O que é um histograma, você sabe? Também conhecido como “Diagrama de Dispersão de Frequências”, é uma das ferramentas que compõem a qualidade!

Ele é basicamente uma representação gráfica, em colunas (retângulos), de um conjunto de dados previamente tabulados e divididos em classes uniformes.

O histograma fornece um caminho para avaliar a distribuição dos dados e permite verificar o comportamento de um processo em relação a sua especificação.

Mas fique tranquilo, pois vamos explicar melhor o que é um Histograma, quais são os seus tipos e como analisá-lo a fim de verificar o desempenho de um processo! Vamos lá?

E, antes de começar, tenho um presente para você! Aqui está um Ebook gratuito com 7 ferramentas da qualidade para que você possa aprender não apenas a usar o histograma, como também aplicar as outras 6 ferramentas da qualidade na sua gestão! 

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O que é um histograma? 

 

O histograma nada mais é do que um gráfico de barra que mostra a distribuição de dados (distribuição de frequência).  

Também pode ser visto como um indicador da variabilidade de um processo (dispersão).  

O histograma dispõe as informações de modo que seja possível a visualização da forma da distribuição de um conjunto de dados e também a percepção da localização do valor central e da dispersão dos dados em torno deste valor central. 

Já os eixos do histograma representam:

 

  • Eixo horizontal: subdividido em pequenos intervalos – apresenta os valores assumidos por uma variável de interesse. 

  • Eixo vertical: área deve ser proporcional ao número de observações na amostra cujos valores pertencem ao intervalo correspondente (frequência).

 

Quando usar um Histograma? 

 

  • Resumir uma variedade de dados graficamente (população muito grande)

  • Comparar os resultados de um processo com as especificações; 

  • Verificar o número de produto não conforme; 

  • Comunicar informações à equipe de melhoria; e

  • Auxiliar ao processo de tomada de decisão.

 

Vantagens no uso de um histograma

 

  • Trabalhar com amostras: permite reduzir os custos e o tempo empregado na inspeção da qualidade

  • Visualização e entendimento rápido do comportamento da população: permite identificar se a média da distribuição das medidas da característica da qualidade está próxima do centro da faixa de especificação (valor nominal) e se é necessário adotar alguma medida para reduzir a variabilidade do processo.

  • Entender a população de um modo objetivo.

 

Quais são esses seis tipos de histograma?

 

1 - Simétrico

 

 

Este primeiro tipo também é chamado de “distribuição normal”. Ele apresenta uma frequência mais alta no centro e vai diminuindo de acordo com aproximação das bordas, tanto a da direita, quanto a da esquerda.

São os processos estáveis e padronizados que são representados por este histograma, ou seja, os desejados em uma linha produtiva. 

 

2 - Assimétrico

 

 

Como se pode ver pela imagem, ele é assimétrico quando apresenta apenas um pico.

Mas o que ele representa? Geralmente mostra uma situação onde possui apenas um limite de especificação e é controlado durante todo o processo.

 

3 - Despenhadeiro

 

 

Como o próprio nome já diz, é como se fosse despenhar. Ele parece um barranco.

Ele ocorre quando os dados forem eliminados, com isso, ocasionando um corte na figura, dando uma leve impressão de que o histograma está incompleto.

O valor médio fica localizado fora do centro da faixa de especificação.

 

4 - Dois picos

 

 

Como a imagem mostra, se caracteriza por ter duas frequências mais elevadas do que as demais.

Ocorre sempre quando há uma mistura de dados diferentes. Para ficar mais fácil a compreensão: essa mistura se refere à por exemplo, quando são coletados dados obtidos em condições muito diferentes, seja com o operador, equipamento ou matéria-prima.

 

5 - Achatado

 

 

Você já pode ter ouvido falar desse tipo de histograma com um nome diferente. Ele também é conhecido como “platô”.

Neste tipo as frequências se apresentam bem próximas uma da outra, em níveis bastante equivalentes. Ocorre isso quando há misturas de distribuições com médias diferentes.

 

6 - Ilha isolada

 

 

Chegamos ao último tipo de histograma. Ele deixa bem claro que existem dois processos, ou dois problemas que estão bem isolados em relação a causa.

Este é um perfil que ocorre quando há uma pequena inclusão de dados de uma distribuição diferente, como no caso de anormalidade do processo, erro de medição, ou inclusão de dados de um processo diferente.

 

Erros mais frequentes no histograma

 

  • Falta de uma ou mais classes: geralmente, relacionado a não utilização de regras para determinar o número de classes. 

  • Dois picos de alta frequência: geralmente, relacionado a uma mistura de duas distribuições distintas. Neste caso, recomenda-se separar os dados em dois histogramas

 

Passo a passo de como montar um histograma

 

1º PASSO: Determinação da amostra.

A amostra ter que ser a mais aleatória possível, de forma que possa representar a totalidade.

Para que você tenha uma amostra confiável e representativa, você tem que ter de 50 a 100 dados.

 

2º PASSO: cálculo da amplitude

A primeira coisa que você tem que fazer nessa etapa é identificar o maior e o menor valor da amostra.

Com isso, a amplitude (R) é a diferença entre esses valores.

 

R = maior valor – menor valor

 

3º PASSO: determine o número de classes

É preciso que você escolha o número de classes a serem utilizadas no histograma. O número de classes é proporcional ao tamanho da demanda.

Não tem uma quantidade certa, porém é preciso um meio termo. Ou seja, não pode ser muito pequeno, para não descaracterizar o histograma, e nem muito grande, para espalhar muito os dados.

 

4º PASSO: cálculo de intervalo de classes

Sim, mais cálculo para você fazer. Mas ele é muito simples:

 

H = R/K

 

Mas o que significam essas letras?

H = intervalo de classes;

R = amplitude;

K= número de classes

 

5º PASSO: cálculo dos extremos das classes

E lá vem mais cálculos.... Para realizar esse cálculo é necessário que você selecione o menor valor da amostra, assim consegue ter o nível inferior da primeira classe.

Agora, para determinar o limite superior (LS) da primeira classe, basta somar o valor do intervalo de classes (H) com o limite inferior (LI):

 

LS = LI + H

 

Os outros limites são calculados de acordo com os limites da primeira classe.

 

6º PASSO: montar o histograma

Enfim, chegamos ao final, a hora de montar essa ferramenta. Para isso ocorrer, é preciso que você conte o número de elementos de cada classe, e com isso, ter todos os dados necessários para montar o mesmo.

 

Boa coleta + bom histograma + análise correta = resultados positivos para empresa

 

Ao longo desse artigo, você aprendeu o que é um histograma, como montar um e ainda pôde perceber da importância do mesmo para os processos da empresa.

É importante você fazer uma boa coleta de dados, transferi-los para o histograma e fazer uma análise correta dos mesmos, pois se não for assim, não vai adiantar me nada, tudo vai ser em vão.

Enfim, é preciso que se tenha muita atenção ao longo de todo esse processo, para que se tenha um resultado significativos para a empresa.

 

E aí, gostou de saber o que é um histograma e como montar um?

 

Espero que sim! E você pode aprender muito mais! Sabe de que forma? Através do nosso curso gratuito de Introdução ao Lean Manufacturing.

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