gerenciamento de projetos, além de essencial para o bom andamento de uma empresa, traz consigo diversos desafios. Realizar entregas de valor dentro de prazos curtos pode ser um desafio instigante, mas que pode ser contornado por meio de técnicas como o método MoSCoW.

O Método MoSCoW vem como uma ferramenta extremamente importante, visto que auxilia na determinação de um sistema de prioridades. Assim, durante o período de planejamento e levantamento de tarefas, acrescenta-se a etapa de classificá-las conforme sua prioridade.

A criação dessa técnica está diretamente ligada às metodologias ágeis. Entretanto, ela é extremamente versátil e pode também ser aplicada em metodologias tradicionais como, por exemplo, o modelo cascata.

Pronto para conhecer essa forma de definir prioridades? Preparamos, nos seguintes tópicos, os principais conceitos por trás dessa técnica:

  • O que é o Método MoSCoW?

  • Quais as classificações que cada tarefa pode ter?

  • Quais as vantagens e as desvantagens de usar o Método MoSCoW?

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O que é o Método MoSCoW?

 

O Método MoSCoW é uma técnica usada em gestão, análise de negócios, desenvolvimento de software e gerenciamentos de projetos. Ela é utilizada para definir a prioridade e a importância das tarefas que compõem um projeto.

A Técnica MoSCoW foi criada por Dai Clegg, enquanto ele desenvolvia seus trabalhos na Oracle, nos anos 90. Além disso, essa técnica foi criada para dar suporte ao método chamado DSDM, também conhecido como Metodologia de desenvolvimento de sistemas dinâmicos.

Por isso, dizemos que esse método tem origem nas metodologias ágeis, visto que a DSDM faz parte desses frameworks. Atualmente, a DSDM Consortium tem a propriedade intelectual da técnica. 

Esse método é formado por um acrônimo, cujas letras M, S, C e W, escritas em letra maiúscula, representam as categorias de importâncias que classificam as tarefas dentro de um projeto. Já as letras minúsculas “o” servem para tornar o nome pronunciável.

Fazer uso dessa técnica permite que todos stakeholders e membros do time acordem numa ordem de importância. Assim, as expectativas são ajustadas ao que será entregue como Mínimo Produto Viável (MVP) e quais atividades serão entregues posteriormente ou, até mesmo, que deixarão de ser entregues. 

A ideia que baseia esse método é o timeboxing, isto é, os projetos ágeis possuem um período de tempo fixo para serem realizados e as atividades a serem realizadas devem caber neste espaço de tempo determinado. Dessa forma, é preciso escolher o que precisa ser feito para fazer uma entrega de valor.

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Quais as classificações que cada tarefa pode ter?

 

Existem 4 tipos possíveis de classificação de uma tarefa: must have, should have, could have e wouldn’t have. Cada uma dessas classificações origina-se no inglês, entretanto, possuem correspondentes no português que são: tenho que fazer, devo fazer, poderia fazer, não será feito (por enquanto).

A seguir, apresentamos o que caracteriza cada uma dessas ordens de importância:

 

1. Tenho que fazer (Must have)

 

Essa classificação compreende os requisitos que são indispensáveis para a entrega. Elas são aquelas tarefas que vão agregar valor ao produto final, ao atendimento de requisitos, ou ainda, garantir o compliance da empresa. Ainda, esses itens são os que, se forem atrasados, todo o produto final atrasará em consequência disso. 

 

2. Devo fazer (Should have)

 

Os itens que recebem esse rótulo são os que são importante, mas não são vitais do ponto de vista estratégico para o produto final. Isso significa dizer que eles não são críticos e que as necessidades do cliente podem ser atendidas de outra maneira, ou ainda, que se pode esperar um pouco mais para fazer essa entrega.

 

3. Poderia fazer (Could have)

 

As tarefas desse tipo são as desejáveis, mas também não são essenciais do ponto de vista estratégico da entrega e da satisfação do cliente. Então, essas tarefas são as que podem ser atendidas quando houver tempo e também quando houver recursos disponíveis para poder finalizá-la.

 

4. Não será feito (por enquanto) (Won’t have)

 

Os itens que recebem essa classificação são aqueles que ficam acordados entre o time e os stakeholders que são do tipo menos críticos, com menor retorno do investimento do produto final. Além disso, podem ser também vistas como não sendo adequadas para serem realizadas por algum tempo. Por meio dessa classificação, é possível evitar o crescimento desorganizado do escopo do projeto, o que confunde os desenvolvedores.

 

Você pode perceber como esse método possui foco na entrega por meio de priorização? É realmente incrível e te ajudará com entregas de valor que atenderão as expectativas do seu cliente!

Ainda na dúvida se deve usar essa técnica? Confira algumas vantagens e desvantagens a seguir!

 

Quais as vantagens e as desvantagens de usar o Método MoSCoW?

 

As principais vantagens que podemos elencar ao fazer uso da técnica MoSCoW são:

  • Possibilita a participação de stakeholders e time de desenvolvimento juntos;

  • Possui fácil compreensão;

  • Apresenta uma linguagem simples;

  • Ajuda a definir prioridades em projetos, inclusive os que já estão em andamento.

Já algumas desvantagens no seu uso são:

  • O método de classificação pode ser muito subjetivo, caso o time não esteja em modo de cooperação;

  • É preciso que o serviço a ser entregue seja familiar, caso contrário, pode ser difícil classificar as tarefas;

  • Requer que o stakeholder tenha conhecimento sobre negócio.

Por fim, lembre-se: se tudo é essencial, então, nada é essencial! Para essa técnica realmente funcionar, é preciso usar das outras classificações e não somente o Must Have! É importante sempre desenvolver o pensamento crítico sobre o que está sendo feito por parte do time e do que realmente precisa ser feito e entregue!

 

Ao infinito e além!

 

Nesse artigo, você aprendeu um pouco mais sobre a técnica de priorização chamada Método MoSCoW. Com ele, você poderá classificar suas tarefas baseado na sua importância para o produto final, sempre focando na satisfação do cliente.

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