A maioria das empresas acredita que inovar é algo muito arriscado, uma vez que não é possível prever os efeitos de algo novo com exatidão.

Por isso, é comum que as empresas esperem uma mudança ficar mais clara antes de começar a agir, mas isso pode acontecer tarde demais e acabar perdendo mercado para a concorrência.

Pensando nisso, fica evidente a importância da inovação para uma organização, já que a ameaça das mudanças sempre existe.

Considerando essa necessidade de constante inovação, surgiu a metodologia de “Design Thinking”, que se refere à maneira que um designer pensa.

Essa forma de pensar é utilizada para resolver problemas complexos e apresentar soluções desejadas pelos clientes.

Parece bem útil em um ponto de vista empresarial, não? Então, se quiser entender mais, leia este artigo!

 

O Conceito de Design Thinking

 

 

De acordo com Tim Brown em seu livro “Change by Design”, “Design Thinking é uma abordagem antropocêntrica para inovação que usa ferramentas dos designers para integrar as necessidades das pessoas, as possibilidades da tecnologia e os requisitos para o sucesso do negócio”.

É uma metodologia que passou a ser difundida a partir de 2008 e, desde então, vem sendo utilizada nas mais diversas áreas.

Empresas gigantes como Nike, Apple e IBM aplicaram o conceito para ganhar vantagem competitiva e criar produtos e serviços inovadores, além de utilizarem o Design Thinking na solução de problemas.

A aplicação do método torna a organização mais flexível, mais responsiva ao seu público alvo e, consequentemente, melhor sucedida.

 

Quais são os elementos do Design Thinking?

 

Basicamente, o processo é baseado nos seguintes fundamentos: pesquisa e definição do problema, ideação, criação do protótipo e replicação.

 

Pesquisa e definição do problema

 

Para a definição do problema, o método busca se basear em pesquisas focadas no usuário, como pesquisa etnográficas (analisa a cultura e o comportamento de determinado grupo).

O objetivo nessa etapa é entender e alcançar empatia com as pessoas para as quais você está desenvolvendo seu produto ou serviço.

 

Ideação

 

Nessa fase, o recomendado é gerar o maior número possível de ideias que são potenciais soluções para o problema analisado na etapa anterior.

Algumas técnicas são úteis nessa parte, como brainstorming, criação de rascunhos e de mapas mentais para desenvolver conceitos de alta qualidade do produto.

 

 

Criação do protótipo e replicação

 

Uma parte crítica do processo de design thinking é o surgimento de ideias que sejam tangíveis, ou seja, aplicáveis ao mundo real.

É nesse estágio que são validados os melhores conceitos criados na fase anterior, nos exercícios de ideação.

Para que o protótipo seja compatível com a realidade, é preciso que ele seja testado no mesmo contexto e ambiente em que o produto final vai funcionar quando pronto.

Vale ressaltar que o protótipo não precisa ser exatamente fiel, o mais importante é que ele consiga transmitir a experiência dos novos produtos.

 

As vantagens do Design Thinking

 

Com os fundamentos do Design Thinking fazendo parte de seu dia a dia, uma empresa é capaz de promover uma mudança na sua cultura, tornando-se cada vez mais centrada nos consumidores.

 

Redefine o problema

 

Algumas vezes, a problemática a ser resolvida não é tão óbvia de ser compreendida imediatamente, ou pior, pode ser apenas um sintoma de um problema ainda mais grave.

As estratégias do Design Thinking podem ser úteis para realizar maiores questionamentos e entender o que deve ser resolvido.

 

É colaborativo

 

A metodologia pode ser usada a partir da colaboração de equipes multidisciplinares, o que é ótimo para criar um ambiente positivo e que promova crescimento.

Além disso, em um meio colaborativo, as pessoas são menos julgadas. Isso encoraja uma maior participação e engajamento da equipe.

 

Coloca o usuário em primeiro lugar

 

Ao observar e entender diretamente seus usuários, você é capaz de solucionar os problemas que as pessoas realmente enfrentam.

Ao fazer isso, a empresa consegue conquistar e fidelizar mais seu público, já que seus produtos têm grande valor para elas.

 

Produz soluções mais simples

 

As perspectivas de design não apenas apresentam novos desafios, elas os repensam.

Essa atividade de reformular os problemas gera informações que parecem ser incrivelmente simples, já que as soluções encontradas são mais intuitivas.

A aplicação de técnicas de Design Thinking no meio corporativo pode ajudar executivos a repensar ofertas de produtos, expandir seus mercados, oferecer maior valor agregado aos seus clientes e, principalmente, inovar para se manter relevante no mercado.

 

Como aplicar o Design Thinking?

 

Agora que você já entendeu tudo sobre essa metodologia e viu todos os benefícios que sua implantação pode trazer para sua empresa, deve ter ficado curioso sobre como aplicá-la na sua realidade.

Então, aqui vão algumas dicas para isso:

 

Entenda o problema

 

O primeiro passo que você deve dar é entender por completo a problemática que você deseja solucionar antes de começar a buscar soluções.

Muitas vezes, o real problema que você precisa enfrentar não é aquele que você originalmente se prestou a resolver.

Um erro comum é tentar conectar o problema apenas com suas próprias experiências, o que te faz acreditar que você tem o total domínio e entendimento da situação.

Mas na verdade, o problema é sempre mais profundo e totalmente diferente do que as pessoas imaginam inicialmente.

 

Envolva os usuários

 

Vamos fazer o exercício de imaginar que você está criando um novo design de andador para pessoas desabilitadas e idosos.

No entanto, provavelmente você nunca fez uso de um, então como você poderia entender o que os clientes precisam?

Por isso, é importante realizar extensas pesquisas, observações e entrevistas com os reais consumidores, aí entra o fundamento de foco nos usuários presente no Design Thinking.

Também é importante analisar e contactar outros stakeholders, como os vendedores e fornecedores.

Dessa forma, você consegue ter um maior entendimento acerca do ciclo de vida do produto.

 

Seja ousado!

 

Agora que você já mapeou e adquiriu conhecimento sobre o problema, chegou a hora de desenvolver soluções para ele. Isso é feito através de brainstorming.

Tudo que vier à mente deve ser exposto durante essa etapa, pois mesmo ideias que inicialmente pareçam absurdas podem dar início a um fluxo de ideias e concluir com uma solução brilhante.

Nessa fase, o importante é conseguir um alto volume de ideias, que serão analisadas e peneiradas posteriormente.

Para isso acontecer, é necessário que a equipe evite julgamentos em relação às outras ideias, assim os participantes se sentem mais à vontade para lançar soluções e ficam mais engajados.

A partir das ideias desenvolvidas, é necessário analisá-las e escolher as que são entendidas como as mais plausíveis e viáveis para ser a solução procurada.

 

Desenvolva o protótipo e teste-o. Repita.

 

Você já definiu o problema. Você conversou com clientes e fornecedores. Sua equipe realizou o brainstorm e levantou diversas soluções, que foram estudadas e as melhores foram selecionadas. Então, qual o próximo passo?

Agora, é preciso entrar em um processo de iteração. Como isso funciona?

A exploração de potenciais soluções é realizada pela análise e síntese de protótipos. Ao criar um protótipo, é importante que ele seja testado nas condições reais e com usuários reais, que vão fornecer o feedback necessário para aprimoramentos.

Um conceito utilizado nesta etapa é o de MVP, que fornece as diretrizes para a elaboração de um protótipo eficiente, mas com o menor custo possível. 

Repetir todo este processo de modelagem e teste é crucial para garantir que o design está correto, ou seja, vai funcionar para os clientes (solucionar o problema), você consegue produzir (é plausível) e é viável economicamente para a empresa.

 

Implementação

 

Nessa etapa é que serão gastos a maior parte do tempo, dinheiro e energia de sua equipe.

Por isso, é tão importante realizar com maestria todos os passos anteriores. Com eles, é possível garantir que a melhor solução foi encontrada antes de implementar o seu design.

Na parte de implementação, são necessários treinamentos, aplicação de novas ferramentas e desenvolvimento de um design mais detalhado.

 

Pense grande

 

O Design Thinking não deve ser utilizado apenas para o desenvolvimento de produtos físicos. Na verdade, a filosofia pode ser aplicada na resolução de qualquer problema que necessite de uma solução inovadora.

 

Como Design Thinking, Lean e Agile se relacionam

 

 

Essas três metodologias diferentes são amplamente utilizadas no desenvolvimento de produtos, nas mais diversas áreas de atuação.

O Design Thinking tem a ver com a forma com que os problemas são estudados e solucionados, o Lean é a estrutura usada para traçar o caminho para os melhores resultados.

Já o Agile está relacionado às maneiras de adaptação e reação à algum tipo de mudança nas condições de projeto do produto.

O grande benefício se dá quando essas três metodologias são aplicadas juntas, pois algumas de suas diretrizes se completam e formam uma sustentação para maior produtividade e eficiência.  

 

Que tal ir além?

 

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