A tranquilidade de uma aposentadoria segura e a garantia de rendimentos mensais mesmo depois de parar de trabalhar é o objetivo de muitos brasileiros. Para que isso seja possível, nada melhor do que os planos de previdência complementar. 

Eles permitem que as pessoas decidam quando irão se aposentar, o quanto desejam receber todos os meses e o quanto precisam investir para que isso aconteça. 

Para que você entenda um pouco mais desse assunto, preparamos os seguintes itens para aprender sobre o tema:

  • O que é previdência complementar?

  • Por que investir em previdência complementar?

  • Quais as vantagens e as desvantagens de uma previdência complementar?

  • Qual a diferença em relação à previdência social?

  • Quais os tipos de previdência complementar?

  • Quais os segmentos de previdência complementar existem?

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O que é previdência complementar? 

 

A previdência complementar é uma alternativa de aposentadoria que todos os brasileiros possuem direito de adquirir. Esse produto financeiro tem como objetivo gerar renda futura aos contribuintes. 

Assim, a previdência complementar possibilita que os participantes contribuam todos os meses em troca de rendimentos mensais ou resgate total após a finalização do período do contrato. 

Oferecidas geralmente por bancos e seguradoras, são uma das melhores opções para a terceirização da administração do patrimônio investido em troca de uma garantia do complemento de aposentadoria

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Agora que você já entendeu o que é a Previdência Complementar, saiba o porquê investir nessa modalidade pode ser uma das melhores escolhas para a tranquilidade financeira no futuro.

 

Por que investir em previdência complementar? 

 

Uma série de notícias veiculadas retratam que há um grande déficit no regime de previdência pública, no Brasil. Segundo o Tesouro Nacional, no primeiro semestre de 2020, o valor do rombo chegou a R$ 195,4 bilhões. Esse é um fato que preocupa grande parte dos brasileiros. 

Para evitar que as preocupações e que as mudanças de governo afetem o planejamento das condições com as quais você irá se aposentar, a previdência complementar garante o tempo de contribuição, o valor a ser resgatado e quando você passará a receber o benefício. 

Essa certeza de recebimento e de tranquilidade de que o que está no contrato será realizado, faz com que a previdência complementar seja cada vez mais atrativa, visto que o serviço público prevê alterações constantes e, muitas vezes, a instabilidade das contas públicas. 

Além disso, os planos de benefícios da previdência privada são investimentos conservadores de longo prazo. Portanto, não possuem grandes oscilações, sendo a melhor forma de garantir um padrão de vida previsível no futuro. 

Agora que você já sabe o motivo de realizar esse investimento, entenda quais são os bônus e ônus de contratar uma previdência complementar a seguir.

 

Quais as vantagens e as desvantagens de uma previdência complementar? 

 

Como todo investimento, a previdência complementar possui benefícios e desvantagens. Cabe ao investidor analisar com cautela cada uma delas para tomar decisões conscientes e assertivas, de acordo com o que busca como objetivo do produto financeiro. 

Por isso, confira quais são as maiores vantagens e desvantagens desse tipo de investimento.

 

Vantagens

  • Flexibilidade de escolha do tempo e do valor de contribuição; 

  • Planos que podem se encaixar a necessidade de cada cliente

  • Resgate do dinheiro pode ser antecipado; 

  • Possibilidade de portabilidade entre diferentes instituições financeiras; 

  • Qualquer pessoa pode aderir, independente da idade e da faixa de renda; 

  • Dedução do Imposto de Renda em alguns casos;

  • Maior facilidade de sucessão;

  • Não há teto de contribuição. 

 

Desvantagens

  • Não há recebimento de auxílio doença; 

  • Não é possível antecipar o recebimento pelo fato de invalidez; 

  • Não há possibilidade de recebimento de auxílio maternidade; 

  • Taxas de administração e de carregamento;

  • Não há controle de onde será investido o dinheiro;

  • Não conta com a proteção do Fundo Garantidor de Crédito como outros produtos de renda fixa.

 

A maior parte das vantagens e das desvantagens estão atreladas também a uma comparação com a previdência social. Veja a seguir algumas dos principais diferenças. 

 

Qual a diferença em relação à Previdência Social? 

 

Muitas pessoas contribuem para a Previdência Social obrigatoriamente por trabalharem como CLT. No entanto, não sabem se esse serviço será suficiente para manter seu padrão de vida durante a aposentadoria. 

Para quem busca aumentar seus rendimentos durante o período de inatividade no trabalho, a Previdência Complementar é uma ótima opção.

No entanto, existem algumas diferenças principais entre os dois modelos que devem ser avaliados na escolha de complementar a previdência. 

 

Valor 

A previdência social possui valor de contribuição definida pela lei e possui desconto diretamente da folha de pagamento. Com isso, o participante não tem o poder de escolher o quanto investirá ou se não investirá. 

Já a previdência complementar dá ao contribuinte a opção de aderir ou não os planos e qual o valor será aplicado mensalmente. Ela também permite definir o tempo de contribuição e a idade de aposentadoria.

 

Retorno 

A forma privada de previdência possibilita ao contribuinte o resgate total de uma só vez ou o benefício vitalício recebido todos os meses. Além disso, também não há limites de recebimentos mensais. 

No entanto, para a previdência social o valor do benefício mensal é limitado ao teto instituído pelo governo. Por mais que as contribuições em cálculo percentual forneçam o direito de recebimentos maiores, isso não poderá acontecer na prática. 

 

Regime de capitalização

Um dos principais pontos de diferença é o fato de que a previdência social não destina todos os recursos de um participante para ele mesmo no futuro. A verba é utilizada para manter programas assistenciais e os atuais aposentados. 

Já na previdência complementar, o valor que cada participante contribui será totalmente investido para o seu resgate futuro.

 

Idade para a aposentadoria e o tempo de contribuição

Para a aposentadoria na previdência social, alguns critérios são estabelecidos pelo governo. Entre eles estão o tempo de contribuição e a idade mínima para se aposentar. Caso eles sejam alterados, por exemplo, o contribuinte terá que se adequar às novas leis. 

No entanto, no regime privado o próprio participante pode escolher a idade que irá se aposentar e o tempo que irá contribuir. Esses critérios implicarão diretamente no valor a ser recebido, no entanto, é possível adequá-los às necessidades de cada um. 

 

Em resumo, as principais diferenças entre a previdência social e a previdência complementar são:

 

Resumo previdência complementar

 

Quais os tipos de previdência complementar?

 

No Brasil, existem dois Regimes de Previdência Complementar (RPC): os abertos e os fechados. Essa divisão é feita basicamente pelo fato de que existem diferentes formas de contribuição e de incidência de impostos.

Para que você entenda melhor os dois regimes e para quem eles se destinam, confira as seguintes informações:

 

1. Planos Fechados 

 

Segundo o Ministério da Economia, os planos de previdência complementar caracterizados como fechados possuem foco em indivíduos que possuam vínculo empregatício ou associativo com órgãos públicos, empresas, sindicatos e/ou associações representativas. 

Dessa forma, só podem participar dessa modalidade pessoas que façam parte de grupos definidos. Um exemplo é a previdência privada Postalis, exclusiva para os funcionários dos Correios. 

 

2. Planos Abertos

 

Já os planos abertos, por serem mais abrangentes, possuem duas subclassificações de acordo com a preferência do contratante. As maiores diferenças estão no modo de tributação de cada uma delas. 

 

3. VGBL

 

O Vida Gerador de Benefício Livre (VGBL) é um dos tipos de planos de previdência complementar do segmento aberto e é disponibilizado para qualquer pessoa que queira contratar esse serviço. 

Nesse modelo, o participante só saberá quanto foi o rendimento das contribuições quando for possível o seu resgate.  

Uma das principais vantagens do VGBL é a possibilidade de contribuição sem limites. Nesse caso, o participante escolhe livremente quanto irá aplicar na previdência privada todos os meses.  

Esse tipo de plano é indicado principalmente para pessoas que fazem a declaração do Imposto de Renda no modelo simplificado e o imposto incide sobre o valor do rendimento da aplicação. 

Este modelo de declaração é caracterizado por ter teto de desconto da declaração simplificada de R$ 16.754,34 e é ideal para pessoas que não possuem muitas despesas a deduzir, como dependentes, planos de saúde e escolas particulares. 

 

4. PGBL

 

Já Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) é indicado para pessoas que fazem a declaração completa do Imposto de Renda. Esse tipo de ideal para pessoas que possuem muitas despesas dedutíveis e a previdência privada seria mais uma delas. 

Por isso, o imposto desse regime de previdência complementar será calculado apenas no momento do resgate da previdência. Porém, será sobre o montante total e não apenas sobre o rendimento como no VGBL. 

Outra vantagem do PGBL é o fato de que, em alguns casos, é possível saber o rendimento das contribuições ao longo do tempo e não apenas no momento do resgate. 

No entanto, uma das limitações desse plano é o fato de que o contratante pode contribuir em até 12% da sua renda mensal.

Depois de entender quais são os principais tipos de previdência complementar, também é importante saber quais são os segmentos que existem. Para entender a fundo essas diferenças, confira a tópico a seguir.

 

Quais os segmentos de previdência complementar existem? 

 

Assim como você já sabe, no Brasil, é possível fazer planos de previdência privado em dois segmentos já abordados acima: aberto e fechado. Estes são administrados por diferentes entidades. 

Para saber mais a fundo as diferenças e especificidades, é importante explorar mais cada um deles. 

 

Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC)

As Entidades Abertas de Previdência Complementar (EAPC) são responsáveis por operar o segmento aberto de previdência complementar. 

Bancos e seguradoras normalmente são as empresas que oferecem esse tipo de serviço. Essas instituições possibilitam que qualquer pessoa física ou jurídica consiga fazer um plano privado, sem restrições quanto a renda, a local de trabalho e a idade.

Por isso, a previdência complementar do tipo aberta é caracterizada com fins lucrativos. Afinal, as taxas de administração costumam ser mais altas em comparação ao regime fechado. 

A contribuição das previdências complementares abertas são feitas pelos próprios contratantes do serviço. Com isso, uma parte da rentabilidade vai para ele e a outra para a EAPC que administra o fundo. 

 

Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC)

Já o segmento fechado é operado pelas Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC). 

Ao contrário do regimento aberto, apenas colaboradores de uma determinada empresa, associação ou órgão público podem usufruir deste serviço de previdência complementar. Afinal, é a própria instituição que o disponibiliza como forma de benefício para seus funcionários. 

Outro ponto importante dessa modalidade é o fato de que as EFPCs não possuem fins lucrativos, o que torna as taxas de administração muito mais atrativas. 

Além disso, é comum que as contribuições sejam feitas parte pela empresa e parte pelos funcionários. Isso faz com que o valor acumulado seja maior do que o próprio participante contribuiu. 

 

O primeiro passo é se planejar!

 

Neste artigo, você aprendeu um pouco mais sobre a previdência complementar, seus benefícios e os tipos existentes. Se, ao final desse texto, você percebeu que fazer esse tipo de investimento é apropriado para seu estilo de vida, é preciso que você dê o primeiro passo.

Para isso, você precisa começar organizando suas finanças pessoais a fim de que possa verificar em quais segmentos da previdência complementar realizará seus investimentos.

No entanto, mesmo que você opte por não fazer esse investimento, estar organizado ainda é essencial para que você possa ter controle de suas finanças e possa fazer outros tipos de investimentos. Procurando te ajudar nessa trajetória, trouxemo para você o curso de Gestão Financeira Pessoal.

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