Provavelmente você já ouviu ou estudou sobre o fordismo, modelo de produção tão famoso, que marcou a Segunda Revolução Industrial. 

Mas, você sabia que o fordismo pregou as tão famosas padronização da produção e redução dos custos da organização?

Fique ligado, porque você descobrirá como isso aconteceu e se isso foi efetivo na época (spoiler), por meio dos seguintes tópicos:

 

  • O que é o fordismo?
  • Principais características do fordismo;
  • O outro lado da moeda;
  • O que foi a crise do fordismo?


Mas, antes, que tal você conferir o nosso ebook das 7 Ferramentas da Qualidade?

Nele, você ficará por dentro de como identificar a causa raiz do problema, elaborar mapas visuais do processo, analisar estatisticamente seus dados e muito mais!

Não perca tempo e baixe já!

Ebook 7 Ferramentas da Qualidade
 

Agora que você já baixou o nosso ebook, vamos nessa?

 

O que é o fordismo?

 

O fordismo é um modelo de produção em massa baseado na linha de produção criada pelo norte americano Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, em 1914, durante a Segunda Revolução Industrial. 

O modelo foi muito utilizado nos Estados Unidos, por ser um sistema de produção de automóveis inovador que objetivava reduzir o tempo de produção e, consequentemente, os custos da organização e dos veículos. 

Além disso, o período que o fordismo esteve em alta foi marcado pela racionalização do processo de produção e pelo acúmulo de capital.

Isso porque, mais pessoas podiam comprar automóveis, possibilitando, assim, o crescimento e a abertura do mercado em outros setores. 

Basicamente, o fordismo trouxe o desenvolvimento de maquinários e de instalações industriais nunca visto antes, sendo um marco histórico para a revolução industrial.

 

Principais características do fordismo

 

Agora, você vai conferir quais são as principais características do fordismo, que, inclusive, serviram como exemplo para outras indústrias, como a siderúrgica e a têxtil.

 

Uso de esteiras rolantes

Provavelmente você já deve ter visto alguma imagem do Charles Chaplin exercendo alguma operação simples em uma esteira rolante no filme “Tempos Modernos”. 

Pois, era assim que funcionava o uso de esteiras rolantes nas linhas de montagem, revolucionando a produção da época.

Dessa forma, o objeto era entregue ao operário e ele realizava apenas uma operação simples, não exigindo, assim, a qualificação dos colaboradores

 

Especialização da mão de obra

Acreditava-se que a especialização dos funcionários em uma tarefa específica resultaria na maior produtividade do processo produtivo, já que reduziria o tempo de fabricação dos automóveis.

 

Padronização da Produção

Por meio do sucesso de vendas dos modelos T, o empresário Henry Ford percebeu que era útil e rentável estabelecer padrões na sua produção. 

Portanto, ele fez altos investimentos em máquinas e instalações que permitiram a produção de mais de 2 milhões de automóveis por ano. 

Além disso, a fim de a produção ficar mais barata e mais rápida, só eram oferecidos automóveis na cor preta, limitando mais ainda a diversificação de opções de cores do modelo.

 

Produção em massa

Como tudo que era produzido era vendido e consumido pela população, Ford decidiu aumentar a produção industrial até chegar no seu limite.

 

Redução do tempo de produção

Com a especialização da mão de obra em uma função ou etapa do processo e com a padronização da produção, houve uma drástica redução do tempo em que se levava para produzir um automóvel.

 

O outro lado da moeda

 

Apesar de o fordismo ter proporcionado um maior poder de compra de automóveis e um crescimento dos polos industriais, possibilitando até a construção de mais rodovias, o modelo não foi sustentável a longo prazo.

Entre as desvantagens que o sistema apresentava, estava a baixa qualificação dos colaboradores que, além de executarem um trabalho repetitivo e desgastante, os seus salários eram baixos para compensar os baixos custos dos veículos. 

Isso levou o surgimento de sindicatos que defendiam os direitos dos trabalhadores.

Além disso, o fordismo se tornou um sistema muito rígido, resultando na sua crise na década de 1970, como você verá no tópico a seguir.

 

O que foi a crise do fordismo?

 

Com os estoques cheios por causa da crise da superprodução e com a pressão sindical, a crise chegou para o fordismo. Com isso, a General Motors, que já investia na flexibilização da produção, com lançamentos de automóveis diferenciados, teve a sua ascensão no mercado.

A produção que antes era em massa, tomou lugar para a produção enxuta, desenvolvida pelo novo modelo de produção, o toyotismo.

Mais tarde, a Toyota tornou-se a maior montadora de automóveis do mundo e o fordismo tornou-se obsoleto, por mais que algumas empresas ainda utilizem esse modelo. 

 

Aprendeu tudo?

 

Agora que você já entendeu o que é o fordismo e suas características, que tal você aprofundar seus conhecimentos sobre PCP

Confira o nosso curso de Fundamentos de Planejamento e Controle da Produção!

Nele você será capaz de avaliar os processos de uma empresa quanto aos objetivos de desempenho, relacionar a estratégia da organização com o planejamento da produção e obter uma visão sistêmica do seu negócio! 

É só clicar no botão abaixo:

Curso de Fundamentos e Controle da Produção