É provável que você já saiba que dentro da gestão da qualidade existem algumas ferramentas que auxiliam na melhoria dos processos de produção, não sabe? E entre essas ferramentas tem o Diagrama de Dispersão.

Essa ferramenta tem uma grande importância para contornar eventuais problemas na produção, identificando a relação entre causa e defeito de duas variáveis quantitativas, ou seja, variáveis que podem ser medidas e contadas.

Você pode estar se perguntando o que é esse diagrama. E neste artigo, te responderei essa pergunta e ainda falarei sobre as suas correlações, quando usá-lo e também os principais passos para o montar.

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Afinal, o que é o Diagrama de Dispersão?

 

 

Responder essa pergunta é muito simples. O Diagrama de Dispersão, também conhecido como Gráfico de Dispersão, é uma das ferramentas que compõem a qualidade.

Ela é identificada como um gráfico de eixos verticais e horizontais, correlacionando a causa e efeito.

Com isso, com esses dados correlacionados, é possível perceber neste Diagrama se existe ou não relação de causa e efeito entre as variáveis.

 

Quais são os seus 5 tipos de correlações?

 

1. Correlação positiva

 

Este tipo de correlação acontece quando há uma tendência crescente entre os pontos. Conforme uma variável aumenta, a outra variável também aumenta proporcionalmente.

Irei exemplificar para sua melhor compreensão: imagine aplicar dentro da sua linha de produção mais horas treinamentos, imaginou? Então qual será o resultado disso?

Com maior volume de treinamentos que você oferece, maior será a qualidade do produto. Ou seja, a qualidade se relaciona positivamente com treinamento.

 

2. Correlação negativa

 

Já essa correlação é quando se concentram em uma linha decrescente. Conforme uma variável aumenta, a outra diminui.

Ainda utilizando o exemplo do treinamento, podemos enxergar essa relação inversamente proporcional, ou seja, diminuído as horas de treinamento, consequentemente gerará um aumento das horas de retrabalho.

 

3. Correlação perfeita

 

Ela é identificada como perfeita quando não há uma grande dispersão entre os pontos, a correlação será total entre os dados, independente da tendência, seja ela positiva ou negativa.

 

4. Correlação forte

 

Quanto menor for a dispersão dos pontos, maior será a correlação entre os dados. Com isso, podemos identificar como forte quando os dados estão bem próximos, altamente concentrados.

 

5. Correlação fraca

 

Você com certeza imagina que essa correlação é inversa à correlação anterior. E, você está completamente correto.

Então quanto maior for a dispersão dos pontos, menor será o grau de correlação entre os dados, ou seja, eles quase não possuem uma correlação.

 

Quando usar essa ferramenta?

 

Basicamente você utiliza o Diagrama para poder verificar se as duas variáveis estão realmente relacionadas e se há alguma possiblidade de relação causa e efeito.

Além disso, é possível você medir o nível de intensidade do relacionamento entre essas duas variáveis, se é forte ou se é fraca.

Ah legal, você já sabe quando usar e deve estar curioso qual a melhor forma de montar essa ferramenta.

E é isso que irei falar no próximo tópico, explicarei de forma enxuta quais são os 5 passos fundamentais para a construção.

 

Um breve passo a passo de como montar um Diagrama:

 

1º PASSO: antes de tudo é preciso você determinar e coletar quais serão os dados que vão ser analisado, para a verificação da relação entre eles.

2º PASSO: neste passo você já começa a pôr a “mão na massa”. É necessário construir os eixos vertical e horizontal do gráfico, sendo a variável causa na horizontal e na vertical a variável efeito.

3º PASSO: é voltado para deixar o gráfico mais completo. Isto é, colocar os dados complementares, como o nome dessas variáveis, o período da coleta, etc.

4º PASSO: com esses dados, e com o gráfico criado, está na hora de passar juntar o “útil ao agradável”. Ou seja, colocar esses dados do diagrama.

5º PASSO: chegamos ao último passo, ele se dá com a análise desses dados, como eles se relacionaram, procurando sempre a causa raiz do problema.

 

É uma importante ferramenta, porém é preciso ter alguns cuidados!

 

Você viu ao longo desse artigo sobre a importância do uso do Diagrama de Dispersão no meio produtivo. Pois ele visa relacionar e analisar as variáveis de causa e efeito, sempre procurando enxergar o que está de errado com o meio produtivo.

Porém é importante lembrar que essa ferramenta é um método estatístico complexo, e para utilizá-la é preciso ter um nível mínimo de conhecimento.

Com isso, exige uma habilidade para conseguir de fato implementar essa ferramenta e abstrair dela os resultados que são julgados como satisfatórios para as pretensões da empresa.

 

“Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros”

 

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