Nas indústrias mais modernas, que já estão automatizadas ou estão nesse processo, o uso de sensores é indispensável para a aquisição de dados em tempo real. Esses sensores podem ser de temperatura, umidade, pressão, distância, e de vários outros tipos.

Os sensores devem ser interligados a computadores para que algum software seja capaz de processar os dados captados.

Um dos softwares que pode ser utilizado para integrar componentes e fazer o processamentos de sinais é o LabVIEW.

Então, se você quer saber o que é LabVIEW, onde ele vem sendo aplicado, entender um pouco de sua estrutura e conhecer qual a nova geração desse software, continue lendo esse artigo!    
 

O que é  LabVIEW?

 

O LabVIEW (Laboratory Virtual Instrumentation Engineering Workbench) é um software criado pela empresa National Instruments que facilita a interação virtual de hardwares, possibilitando a análise de dados e o processamento de sinais de forma mais eficiente.

Portanto, há um controle maior dos sistemas desejados, realizando testes e medições necessárias, assim possibilitando uma melhor experiência para o usuário. Isso pode ser notado principalmente em sua mais nova versão, o LabVIEW 2018.

A plataforma utiliza linguagem G (programação gráfica), que permite ao usuário implementar diversas estruturas no diagrama de blocos e oferece mais de 3000 funções e ferramentas. Essa Linguagem torna a programação fica mais visual e torna mais fácil a montagem e entendimento dos sistemas.

 

LabVIEW NXG

 

A nova geração do LabVIEW, é o LabVIEW NXG. Ele possibilita a criação de interfaces que podem ser utilizadas em diversos aparelhos e navegadores, para melhorar a visualização dos dados captados e processados. Você pode criar testes e simulações que sejam mais eficientes, de forma mais automatizada e personalizada.

Além disso, ele possui uma identificação automática dos instrumentos, e logo você pode customizar seu circuito de forma mais prática, apenas arrastando e soltando os componentes, possibilitando medições mais rápidas.

 

Para que serve o LabVIEW?

 

Nesse ambiente de desenvolvimento, são feitas simulações de circuitos elétricos, simulação de funções matemáticas e análise estatística de dados.

Além disso, permite o processamento de sinais em tempo real, através da integração de hardwares físicos no ambiente virtual.

Na indústria, o LabVIEW pode ser usado para monitorar as condições de geração de energia e melhorar o tempo de atividades dos equipamentos.

O LabVIEW 2018 é mais indicado para projetos de máquinas inteligentes e equipamentos industriais. Porém, é muito utilizado também no ensino de engenharia, podendo combinar o software com microcontroladores, como o arduino, em alguns projetos.

Já o LabVIEW NXG, é sugerido para desenvolvimento de sistemas de teste de produção, medições de sistemas físicos com sensores, verificação de projetos eletrônicos e também projetos de sistemas de comunicação sem fio.

 

Estrutura do LabVIEW

 

Os programas gerados pelo LabVIEW são chamados de VI’s (Virtual Instrument), nome dado justamente pois os ícones virtuais são muito parecidos com os instrumentos físicos. Cada VI criado possui um diagrama de blocos e um painel frontal. 

 

Painel Frontal

 

É no painel frontal que acontece a interação do usuário com o programa, onde serão mostrados os indicadores e controles (como gráficos, réguas, botões,…) que foram selecionados pelo programador.

Cada controle representa uma entrada, e cada indicador, uma saída, sendo que o processamento dos dados da entrada é feito a partir do circuito montado no diagrama de blocos, para assim ser mostrado pelo indicador no painel frontal.

 

Paleta de Controles

 

A paleta de controles oferece uma gama de controles e indicadores divididos em categorias para facilitar sua busca. Porém, cada tipo de dado exige um modelo que condiz com ele.

 

Fonte:http://www.ni.com

 

Os dados que são mais usados nos VI’s são os numéricos, string e booleanos:

  • Numéricos: os dados numéricos representam qualquer conjunto de números (natural, inteiro, real,...). Os controles numéricos, podem apresentar botões de incremento e decremento para que o próprio usuário possa alterar os valores. 

  • String: os dados de string são, basicamente, sequência de caracteres. Os indicadores de string são utilizados para mostrar alguma mensagem em caixas de texto. Já os controles possibilitam ao usuário inserir informações pedidas pelo programa, como seu nome ou ocupação.

  • Booleanos: são dados que permitem somente dois estados, como ON/OFF ou Verdadeiro/Falso, por exemplo. As chaves e os LEDs são exemplos de controles e indicadores booleanos.

 

Muitas vezes, é necessário agrupar dados para alguma finalidade. Nesse caso, são utilizados os Arrays e os Clusters. Os Arrays servem para combinar dados de mesmo tipo, já os Clusters combinam tipos diferentes de dados.

 

Diagrama de blocos

 

Após selecionar os controles e indicadores que serão utilizados no painel frontal, pode-se criar o código em linguagem G no diagrama de blocos.

Os objetos que aparecem no diagrama de blocos são os nós, que podem representar funções, estruturas de execução ou subVI’s. Eles possuem entradas e/ou saídas para realizar ligações entre eles e executar as operações desejadas.  

Portanto, para montar seu projeto, basta saber quais componentes você precisa, posicioná-los de maneira correta e executar as ligações de acordo com as exigências de cada nó.

 

Paleta de funções

 

Para montar o circuito no diagrama de blocos, as funções, constantes e VI’s são encontradas na paleta de funções. Ela é dividida em categorias para facilitar a procura, já que oferece uma grande quantidade de opções.

As funções não aparecem como janelas, são apenas ícones que executam operações dentro do diagrama de blocos. Captam os dados das entradas, processam de acordo com sua função, e os novos dados saem.

 

Fonte:http://www.ni.com

 

SubVI

 

Um subVI é um componente interessante, pois você pode criar um VI que exerça certa operação, e usá-lo em um outro VI para complementar o novo circuito.

Assim, um novo ícone será criado a partir da construção de um painel de conectores, que poderá ser chamado como uma sub-rotina.

 

Estruturas de Execução

 

Você pode montar parte do seu circuito dentro das estruturas de execução para determinar quando e como elas serão executadas, funcionando como loops na programação.

Assim, a execução pode ser repetida várias vezes, ou de acordo com alguma condição apresentada, pois tudo depende do tipo de estrutura escolhida. Os mais usados são os loops While e For, além das estruturas Case.

 

E aí? Entendeu o que é o LabVIEW?

 

Softwares como o LabVIEW estão sendo utilizados dentro da indústria para otimizar os processos de captação e processamento de dados, num mercado que demanda cada dia mais rapidez e agilidade.

Portanto, até mesmo durante a graduação, é importante conhecer as ferramentas que estão auxiliando as empresas, para se tornar um profissional bem informado e capacitado.

Curtiu? Comente o que você achou desse software e o que ele pode fazer!