Tenho certeza que você já ouviu falar sobre ciclo PDCA, certo? E do Ciclo SDCA, você também já escutou ou leu algo sobre? Pode ser que este termo ainda seja desconhecido para você, mas, neste artigo, você conhecerá as diferenças entre o PDCA e o SDCA e qual a necessidade atual de usá-los em paralelo, já que, por vezes, esta notável recomendação acaba sendo esquecida no ambiente empresarial.

Saiba mais: O que é o ciclo PDCA? Entenda como funciona cada etapa!

O Ciclo PDCA e o Ciclo SDCA são duas metodologias de pensamento estruturado que possuem um mesmo enfoque comum: atuar sobre um problema ou uma oportunidade. Enquanto o Ciclo PDCA busca resolver da maneira mais eficiente cabível um problema, o Ciclo SDCA busca manter o processo funcionando com a garantia de que este problema não retorne mais.

Como exemplo, pense em quando você sobe uma escada: para ir para o próximo degrau, é preciso apoiar seus pés na superfície estável do degrau anterior, correto?

A relação entre estas duas metodologias é a mesma! Para alcançar maior desempenho e vantagem competitiva com o uso do Ciclo PDCA, uma empresa precisa antes apoiar suas novas metas e objetivos com base em sua situação atual e, para isto, o Ciclo SDCA é usado.

 

Então, como funciona o Ciclo SDCA?

 

A etapa ‘S’ dentro deste método representa Standardize, que traduzindo ao português significa ‘Padronizar’. Portanto, o Ciclo SDCA conta com as seguintes etapas: Padronizar (Standardize), Desenvolver (Do), Controlar (Check) e Agir (Act).

Depois que melhores desempenhos foram obtidos através do Ciclo PDCA, o processo ou produto que passou pela transformação precisa ser Padronizado, correto? Sistemas e dispositivos que previnem o retorno destes problemas devem, então, ser Desenvolvidos e colocados em prática, para que, de fato, seja possível Controlar e assegurar a permanência e estabilidade de todas as mudanças. Caso, mesmo assim, qualquer problema antes resolvido retornar, Agir de modo corretivo perante ele é a última opção.

Ferramentas como 5S, Procedimentos Operacionais Padrão (POP), Cartas de Controle e Controle Estatístico de Processos (CEP), Manutenção Produtiva Total (TPM) e Dispositivos Poka-Yoke, por exemplo, podem ajudar nesta missão.

 

Por que no ambiente industrial é tão raro ouvir falar sobre o ciclo SDCA?

 

Porque a aplicação do Ciclo SDCA foi, de certa forma, introduzida à fase Agir do próprio Ciclo PDCA, sendo este o principal motivo por trás de ouvirmos falar tão pouco dele no cotidiano industrial e administrativo.

Enquanto que o Ciclo PDCA estimula o desenvolvimento de projetos de prevenção e de melhoria, o Ciclo SDCA apenas o alerta quando novos problemas surgem ou antigos regressam, já que seu objetivo é manter o processo operando de maneira estável e previsível, sem enfoque preventivo.

O uso de um método auxiliar é uma condição que a metodologia DMAIC, por exemplo, não possui, já que sua própria e última fase Controlar (Control) já conta de antemão com estas advertências e recomendações, assegurando, assim, o mesmo pensamento estruturado de atuação sobre um problema e também sobre o processo no qual ele está inserido.

 

Qual importância do uso em paralelo do Ciclo PDCA e do Ciclo SDCA?

 

Independente se uma companhia os separa por nome ou não, a compreensão da importância do uso em paralelo destes métodos é fundamental, já que não basta somente conquistar melhores resultados, é preciso também mantê-los depois! É apenas deste modo que as ações de correção, prevenção e de melhoria de fato se perpetuem ao longo do tempo.