Você provavelmente já teve um chinelo Havaiana, não é mesmo? Bom, quando o calçado “arrebentava”, nosso sentimento interno econômico nos fazia eliminar gastos com um novo produto.

Assim, usávamos aquela famosa solução de curto prazo, aquele preguinho ou alfinete que colocávamos no lugar da parte que rompia. Pronto! Estava novo novamente.

Porém, um tempo depois a mesma situação acontecia e era preciso aplicar outra vez aquela solução. Dessa forma, o problema se tornava recorrente, até não ser mais possível aplicar aquela ação corretiva. Nesse momento, o chinelo tinha que ser substituído.

Tá, mas o que essa história toda tem a ver com a Metodologia 8D e sua aplicação? Tem tudo!

No exemplo do chinelo Havaiana, foi aplicada uma solução imediata para um problema, mas não foi feita uma gestão de manutenção adequada, visando a prevenção de novas falhas, ou seja, foi algo puramente instantâneo.

A Metodologia 8D procura resolver problemas, trabalhando suas causas raízes. Portanto, além de planejar soluções imediatas de contenção, ela também propõe medidas de longo prazo, que têm por finalidade prevenir o retorno desses contratempos.

Sendo assim, essa metodologia é muito utilizadas na melhoria da qualidade e da confiança de processos produtivos, deixando os sistemas mais seguros e o empreendimento com maior nível de aceitação dos consumidores.

Neste artigo, vou te apresentar o método 8D e como suas disciplinas são aplicadas para evitar que problemas ou falhas de produtos cheguem até os clientes.

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Agora vamos ao que interessa!

 

O que é a Metodologia 8D?

 

A Metodologia 8D é um conjunto que compreende oito disciplinas (por isso é chamada de 8D) voltadas não somente para melhoria da qualidade, mas também ressaltar e ampliar a sinergia da equipe de trabalho.

A ferramenta tem como objetivo a identificação, analise e eliminação das causa principais de problemas, falhas e imperfeições em sistemas ou produtos, bem como sua manutenção.

A Metodologia 8D foi desenvolvida por volta dos anos de 1970, sendo aplicada, com maior frequência, o método de Resolução de Problemas Orientados por Equipe, ou em inglês Team Oriented Problem Solving (TOPS), da empresa Ford Motor Company.

Durante a década de 90, a companhia aperfeiçoou a metodologia adicionando o nono D ao número total de disciplinas. Esse foi chamado de D0, que diz respeito ao planejamento para implementação da solução de problemas. Ao iniciar essa etapa, é recomendado questionar o uso da ferramenta.

É importante ter em mente que a Metodologia 8D deve ser aplicada apenas em problemas complexos e de difíceis soluções.Caso contrário, há outras ferramentas mais simples que são recomendadas.

Apesar da Metodologia Seis Sigma também ser indicada especificamente para esse tipo de problema, ela se diferencia da Metodologia 8D por tratar de soluções que não são claras inicialmente. O 8D atua sobre causas identificáveis, sendo a equipe responsável por descobrir a causa raiz, bem como desenvolver a ação de contenção para prevenir uma recorrência futura.

É justamente quando as causas identificáveis se tornam visíveis que uma potencial aplicação da ferramenta é identificada. Isso ocorre, por exemplo, através do recebimento de reclamações dos clientes, através do qual surge a demanda por ações corretivas.
 

As 8 disciplinas da metodologia 8D

 

 

 

D1: Formação e definição de uma equipe de trabalho

 

Nessa etapa, deve ser definida uma equipe estratégica para a aplicação da metodologia.

É importante considerar, então, o tempo e energia disponível para cada possível membro no processo de escolha, além da obtenção de conhecimentos distintos com a equipe resultante. Outro ponto relevante é que seja dado preferência aos colaboradores que sofrem as consequências do problema, já que estes tendem a conhecer melhor a sua realidade.

Além disso, um ponto fundamental é a sinergia entre a equipe e a escolha do líder. Este deve tanto conhecer a ferramenta, como também apresentar uma série de características e práticas exemplares de liderança.

 

D2: Descrição do problema de forma detalhada a ser resolvido

 

No segundo item da Metodologia 8D, deve-se descrever o problema de forma detalhada para facilitar o entendimento futuro. É importante que sejam analisados diversos aspectos que possuem influência no problema, como mão de obra, material, etc.

Para isso, é necessário realizar uma ampla coleta de dados. Uma ferramenta que pode ajudar nesse processo e evita que algum detalhe importante passe despercebido é a técnica 5W2H. Se você quiser saber mais sobre o seu funcionamento, confira o nosso artigo.

 

D3: Contenção dos problemas identificados

 

Ao caminhar para a solução dos problemas com a Metodologia 8D, não podemos nos esquecer de conter os problemas identificados e diminuir o risco do cliente ser exposto à falha. Caso contrário, os malefícios irão alcançar proporções ainda maiores e gerar grandes prejuízos para o negócio.

 

D4: Definição completa da origem do problema (causas raízes)

 

Com o problema contido, podemos encontrar e extinguir a causa principal do problema.

Para essa etapa da Metodologia 8D, podem ser utilizados diversos artifícios para tornar o processo mais ágil e efetivo. Uma delas é construir uma planilha de Brainstorming, onde todos da equipe podem contribuir com ideias que, posteriormente, serão organizadas e estudadas.

Uma ferramenta que pode ser ainda mais benéfica é o diagrama causa e efeito, comumente conhecido como diagrama de Ishikawa. Além de ajudar na identificação da causa raiz, o diagrama pode enxergar outros problemas não vistos anteriormente.

 

D5: Escolha da solução mais adequada para o problema

 

A escolha da solução na Metodologia 8D deve ser feita de tal forma que evite completamente ocorrências futuras e o surgimento de novos problemas.

Nessa etapa, também é conveniente a realização de um Brainstorming para que toda a equipe se esforce para gerar soluções de acordo com a análise completa da origem do problema.

O time deverá ponderar, ainda, os impactos das soluções pensadas sobre os departamentos envolvidos para tomar a decisão mais assertiva.

 

D6: Implementação da solução permanente

 

Chegou a hora de monitorar a solução escolhida no momento anterior para que seja executada de forma bem-sucedida. Uma boa forma de garantir a permanência do nível de falha dentro do desejado é usar ferramentas como o PokaYoke, que estrutura procedimentos voltados para a prevenção do surgimento de erros em um processo produtivo através da eliminação de suas causas geradoras.

 

D7: Prevenção de novos problemas

 

Corrigir sai muito mais caro do que prevenir na maioria dos casos, então é isso que devemos fazer! Na sétima etapa da Metodologia 8D, será necessário utilizar de métodos e ferramentas para garantir que o problema não retorne pelas causas não exploradas.

É importante lembrar que a solução encontrada é para a causa raiz, mas as outras possíveis causas não tiveram solução ou erradicação e podem vir a causar a mesma situação que estamos saindo. Pode ser desde um dispositivo à prova de falhas que proteja o processo como um todo, mas também um gerenciamento de riscos, que vai prever ações a serem tomadas de acordo com a nova causa do problema.

 

D8: Finalização formal e comemoração

 

É interessante que a finalização formal da implementação da Metodologia 8D seja aliada a uma comemoração com o intuito de parabenizar os colaboradores envolvidos em seu desenvolvimento e expor os resultados para toda a empresa.

Reconhecer o esforço de cada um dos envolvidos é fundamental para reforçar o sentimento de equipe e a motivação no trabalho. Isso só ajuda no crescimento pessoal e profissional do indivíduo e principalmente no crescimento da organização.

 

Porque devo aplicar a Metodologia 8D?

 

 

Ao formar uma equipe 8D, você irá obter a integração de profissionais com diferentes conhecimentos e de caráter multifuncional. Com isso, o processo de geração de ideias será fomentado e inovações serão desenvolvidas, o que pode resultar em importantes diferenciais competitivos.

Além disso, a solução de problemas será mais ágil e há garantia de que a situação não venha a se repetir no futuro.

 

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