Não dá para se falar de gestão financeira sem antes entender a diferença entre cada tipo de desembolso de caixa. Como o próprio nome já diz, desembolso de caixa é tudo aquilo que retira dinheiro ou fundo monetário de uma organização.

Despesa, gasto e custo, são tipos de desembolso de caixa que possuem conceitos distintos, e que pouca gente sabe diferenciá-los.

E é de suma importância entender a diferença de cada um deles, para saber onde alocar cada tipo de desembolso e assim analisar corretamente a saúde financeira de um negócio. E é por isso que resolvi escrever sobre eles para você. Confira!

 

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Despesas

 

As despesas englobam tudo aquilo que a empresa precisa ter para manter o funcionamento da estrutura mínima.

Esse tipo de desembolso de caixa não têm ligação direta com a produção de novos itens que serão vendidos pela empresa, mas podem ter influência no aumento da receita.

Alguns exemplos são; salários, material de escritório, telefone, aluguel, comissão de vendedores, compra de publicidade.

Dentro de despesas, é importante entender a subdivisão em despesas fixas e variáveis.

Despesa fixa é aquela que não varia com a produção. É preciso muita atenção nesse ponto para não confundir esse conceito com o fato de não variar mês a mês.

Por exemplo, aluguel é uma despesa fixa, pois não varia com a produção, se produzir mais ou menos, o valor do aluguel não sofre alteração.

Já despesas com energia elétrica em uma empresa que não a utiliza como base para produção, como uma empresa de call center por exemplo, pode sofrer alteração de valor de um mês para o outro.

No verão essa conta tende a vir mais alta do que no inverno, isso por conta do uso do ar condicionado, porém, isso não implica em aumento de produção. Portanto, deve ser alocado em despesa com caráter fixo.

Já as despesas variáveis, como o próprio nome já diz, são aquelas que variam de acordo com as vendas.

Um bom exemplo disso são as despesas com comissões de vendedor, essa comissão é maior a medida que o vendedor vende mais.

 

Gastos

 

Gastos são os valores que a empresa não previu no orçamento, mas que precisa investir para continuar a produção.

Simples esse conceito, não? Realmente, gasto nada mais é do que um prejuízo, é aquele valor que não era previsto e teve que se desembolsar.

Como o gasto é imprevisível, não é possível de ser repassado no preço do produto, portanto, a empresa precisa arcar com o prejuízo, e esse valor não se deve repassar diretamente ao consumidor.

Alguns exemplos são; substituição de peça com defeito e assistência técnica.

 

Custos

 

Todo investimento que uma empresa precisa fazer para produzir um produto ou serviço é chamado de custo.

Custo é aquele valor que varia de acordo com a produção. Ou seja, quanto mais produto, bem ou serviço se gera, maior o custo. Por isso, na sua maioria, variam diretamente com a produção.

Alguns exemplos de custos são; matéria-prima, eletricidade da produção, depreciação de maquinário, embalagem, mão de obra, dentre outros.

Existem gestores que alocam eletricidade dentro de custo, e outros que alocam dentro de despesas variáveis. Mais importante do que tentar encontrar a maneira correta de se alocar esse desembolso de caixa é que se mantenha um padrão.

Se uma empresa aloca a eletricidade como despesa, que sempre seja feito assim, e vice e versa.

Custos e despesas variáveis, variam de acordo com a produção, é importante se entender isso, pois se estamos analisando o fluxo de caixa com duas DREs, a primeira teve um custo de 100 mil e a segunda, referente ao ano 2, um custo de 200 mil.

Apenas com essas informações não se pode tirar a conclusão que o custo piorou de um ano para o outro. Para analisar isso, é preciso fazer um comparativo juntamente com a receita.

Por exemplo, se no ano 1 a receita foi de 500 mil e no ano dois foi de 2 bilhões, a conclusão correta seria que o custo melhorou em vez de piorar. Pois o que deve ser analisado é o percentual do custo sobre a receita e não o custo isoladamente.

Lembra do exemplo de despesas variáveis que mencionei lá em cima? Aquele sobre a comissão de vendedores? Então, por que encaixei esse desembolso em despesas variáveis e não em custo? Comissão pode ser considerado como um custo?

A resposta é simples, não poderia ser considerado um custo, pois não se precisa deste valor para produzir. Esse desembolso não é necessário para a produção, como no caso da matéria prima ou da embalagem por exemplo, que possuem caráter essencial.

Outro exemplo nesse sentido, é o imposto pago sobre a receita, ele também é analisado como uma despesa variável, quanto mais se vende, mais imposto eu pago, e não é um custo porque não está ligado diretamente a produção.

 

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