Durante muito tempo, acreditou-se que as ferramentas do Lean Manufacturing eram apenas uma das várias opções de gerenciamento empresarial que prometiam entregar eficientes métodos de gestão.

Também entendia-se que o Lean poderia ser aplicável exclusivamente a indústrias automobilísticas, já que este sistema teve origem em uma delas, a Toyota.

Porém, não demorou para que o inverso disto fosse comprovado: a eficiência das ferramentas do Lean Manufacturing foram constatadas tanto para setores produtivos e indústrias automotivas, quanto para empresas dos mais distintos segmentos, até mesmo de serviços.

Você sabia que já existe até uma especialização em Lean Healthcare, para excelência em gerências de hospitais? Ou seja, independente do segmento da sua empresa, de seu porte, de sua área ou setor, os princípios, fundamentos e ferramentas do Lean Manufacturing podem – e ouso dizer que devem – sim ser implantados!

As ferramentas do Lean Manufacturing tem essa abrangência, justamente, porque são utilizadas não somente em uma metodologia de gestão, mas sim uma filosofia com princípios e fundamentos que podem ser cultivados e enraizados na cultura de qualquer organização - e isso inclui até startups!

Para você compreender melhor, fiz uma lista. Continue lendo o artigo e entenda as principais razões para você adotar as ferramentas do Lean Manufacturing!

 

5 razões pelas quais todo setor e empresa pode – e deve - adotar as ferramentas do Lean Manufacturing

 

Vamos conhecê-las?

 

1. Defina seus mapas de processos

 

Qualquer área de uma empresa possui um processo de trabalho - e todo processo de trabalho pode ser mapeado, certo?

Isto é um dos fundamentos básicos da filosofia de gestão enxuta e do uso das ferramentas do Lean Manufacturing. É por meio do mapeamento que se identifica o meio mais eficiente de operação, além das etapas mais críticas que necessitam de maior gerenciamento e controle.

E não é apenas isso, aqui também se faz possível distinguir quais destas fases e atividades podem ser classificadas como desperdícios, para de fato viabilizar o aumento de desempenho do setor e consequentemente da organização.

 

2. Estabeleça fluxos contínuos e flexíveis 

 

Depois das técnicas de mapeamento de processos, tornar a execução flexível e contínua é outra questão possibilitada pelas ferramentas do Lean Manufacturing.

Aqui, flexibiliza-se a ponto de ser exequível operar e produzir diferentes materiais – e até informações – com suavidade e consistência, sem faltar e sem exceder; e torna-se contínua a ponto de funcionar de acordo com a demanda, ou seja, de forma organizada e padronizada entregando no horário correto a quantidade solicitada.

Aliada ao trabalho padronizado, a flexibilidade pode resultar maior capacidade de produzir o que se está ofertando. E, quando isto ocorre, as perdas inerentes são reduzidas e, consequentemente, o potencial de lucro da sua companhia é elevado.

 

3. Maximize qualidade e produtividade

 

Se já sabemos que toda área de uma empresa possui um processo de trabalho, podemos também chegar à conclusão de que: quanto mais a qualidade e a produtividade forem potencializadas, maior tenderá ser o número de saída de produtos com maior valor agregado. Ou seja, aqueles produtos que os clientes estão dispostos a pagar.

Importante: não encare produto somente a algo físico, não! Além de material, pode ser uma informação, um serviço, um atendimento, uma pesquisa e por aí vai...

O foco na resolução de problemas de forma corretiva deverá dar lugar aqui ao conceito de agir preventivamente.

Cria-se um processo produtivo em cada setor da companhia e, assim, transforma-se com qualidade as entradas em saídas. Isto é um fator de vital importância que ajudará a empresa manter-se competitiva em seu mercado.

 

4. Crie um sistema puxado pelo cliente 

 

Produzir material e informação para estocar eram os objetivos do defasado sistema de gestão em massa, lá do século passado. A utilização das ferramentas do Lean Manufacturing apontam outro conceito: seu setor deve produzir saídas que sejam puxadas pelo seu cliente, seja ele externo ou interno à sua organização.

Setores de apoio como TI, Limpeza, Qualidade e RH, por exemplo, trabalham este conceito atrelado a demanda, isto é, geram as saídas de seus processos de acordo com as suas responsabilidades e necessidades de outras áreas.

Para você entender melhor, vou citar um exemplo ligado ao setor de limpeza: o resultado do trabalho deles é avaliado por todos os colaboradores da companhia, que neste caso podem ser considerados como os clientes deste processo, ou seja, as atividades deste setor devem ocorrer de acordo com as exigências destes clientes-funcionários.

 

5. Possibilite a melhoria contínua

 

E, por fim, não poderia deixar de comentar aqui o conceito de melhoria contínua. Ter hoje um resultado melhor que ontem e amanhã um resultado melhor que hoje é o fundamento básico da metodologia Kaizen.

Ao invés do instável mercado empresarial exigir mudanças e melhores resultados para a sua empresa, buscar encontrar e aplicar de forma prévia as soluções que alavancarão o desempenho de cada área e, portanto, da sua empresa, é primordial.

 

E aí, quer aplicar estes conceitos na sua área e em toda a sua companhia? 

 

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