando em algumas tarefas de forma tão sutil que nem mesmo percebemos sua presença.

Nesse artigo, abordaremos os principais pontos sobre esse assunto, como sua ação atual e a perspectiva para o futuro. Então, se você quer saber que dia a Skynet assumirá o controle, continue lendo esse artigo.

 

Em que ponto estamos?

 

Essa é uma indagação comum entre as pessoas, pois há uma certa curiosidade em relação ao quão inteligente é a inteligência artificial já existente. Bem, a resposta é que ela já é bastante inteligente, mas ainda está relativamente distante dos cenários dos filmes de ficção científica.

Já temos máquinas capazes de identificar a presença do câncer com cerca de 90% de precisão, enquanto médicos especialistas têm uma taxa de acerto de aproximadamente 73% nessa tarefa. Impressionado? Calma, estamos apenas na superfície ainda.

Deixa eu trazer para a sua realidade do dia a dia. Você provavelmente conhece o Google Assistant, Siri, Alexa ou Cortana, não é mesmo? Todos esses assistentes virtuais trabalham com uma inteligência artificial que tem a função de te ajudar a tornar sua experiência com seu smartphone mais agradável e rápida.

Geralmente, só percebemos a presença dessas assistentes quando estamos conversando diretamente com ela, mas ela faz muito mais do que isso. Ela trabalha em segundo plano constantemente, analisando dados, para poder te apresentar aquilo que você demonstra mais interesse em ver.

Você com certeza já percebeu que, após ter pesquisado sobre um determinado tema, alguma notícia ou artigo relacionado a esse tema apareceu como sugestão para você nos seus cards, certo? Aí, baseado no seu comportamento, em aceitar ou dispensar essa sugestão, a IA adiciona esses dados ao seu banco de dados e refina suas sugestões.

Muito interessante, né? Mas antes de entendermos bem os conceitos por trás disso tudo, vamos aprender um pouco da história da inteligência artificial.

 

Evolução da inteligência artificial

 

A ideia de uma inteligência mecânica já estava presente entre os matemáticos e filósofos da Antiguidade, aparecendo inclusive em mitos e lendas. Com o advento da máquina e a evolução da eletrônica, essa ideia foi se tornando cada vez mais palpável.

Durante a Segunda Guerra Mundial, o matemático Alan Turing e sua equipe trabalhavam para a inteligência britânica com a função de decifrar os códigos nazistas. Depois de tentativas frustradas, Turing decidiu criar uma máquina eletromecânica capaz de encontrar as configurações da famosa máquina Enigma, até então tida como indecifrável.

Turing obteve êxito na criação dessa máquina, que mostrou que através de “zeros” e “uns” poderia simular qualquer dedução matemática. Por isso, Alan Turing é considerado o pai da ciência computacional e da inteligência artificial.

Mas até então o termo “inteligência artificial” nem mesmo existia, sendo cunhado por John McCarthy durante a Conferência de Dartmouth de 1956. E esse campo de estudo ainda em fase de formação se propagou através de Allen Newell, Herbert Simon e J. C. Shaw, com o programa de computador Logic Theorist, chamado de “o primeiro programa de inteligência artificial”.

Esse programa, escrito em 1955 e 1956, se destaca por ser o primeiro de fato com a proposta de imitar a capacidade humana de resolver problemas. Através desse programa, um paradigma enorme foi abalado, pois pela primeira vez algo que não fosse a mente humana demonstrava a capacidade de processar informações e descobrir soluções.

Só para você saber, esse programa de computador foi capaz de provar 38 de 52 teoremas matemáticos, inclusive apresentando uma solução mais elegante que a humana para um dos teoremas. Isso em 1956!

Também foi esse programa que deu origem ao conceito de IA Forte, que veremos logo a seguir.
 

Principais conceitos

 

É preciso ter em mente que a inteligência artificial é todo um campo de pesquisa que possui, por sua vez, diversas áreas e conceitos. Escolhi alguns dos principais conceitos para apresentar nesse artigo. Vamos lá?

 

IA forte e IA fraca

 

Uma IA forte seria uma máquina que atinge a autoconsciência, ou seja, sabe que existe e tem consciência. É capaz de pensar da mesma forma que nós humanos e aprende por si mesma.

 

 

Esse conceito polêmico divide opiniões, inclusive do ponto de vista ético, pois se não fosse possível distinguir entre a consciência de uma máquina e de uma pessoa, como essa máquina seria tratada? Ela passaria a ter direitos legais, como todo ser humano possui?

Já a IA fraca é mais próxima da realidade que temos, com vários avanços consideráveis nessa área. Ou seja, esse tipo de máquina age como se fosse inteligente e até aprende sozinha, sempre se baseando nos dados existentes, mas não tem consciência de si própria, ou seja, não sabe que existe e não pensa de fato, apenas faz o que foi programada para fazer.

Por enquanto, e muitos defendem que permanentemente, a IA forte é ficção científica. Vamos focar mais na IA fraca e sua aplicação.

 

Redes neurais, machine learning e deep learning

 

Você provavelmente já escutou alguns desses termos, mas talvez não saiba o significado deles. O conceito de rede neural dá origem às “máquinas pensantes”, através da estruturação de mentes artificiais, ou seja, que analisam os dados disponíveis para alcançar cada vez mais precisão.

Ou seja, essa máquina se adapta ao seu ambiente, aprendendo com ele, distribuindo pesos diferentes a cada uma das inúmeras variáveis encontradas de acordo com observações de processos já ocorridos. Daí vem o machine learning (aprendizado de máquina), que é realidade comum na sua vida.

Um exemplo simples é a seção “recomendados” da Netflix, que se baseia naquilo que você já assistiu, classificou ou mesmo adicionou à sua lista. Assim, quanto mais você insere dados, mais precisa essa recomendação será. Ou seja, se você tem muitos dados, o que é chamado de Big Data, a chance de erro é praticamente nula.

Vale lembrar que é exatamente isso o que tem acontecido na indústria 4.0, onde o Data Mining é usado para controlar os processos de produção de forma confiável, e em conjunto com a “internet das coisas”, permitem uma produção simultânea, mesmo em diversos locais do globo.

Quanto ao deep learning (aprendizagem profunda), se trata do que há de mais recente em inteligência artificial, com as máquinas sendo ensinadas a analisar imagens, dados, reconhecer objetos e procurar por padrões de acordo com a mente humana, o que permite identificar cânceres com a precisão mostrada no início desse artigo.

Por exemplo, isso já é usado para saber se um jovem jogador de basquete tem potencial para se tornar um jogador profissional. Isso é feito através da análise de todos os dados adquiridos dos jogadores que conseguiram se tornar profissionais. E esses dados vão desde altura até cor do cabelo e dos olhos.

O objetivo é tentar entender como a mente humana funciona e como classificamos as coisas, fazendo assim com que a máquina pense da mesma forma que uma pessoa.

Através do deep learning, as máquinas aprendem a reconhecer variações no discurso humano, reconhecendo certos padrões associados às emoções humanas, o que é chamado  de processamento de linguagem natural.

Lembre-se de que, desde o início, o propósito de se desenvolver a inteligência artificial tem sido simular a mente e o comportamento humano.

 

E quais são as perspectivas para o futuro?

 

Se você espera robôs ao estilo de Eu, robô ou Exterminador do Futuro, então isso ainda pode estar bem longe de acontecer, isso se for possível, como você pôde ver no tópico sobre IA forte. De certa forma, não queremos o cenário desses filmes, certo?

A verdade é, pelo menos por enquanto, que as máquinas continuarão evoluindo cada vez mais, ajudando tanto em tarefas cotidianas quanto permitindo o desenvolvimento da indústria, fazendo com que a quarta revolução industrial acabe com aquilo que a primeira começou: as fábricas.

As unidades modulares são o futuro da indústria, espalhadas pelo mundo, conectadas entre si e otimizadas de forma a minimizar ao máximo o impacto causado pelo processo de produção.

Um ponto a se considerar é a preocupação com a substituição dos empregos pelas máquinas de forma generalizada, com muitos trabalhadores perdendo sua fonte de sustento. Embora se saiba que novas áreas surgirão, há uma incerteza se serão suficientes para substituir as antigas áreas.

 

Preparado para esse futuro?

 

Por ser uma área em constante desenvolvimento, ainda não há limites estabelecidos para onde a inteligência artificial pode chegar, por isso o tema é complexo e divide opiniões. Algumas pessoas simplesmente a temem e acham que não deveríamos investir no desenvolvimento dela, enquanto outras são entusiastas do assunto.

Mas é quase certo que não pararemos de avançar nesse campo de estudo e com o desenvolvimento acelerado da tecnologia, quem sabe em uns anos você não tenha um robô de estimação ou, no pior dos cenários, você se torne o humano de estimação algum robô.

E você, o que acha do assunto? Gosta, acha que devemos investir mas de forma cautelosa ou simplesmente repudia a ideia? Conte para nós no campo dos comentários e alimente essa discussão sem fim, que é sempre muito divertida.

 

“Skynet… Status: online.”