O Controle Estatístico de Processos (CEP) é uma ferramenta estatística que possui como objetivo controlar os resultados de um processo entregando a menor variabilidade possível, isto permite que cheguemos até a capabilidade do processo.

O CEP é muito empregado em projetos Seis Sigma por favorecer a conquista de constantes retornos financeiros através da manutenção do desempenho conquistado por projetos de melhoria que alcançaram estes novos indicadores.

A própria métrica Seis Sigma não deixa de obedecer esta mesma premissa, onde a existência de apenas 3,4 defeitos por milhão de oportunidades (DPMO) é resultante de processos com este nível de performance.

Mesmo que projetos Seis Sigma não necessariamente busquem um desempenho 6 Sigma em seus processos, de qualquer forma, eles procuram sempre elevar e controlar seus resultados conforme os objetivos estratégicos do projeto e os fundamentos do CEP, respectivamente.

No artigo de hoje, você vai entender o conceito e importância de capabilidade do processo, os índices de capabilidade, a diferença entre capabilidade e capacidade e como analisar o parâmetro em questão.

 

O que é Capabilidade do Processo?

 

 

A capabilidade do processo é a habilidade de se gerar produtos dentro de uma faixa de especificação definida pela empresa ou pelo cliente.

Assim, o estudo de capabilidade do processo é feito por meio da comparação da faixa característica, que mostra como ele se porta na prática, com a faixa de especificação, dada pelo limite inferior e o limite superior.

 

 

Assim, para apresentar uma boa capacidade, o processo deve estar dentro dos limites de controle, assim como mostra a imagem acima.

Ok, mas como isso se dá na prática?

Na prática, a capabilidade do processo é dada em função de um grupo de índices de capacidade que avaliam o quanto o processo está apto a atender às necessidades e expectativas do cliente. Aí, você deve estar se perguntando...

 

Quais são os índices de capabilidade do processo?

 

Há quatro índices que podem ser utilizados para a análise da capabilidade do processo, os quais são:

 

 

A razão (índice) da capacidade do processo – Cp, pode também ser interpretada da seguinte forma:  

Ou seja, como a porcentagem da faixa de especificação usada pelo sistema.  

Há também o índice de performance de centralização do processo, Ppk, que  analisa a relação da centralização da amostra com a especificação.

Enquanto o Cpk é importante para uma análise do curto prazo, o Ppk possibilita uma visão do longo prazo, considerando o histórico do processo.

 

Capacidade e Capabilidade do processo: qual é a diferença?

 

Uma das perspectivas de análise resultantes do CEP é quanto a capacidade e a capabilidade do processo produtivo ser eficaz. Enquanto a capabilidade do processo é reconhecida pela abreviatura e variável CP e busca medir a capacidade potencial do processo, a capacidade CPK mostra o real desempenho do processo.

Você sabe a diferença entre exatidão e precisão?

Ser exato é permanecer no alvo, porém, não levando em consideração a dispersão dos dados. Ser preciso é a capacidade de atingir com constância resultados muito próximos um do outro, contudo, não levando em conta a localização central destes dados perante o alvo almejado.

Isto é, a capabilidade do processo (CP) mede a precisão do processo: a capacidade potencial alcançada envolvendo apenas seus níveis de variação. Já a capacidade CPK vai um pouco além: ela representa a capacidade real do processo de permanecer exato e também preciso.

Para se tomar como exemplo, um processo com indicador CPK igual a 2 corresponde aproximadamente a um processo nível 6 Sigma – que entrega apenas cerca de 3,4 DPMO.

 

Como analisar a capabilidade de processo?

 

Sobre os valores de Cp e Cpk pode-se concluir que se Cp = Cpk, o processo é exatamente centrado, quando Cpk < Cp, o processo está descentralizado para algum dos lados e quanto maior essa diferença, mais descentralizado está o processo.

Um processo vai ser tido como capaz quando 6 desvios padrão (99,74%) ou mais do seu processo couberem entre os limites especificados (Cp e Cpk ≥ 1), mesmo não estando perfeitamente centralizado.

Na indústria, geralmente o valor exigido para Cp e Cpk é ≥ 1,33.

 

 

Além disso, quanto mais estreita é curva do gráfico, maiores são os índices de Cp e Cpk e menores são as variações, o que permite concluir que o processo está apresentando desempenho satisfatório.

Agora imagine um processo que apresenta tanto o Cp, quanto o Cpk baixo. Apesar da distribuição ser centrada, a variação excederá os limites de especificação e o processo será classificado como incapaz.

 

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Já no caso em que o Cp é alto, enquanto o Cpk é baixo, apesar de haver pouca variação em relação à faixa dos limites de especificação, a distribuição não está centrada. Assim, o processo também se mostra incapaz.

 

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Assim, ao analisar a capabilidade do processo, é necessário que o processo esteja centralizado e apresente baixa variação em relação aos limites de especificação para ser considerado capaz.

 

A importância de um sistema de medição de desempenho

 

As Cartas de Controle contam com as medições obtidas do processo, os limites de especificação e controle pré-estabelecidos, além do alvo a ser atingido. Com estas informações alocadas em um gráfico, ao longo da coleta de amostras e do seguimento do processo, os próprios operários conseguem manter o processo estável ajustando-o quando recomendado.

Todavia, a ferramenta que sugere a execução de ações preventivas para manter o processo sob controle e estável, como vimos, chama-se Controle Estatístico de Processos (CEP).

É através dela que a companhia pode adotar técnicas estatísticas para intervir no processo de modo efetivo com o apoio das informações contidas nas Cartas de Controle.

O CEP pode ser considerado, assim como o Seis Sigma, como um excelente sistema de medição de desempenho que, com base em um histórico de dados obtidos perante ferramentas primárias – como o caso das cartas de controle, o levantamento de informações e indicadores de análise mais apurados se mostra convidativo e oportuno.

Afinal de contas, sem um sistema de indicadores de desempenho não existe a possibilidade de analisar o progresso de desempenho de determinado processo e justificar a necessidade de investimentos, não é mesmo?

 

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Agora que você aprendeu o que é capabilidade do processo, sabe que controlar o processo – e não o produto – é um dos fundamentos básicos do programa Seis Sigma.

Assim, para garantir que o processo atenda os limites de especificação que garantirão a qualidade dos produtos, é necessário o conhecimento e domínio da metodologia Seis Sigma.

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