
A manutenção já nasceu com a necessidade de ser enxuta. São metas dela entregar a máxima disponibilidade e confiabilidade dos ativos, com qualidade e baixo custo. Mas devido à gestão inadequada, falta de estratégia e planejamento, ela acaba se tornando fonte de despesas e desperdícios, por isso a importância do Lean Maintenance!
Se você quer saber um pouco mais sobre como aplicar o “pensamento Lean” na manutenção, leia atentamente este artigo e acompanhe nossos tópicos abaixo:
Vastamente aplicada em áreas de produção, a filosofia Lean também é muito bem-vinda para a manutenção.
O “Lean Maintenance” ou Manutenção Enxuta nada mais é do que a aplicação de técnicas e ferramentas Lean para o processo de manutenção. O objetivo é bastante claro: eliminar e expulsar qualquer perda ou desperdício que venha a atrapalhar a gestão eficiente dos ativos.
A partir da década de 1950, surgiram os primeiros passos em relação à Manutenção Preventiva e Planejamento e Controle de Manutenção.
Nesse mesmo período, no Japão, já se construía a filosofia “Lean” através Sistema Toyota de Produção, hoje conhecido como “Lean Manufacturing” ou Manufatura Enxuta. Daí para frente foi uma evolução natural, já que quando falamos de manufatura, a manutenção é uma das áreas mais próximas, praticamente uma extensão da produção.
Neste caso podemos dizer que a aplicação do Lean Maintenance surgiu praticamente na mesma época, ou seja, no pós-guerra.
A Manutenção Enxuta visa manter e elevar a disponibilidade e confiabilidade dos ativos, elevando a produtividade através da eliminação dos desperdícios.
Quando falamos em desperdícios na manutenção, significa qualquer tipo de perda ou dano que venha causar prejuízo no processo produtivo. Como a produção é a principal cliente da manutenção, os impactos de uma má manutenção caem diretamente sobre a produção. Atrasos na entrega, perda de capacidade e alto custo são os piores efeitos disso.
Para evitar estes impactos, precisamos eliminar os sete desperdícios abaixo:
O primeiro passo é saber o estado atual. Obter informações e mapear com clareza o processo de manutenção atual.
Por que isso? Porque precisamos tomar conhecimento das fontes de desperdícios em geral. É hora de levantar os tapetes e mostrar a sujeira embaixo deles, sem receio. E só tem uma forma de fazê-lo: medindo.
Portanto, converse com os seus clientes e implante indicadores que ilustram os cenários sobre as sete perdas. Seguem alguns exemplos de indicadores usuais na manutenção:
1) Backlog;
2) Quantidade de Itens em Estoque (em peças e em R$);
3) Criticidade dos Itens em Estoque;
4) MTBF e MTTR (Tempo Médio Entre Falhas e Tempo Médio Para Reparo);
5) Disponibilidade ou Indisponibilidade;
6) Quantidade de Trabalhos Planejados x Quantidade de Trabalhos Executados;
7) Lead Time do Processo de Compras;
8) Custo de Manutenção.
Não existe uma regra. Se você não tem nada estruturado ainda, comece com poucos indicadores. É melhor escolher 3 ou 4 indicadores e manter o foco neles, do que ter 10 indicadores sem foco em nenhum deles.
Além dos indicadores, não deixe de “ouvir” os seus clientes. Como está a qualidade do serviço prestado? Seus clientes estão satisfeitos? Eles pagariam pelos seus serviços?
Uma outra ferramenta Lean que pode ser usada é o mapeamento do fluxo de valor, popularmente conhecido como ”VSM”. Com esta ferramenta, é possível mapear o processo de ponta a ponta, enxergando onde estão os gargalos e desperdícios.
Assim como na manufatura existem pessoas dedicadas a analisar e solucionar os problemas, na manutenção não é diferente. Geralmente isso fica a cargo do “PCM” – Planejamento e Controle da Manutenção.
É uma área onde existem analistas e especialistas, que junto com o corpo técnico, irão analisar, planejar e executar as ações necessárias para tornar a manutenção cada vez mais eficiente.
Não é uma regra, mas normalmente, em primeiro momento investe-se em ações preventivas e de capacitação do time para que as quebras diminuam. Depois se aperfeiçoam as inspeções e o estoque, com base no aumento da produtividade.
É um trabalho longo, que exige pensamento “Lean”, e principalmente uma parceria muito forte com o time da produção. É preciso entender que é melhor parar de maneira planejada para não parar depois.
Ser produtivo na manutenção é literalmente: “Fazer menos com menos.”
Fazer cada vez menos manutenções corretivas, com o objetivo de evitar ou até mesmo eliminar as quebras. Realizar manutenções preventivas e preditivas focadas, porém com maior eficácia. Fazer cada vez menos inspeções e encontrar um número maior de defeitos. Ter cada vez menos estoque de peças de reposição e garantir que seja suficiente. Estes são pontos importantes para se ter em mente.
Esse paradoxo se justifica através do acompanhamento da vida útil dos ativos da fábrica e da previsão ou identificação das falhas ainda em estágio inicial, quando é mais fácil e barato de se corrigir.
Trabalhando desta forma, sobra mais tempo para focar em atividades táticas e estratégicas. Além disso, a manutenção por ter grande conhecimento técnico no seu time, deve ser uma área fornecedora de treinamentos, capacitando o time operacional em programas de manutenção autônoma.
Trabalhando com este pensamento de “Lean Maintenance”, a manutenção se torna estratégica, fundamental para o processo de manufatura, transformando-se em uma área que pensa e capacita as pessoas e não somente uma área que apaga incêndios.
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Graduado em Engenharia Mecatrônica pela PUC-PR e pós-graduado em Gestão da Produção pela FAE Business School. Atua há 20 anos na área de Operações Industriais em empresas nacionais e multinacionais de grande porte dos segmentos médico, cosmético, alimentício e automotivo. Grande experiência em gestão de fábrica, gestão de manutenção, gestão de projetos e melhoria contínua com inúmeros projetos e treinamentos realizados. É Black Belt em Lean Six Sigma e APICS – CPIM: Certified in Production and Inventory Management.
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