Os softwares Open Source têm sido uma opção cada vez mais viável para o setor comercial. Isso abre um leque de possibilidades muito grande para a comunidade de programadores, inclusive em termos de especialização.

Neste artigo, vamos te explicar tudo o que você precisa saber sobre esse assunto, a partir dos seguintes tópicos:

  • O que é Open Source?
  • Como surgiu o Open Source?
  • Qual a diferença entre código aberto e fechado?
  • Qual a diferença entre software livre e Open Source?
  • Quais as características de softwares Open Source?
  • Quais as vantagens e as desvantagens do software Open Source?
  • 5 softwares Open Source para usar

Para aproveitar as oportunidades, é necessário entender esses conceitos. Por isso, nesse artigo vamos responder essas dúvidas e te ajudar a entender mais sobre esse tipo de aplicação. Preparado para aprender sobre Open Source? Vamos lá!

 

O que é Open Source?

 

Open Source (ou código aberto) é uma forma de distribuição de um programa, em que qualquer pessoa é livre para utilizá-lo, fazer alterações ou melhorá-lo sem ter problemas com direitos autorais.

É o oposto dos softwares proprietários, que são licenciados exclusivamente para o desenvolvedor que o produziu (código fechado).

Para entender melhor, podemos comparar o Open Source a uma receita de bolo: o criador da receita a disponibiliza para qualquer um fazer e alterá-la conforme seus gostos e necessidades.

Percebeu como esses softwares podem facilitar o seu dia a dia? Além deles, saber uma linguagem de programação também poderá te trazer diversos benefícios e, pensando nisso, trouxemos para você o curso completamente gratuito Fundamentos Essenciais para Python!

Com ele, você aprenderá a aplicar lógica proposicional em programação e também aprenderá a usar Python para resolver os problemas de seu cotidiano! Ficou interessado? É só clicar no botão abaixo!

Fundamentos essenciais para Python

 

Como surgiu o Open Source?

 

O Open Source surgiu em fevereiro de 1998, a partir de uma reunião de figuras destacadas no mundo da programação, dentre elas estavam Eric Raymond. O termo foi criado para diferenciar a ideia de Open Source de outros projetos similares.

Assim, o principal objetivo de sua criação foi evitar as questões éticas e ideológicas, apresentando os softwares livres como algo possível e comercial para as empresas. Por isso, os criadores declaram que não existe relação com movimentos anarquistas ou anticapitalistas.

Juntamente com a criação do termo, foi criada também a Open Source Initiative (OSI). Ela é uma organização sem fins lucrativos que promove a utilização comercial deste tipo de programa.

A OSI também garante que softwares declaradamente “Open Source” realmente estejam seguindo algumas características necessárias à utilização do termo.

 

Qual a diferença entre código aberto e fechado?

 

A principal diferença se refere a disponibilidade do código fonte. Isso quer dizer que os códigos abertos tem o código fonte disponível para acesso e modificação por qualquer usuário, ao contrário de um código fechado.

Consequentemente, outra diferença é a segurança. Como o código fonte é disponibilizado para qualquer um, programadores mal intencionados (os chamados hackers) podem se aproveitar disso. Já os códigos fechados só podem ser alterados pelo criador.

Mais um ponto diferencial que podemos apontar são os preços. Os códigos Open Source são gratuitos (alguns podem ter custos adicionais como assistência ou outras funcionalidades), enquanto os códigos fechados geralmente são pagos.

A assistência também é diferente. Os códigos fechados incluem nos preços a possibilidade de se contatar um suporte ao cliente em casos de dúvida ou mau funcionamento. Já quando se utiliza códigos abertos, recorre-se a fóruns online, programadores especializados ou artigos sobre o software.

Ainda não sabe a diferença entre software livre e Open Source? Vamos te explicar!

 

Qual a diferença entre software livre e Open Source?

 

A grande diferença entre software livre e Open Source é o discurso utilizado por cada um. Os dois defendem o mesmo tipo de software, mas como falamos acima, o Open Source foi criado no intuito de se distanciar de questões ideológicas e éticas.

Já a ideia de software livre nasceu e continua carregando esses aspectos. Ela envolve assuntos que vão muito além de disponibilizar um código para a comunidade. Trata-se também de carregar a bandeira da liberdade e defender valores morais.

O Open Source, por sua vez, é mais técnico e pragmático. Ele se afasta de toda essa abordagem, dando mais enfoque nas aplicações corporativas e empresariais. Considera aspectos como as melhorias econômicas, rapidez de desenvolvimento, etc.

Apesar disso, muitos desenvolvedores se identificam com ambas ideias. Não é à toa que esses dois grupos muitas vezes são unidos sob a sigla “FLOSS” (Free/Libre and Open Source Software).

Preparado para conhecer as principais características desses softwares? Explicaremos no próximo tópico!

 

Quais as características de softwares Open Source?

 

A Open Source Initiative utiliza os critérios definidos em um documento chamado Debian Free Software Guidelines para classificar os softwares. De acordo com ele, para um software ser considerado livre, deve se enquadrar nos seguintes aspectos:

 

  • Redistribuição livre: a distribuição da licença deve ser livre, inclusive para venda.
  • Código fonte: o código fonte que acompanha o software deve ser legível por qualquer programador e precisa ser disponibilizado.
  • Trabalhos derivados: a licença não pode restringir outros trabalhos derivados do original.
  • Integridade do autor do código: a licença pode requerer que softwares que usam o código fonte modificado tenham uma identificação diferente do programa original.
  • Não discriminação contra pessoas ou grupos: a licença deverá estar disponível a todas as pessoas e não pode excluir ninguém.
  • Não discriminação contra fins de utilização: a licença do programa deverá permitir que ele seja utilizado por qualquer área de atuação.
  • Distribuição da licença: os direitos da distribuição livre devem ser aplicáveis a todos os programas derivados, sobre os mesmos termos da licença original.
  • Licença não específica a um produto: se o programa faz parte de um software, esse software todo deve ser distribuído.
  • Licença não restritiva a outros softwares: deve ter uma licença que não restrinja outros programas que possam vir atrelados.
  • Licença neutra tecnologicamente: a licença não pode restringir alterações de interface, estilo ou adições de novas tecnologias.

 

Quais as vantagens e as desvantagens do software Open Source?

 

Programar em código aberto pode gerar uma série de consequências para seus projetos. Vamos ver os principais benefícios trazidos:

  • Comunidade de desenvolvedores que está sempre contribuindo;
  • Correção mais rápida de erros no código;
  • Licenças mais simples.

 

Agora, vamos observar as principais desvantagens:

  • Com o código disponível para todos, o trabalho de hackers é facilitado;
  • Como o código está sempre mudando, normalmente não existem instruções organizadas em uma documentação;
  • Pode não ser tão fácil utilizar o software, se compararmos com programas de código fechado.

 

Agora que você já sabe as principais vantagens e desvantagens, vamos te apresentar alguns softwares Open Source para que você possa começar a usá-los!

 

5 softwares Open Source para usar

 

Agora que você já sabe os principais conceitos sobre Open Source, vamos te mostrar alguns dos melhores softwares desse tipo:

 

1. Mozilla Firefox

 

O famoso navegador de internet é uma das grandes plataformas Open Source. Ele é o terceiro mais utilizado no mundo e é querido por muitos desenvolvedores (principalmente front-end) pela possibilidade de alterar o código fonte, conforme as necessidades.

 

2. LibreOffice

 

O LibreOffice é um pacote de softwares de produtividade gratuito e Open Source que está em constante aperfeiçoamento. Ele conta com programas como o Writer (para escrita), Calc (planilhas), Impress (apresentações de slide) e Draw (design gráfico).

Outra característica interessante é a portabilidade de arquivos de formatos da Microsoft (.doc, .ppt, entre outros) para as aplicações do LibreOffice. Assim, é possível importá-los e exportá-los para o formato desejado.

 

3. Audacity

 

O Audacity é um dos melhores programas de edição de áudio disponíveis. Ele permite gravar sons, editar e converter arquivos com vários formatos de áudio, como WAV, MP3 e vários outros.

Também conta com outras funcionalidades interessantes, como: efeitos, redução de ruído, alteração de tom e isolamento de vocais. Além disso, é possível acrescentar ainda mais ferramentas com plugins externos produzidos pela comunidade.

 

4. Blender

 

O Blender é talvez um dos softwares Open Source mais interessantes. É um programa de modelagem 3D muito completo. Para se ter ideia das possibilidades, existem diversos vídeos de animações feitas com esse software.

São muitas aplicações: podemos fazer animações, efeitos visuais, modelos de impressão 3D, entre várias outras coisas. Por isso, ele é ótimo para artistas, pesquisadores, estudantes, animadores e desenvolvedores de jogos.

 

5. Krita

 

O Krita é outro software de design gráfico completo, que faz edição de imagens. Ele é uma ótima ferramenta para mentes criativas, desde iniciantes até artistas profissionais.

Ele conta com tudo o que um programa desse tipo precisa: sistema de layers (camadas), pincéis de vários tipos, gerenciamento de cores, etc., tudo de forma gratuita.
 

Continue expandindo suas habilidades!

 

Dominar um software Open Source pode ser um diferencial para sua carreira. Da mesma forma, conhecer uma ferramenta como Power Bi poderá te ajudar na geração de relatórios, dashboards e relatórios. 

Pensando nisso, trouxemos para você o curso de Power Bi Aplicado a Negócios! Com esse curso, você aprenderá a importar, tratar, salvar e relacionar diferentes base de dados em uma única plataforma. Incrível, não é mesmo?

Aproveita e se inscreva no botão abaixo!

Curso Power Bi aplicado a negócios