Quando procuramos dicas de como melhorar o processo de liderança nas organizações, acabamos encontrando as mesmas sugestões: liderar pelo exemplo, dar feedbacks periódicos e criar um clima organizacional saudável e colaborativo na empresa.

É claro que essas dicas são excelentes para um bom processo de liderança nas organizações.

Mas será que não existe algo a mais a acrescentar? Algo diferente, algumas práticas exemplares de liderança?

Para ajudar você a entender boas práticas e até alguns estilos de liderança, fomos buscar três artigos de especialistas, que foram publicados na Harvard Business Review.

Dê uma olhada e veja como eles podem ajudar a melhorar o processo de liderança nas organizações.

 

7 dicas de especialistas no processo de liderança nas organizações

 

1- Bons líderes + líderes excelentes = Líderes vitais

 

Temos a tendência de achar que a liderança pode ser medida de maneira linear, em uma dimensão.

Em um extremo temos os líderes ruins, passando pelos bons líderes e chegando aos líderes excelentes.

Segundo o artigo de James R. Bailey, um líder excelente (great leader) não é superior a um bom líder (good leader).

Na opinião desse professor da universidade George Washington, a liderança é composta de duas dimensões, e não de uma escala contínua.

Uma delas define se o líder é bom ou não; e a outra se é ou não excelente.

Dessa forma, um líder será bom se for capaz de dar instruções claras e adequadas a seus subordinados.

Já um líder é excelente quando demonstra a força e a capacidade de levar seu time à ação, sem ser contestado.

Veja os quatro tipos de líderes que surgem da combinação de força e direcionamento:

  • Líder Ausente (vacante): nem dá instruções adequadas, nem é forte

  • Líder Amável (amiable): dá instruções adequadas, mas é fraco

  • Líder Maléfico (maleficent): tem força, mas não dá instruções adequadas

  • Líder Vital: tem força e dá instruções adequadas

Um líder ausente, obviamente, nunca conseguirá fazer que seus liderados atinjam suas metas.

Líderes amáveis tem as melhores intenções e o ambiente de trabalho é ótimo, mas sem a força para liderar em direção aos objetivos, sua equipe tende a se estagnar.

O líder maléfico quer fazer de tudo para cumprir com suas metas, mas não dá as instruções adequadas para se fazer as coisas certas: ele que vencer a qualquer custo. O ambiente é tenso e desorganizado, sem levar a resultados.

O líder vital é a combinação do bom líder com o líder excelente. Ele sabe o que deve ser feito, transmite isso ao grupo e tem uma energia de liderança que o faz ser seguido, sem receios do time, por meio da confiança em sua capacidade.

Confira esta matriz do processo de liderança que ilustra o artigo e ajuda a entender os quatros estilos de liderança:

 

 

2- Autoconhecimento

 

Esta e as quatro dicas seguintes para o processo de liderança nas organizações foram retiradas de um artigo do renomado Ph.D. Daniel Goleman.

Para Goleman, a inteligência emocional é fundamental para os líderes.

E o primeiro aspecto que ele deve desenvolver é o autoconhecimento. Os líderes precisam realmente conhecer a si mesmos e como isso afeta seus liderados.

Além disso, assumir eventuais erros e explicar a mudança de direção nos projetos mostra autoconfiança, e não indecisão, como alguns líderes pensam.

 

3- Autocontrole

 

Controlar impulsos prejudiciais e demonstrações de descontrole emocional é fundamental.

É preciso pensar antes de agir e sempre que algo sair errado, se reunir com a equipe e achar a solução, sem pânico ou ressentimentos, gerando uma atmosfera de confiança e colaboração.

 

4- Motivação

 

Um bom líder deve ser apaixonado pelo que faz e demonstrar isso para o time. Essa motivação contagia a equipe, que passa a querer ser desafiada e superar-se cada vez mais.

A motivação gera comprometimento e otimismo.

 

5- Empatia

 

O líder deve ser considerado um amigo ou um professor com quem os colaboradores podem contar quando precisam de ajuda.

Empatia não significa agradar a todos, mas levar em conta os sentimentos dos outros na hora de tomar decisões. Isso acaba por reter talentos.

 

6- Habilidade de se socializar com o grupo

 

Trata-se da mistura das quatro características anteriores.

Esse tipo de líder é extremamente persuasivo e sua paixão pelo trabalho acaba se tornando um estímulo a colaboração do grupo em busca dos resultados e da solução de problemas.

 

7- Transforme os talentos únicos dos colaboradores em desempenho

 

Para transformar o processo de liderança nas organizações, Marcus Buckingham sugere em seu artigo que você não jogue damas com sua equipe. Mas, em vez disso, jogue xadrez.

Essa metáfora quer dizer que quando você joga damas com seu time, considera que todas as peças são iguais e desempenham as mesmas funções igualmente.

No xadrez não é assim. Diferentes tipos de peças tem diferentes características. Dessa forma, para ganhar, é preciso usar o melhor de cada uma, na hora certa e para a tarefa mais adequada.

Com isso, as diferenças de perfil de seus colaboradores se tornam trunfos. Se economiza tempo na execução de tarefas, pois são feitas pelos mais capazes, e acaba-se criando uma equipe mais forte e colaborativa.

Interessante como as informações são bem mais ricas quando buscamos as fontes certas para solucionar nossas dúvidas ou para capacitar colaboradores.

 

Este artigo foi escrito por Júlio Paulillo, Co-founder e CMO do Agendor, a plataforma de aprimoramento em vendas para vendedores profissionais.