Na hora de abrir uma empresa, uma das primeiras coisas a se fazer é decidir qual será seu tipo de modelo de negócio. São várias opções, ainda mais agora com o surgimento de vários modelos dinâmicos, devido ao crescimento das startups.

Mas antes de falarmos sobre alguns dos tipos de modelo de negócio mais famosos, precisamos falar sobre o que é um modelo de negócio, não é mesmo? Certo, então vamos à definição.

 

O que é um modelo de negócio?

 

De acordo com definição do SEBRAE, de 2016, “o modelo de negócios é a forma como a empresa cria, entrega e captura valor”. Sendo assim, não existe uma “receita de bolo”, pelo contrário, o modelo dependerá da sua proposta de valor e das características da empresa.

Mas como definir isso? Para isso, existe o Canvas, principal ferramenta na elaboração de um modelo de negócios. Essa ferramenta permite observar todos os pontos fundamentais de um plano de negócios em apenas uma folha.

 

 

Como você pode perceber, nesse quadro podemos contemplar parceiros chave, atividades chave, fontes de custos, fontes de receita, segmento de clientes, entre outros pontos de suma importância para a elaboração de uma estratégia de negócio.

O modelo Canvas foi introduzido no mercado por Alexander Osterwalder em seu livro Business Model Generation (A Geração dos Modelos de Negócio) e como você pode ver, é uma excelente ferramenta para a gestão da sua empresa.

 

Tipos de modelo de negócio

 

Agora que você já viu o que é um modelo de negócio, chegou a hora de vermos alguns dos tipos mais famosos usados atualmente. Esses modelos misturam desde alguns mais tradicionais até modelos bem recentes.

 

Franquia

 

Esse é um tipo bem tradicional e famoso de modelo de negócio, mas não existe uma definição única para franquia. Para simplificar, podemos dizer que esse é um modelo para distribuição e comercialização de produtos e serviços.

O modelo que mais tem representado as franquias atuais é a Franquia de Negócio Formatado (Business Format Franchising), que pode ser melhor visualizado no quadro abaixo.

 

 

Existem inúmeros exemplos de franquias famosas, como o McDonald’s, Chilli Beans, o Boticário, Havaianas, entre outras.

 

 

Assinatura

 

Outro velho conhecido é o modelo de assinatura. Seu funcionamento é simples: a empresa concede produtos ou serviços ao usuário mediante o pagamento de uma taxa, geralmente mensal.

É bastante usado no mercado de entretenimento ou de divulgação de informação, como jornais e revistas. Para se sustentar, esse modelo precisa estar constantemente em busca de qualidade, se não pode perder usuários, que cancelam a assinatura.

Para atrair clientes, empresas que usam esse modelo de negócio costumam oferecer grandes descontos para novos usuários por um determinado período de tempo. Em alguns casos, é oferecido até mesmo um período de assinatura gratuita.

Alguns exemplos de empresas que utilizam esse modelo são: Netflix, Sky, Exame, Veja, Vivo, entre outras.

 

 

Freemium

 

Podemos dizer que essa é uma variação moderna do modelo de assinatura. Nesse modelo, temos ofertas de serviços Free e Premium, e o usuário escolhe em qual deseja se encaixar. Isso permite alcançar mais usuários, que podem ser convencidos pelo serviço gratuito a migrar para o Premium.

 

 

Nesse modelo de negócio, costuma existir um investimento pesado em ofertas do serviço Premium a preços muito abaixo por períodos de até 3 meses para fisgar os usuários com as vantagens de se pagar uma assinatura, além de vários planos especiais do tipo família ou universitário, como é o caso de um dos exemplos mais famosos desse modelo, o Spotify.

 

 

Isca e Anzol

 

Nesse modelo, um produto é vendido com uma baixa margem de lucro, enquanto um outro, do qual o primeiro depende, é vendido com uma alta margem de lucro. Um bom exemplo é a máquina de café Nespresso, que é relativamente barata, enquanto suas cápsulas possui um valor mais elevado.

 

 

Outra empresa que usa com sucesso esse modelo é a Gillette, fazendo com que muitas vezes esse modelo também seja chamado de “Barbeador e Lâmina”.

 

Marketplace

 

Aqui entram os grandes impérios varejistas, como as Lojas Americanas, Walmart, Mercado Livre, Netshoes e vários outros. Mas como funciona esse modelo de negócio? De forma simples, uma loja menor aluga um espaço em uma loja maior, seja ela virtual ou física. Esse “aluguel” é pago através de uma porcentagem das vendas.

Com isso, lojas que teriam muita dificuldade em entrar no mercado ganham visibilidade e conseguem expandir suas vidas através da imagem e da massa de visitantes dessas grandes empresas.

 

 

Existem algumas desvantagens também, pois além de gerar uma certa dependência com relação ao marketplace no qual se está inserido, na maior parte dos casos sua marca não é lembrada, mas sim a loja na qual foi comprado o produto. Afinal, geralmente dizemos que compramos tal coisa nas Lojas Americanas, mas nem lembramos da marca.

 

Negócios Sociais

 

Que tal unir o útil ao agradável? É isso o que esse modelo de negócio se propõe a fazer, ao mesclar objetivos sociais e ambientais com fins lucrativos. E atualmente, com todas as preocupações que se tem nessas áreas, esse modelo vem ganhando cada vez mais força.

Empresas que usam esse modelo se preocupam com sua imagem e buscam o desenvolvimento social, geralmente focando em classes menos favorecidas. O Brasil possui alguns bons exemplos nessa vertente, como a Solidarium, que desenvolvem canais de comercialização não convencionais para produtores mais pobres.

 

 

Outra empresa brasileira que se destaca nesse ramo é a Tekoha, que comercializa produtos artesanais criados por comunidades de todo o Brasil, ajudando esses produtores a ter um alcance que nem poderiam imaginar.

 

 

Economia Colaborativa

 

Esse modelo de negócio é uma verdadeira febre atualmente, não é mesmo? Vai dizer que nunca ouviu falar em Uber e Airbnb? Empresas desse tipo agem como uma conexão entre interesses econômicos de pessoas distintas.

Pegando a Uber como exemplo, temos uma situação em que uma pessoa tem um carro e quer usá-lo para transportar passageiros em troca de algum ganho financeiro. Do outro lado, temos pessoas que querem se transportar com a rapidez e comodidade de um carro, mas procurando tarifas mais em conta.

 

 

Assim, a Uber entra como a conexão entre essas duas pessoas, através de uma plataforma que busca garantir a segurança para ambos os lados. Isso se aproxima do conceito de que todos ganham, de certa forma.

 

E aí, gostou desse artigo?


Agora que você viu alguns dos modelos de negócio mais utilizados, pode nos dizer qual modelo de negócio você acha mais interessante. Sentiu falta de algum modelo que não está nesta lista? Fale pra gente aí nos comentários. Seu feedback é importante para nós!