A Engenharia de Confiabilidade tem ganhado cada vez mais espaço no mercado, principalmente por suas aplicações industriais. Não só isso, grandes empresas de tecnologia, como a Google, tem dado muita importância para esse aspecto.

Isso porque a satisfação do cliente é vital para a sobrevivência de qualquer companhia.

Por isso, neste artigo vamos aprender alguns conceitos muito importantes sobre essa área promissora, seguindo os tópicos:

  • O que é confiabilidade?
  • O que é a Engenharia de Confiabilidade?
  • Ferramentas da Engenharia de Confiabilidade;
  • Qual a formação de um Engenheiro de Confiabilidade?
  • Quais as áreas de atuação para o Engenheiro de Confiabilidade?
  • Quanto ganha um Engenheiro de Confiabilidade?
  • Como começar a sua qualificação profissional?

Dessa forma, antes de saber tudo sobre essa especialização em engenharia de confiabilidade, vamos entender melhor o que significa o termo confiabilidade.

 

O que é Confiabilidade?

 

Confiabilidade é a capacidade de um produto funcionar de acordo com o esperado, sob condições especificadas e por um período de tempo determinado. Em outras palavras, confiabilidade se refere a capacidade de um sistema, objeto ou máquina operar de acordo com o estabelecido no projeto ao longo da utilização.

Ela se refere a probabilidade de falha, ou seja, prevê quais as chances e a frequência com a qual um produto falhará e quanto tempo ele passará operando idealmente.

Para facilitar o entendimento desse conceito, aqui estão alguns exemplos simples:

  • A chance de a conexão com a internet cair uma vez durante o dia é de 15%;
  • Determinado programa não pode ter mais que 2 erros a cada 100 linhas de código;
  • Uma máquina não ficará mais que 1 hora por dia sem funcionar; 

Continuando nossa abordagem sobre confiabilidade, é importante saber que ela pode ser mensurada através de testes. E, para atingir o ideal, são levados em conta alguns aspectos como:

  • Função: o que o produto deve fazer;
  • Ambiente: condições e especificação de uso do produto;
  • Duração: período de tempo ou número de ciclos;
  • Probabilidade: chance de funcionalidade perfeita ao longo da duração.

Como se trata de um cálculo probabilístico, existe uma série de equações utilizadas.

Sendo que, a principal variável considerada é a MTBF (Mean Time Between Failures), o Tempo Médio Entre Falhas. Ela é uma média dos tempos decorridos entre as falhas de um equipamento durante sua atividade.

Como um exemplo de aplicação, a confiabilidade é uma métrica que caminho junto com a implementação de projetos Lean Seis Sigma. Pois, essa metodologia trabalha com a finalidade de reduzir desperdícios e diminuir a variabilidade dos processos.

E, para entender melhor sobre essa metodologia, você pode realizar o Curso Gratuito de White Belt em Lean Seis Sigma. Por meio dele você vai conhecer o que é o Lean Seis Sigma, o método DMAIC e como é aplicado. Para conquistar essa qualificação gratuitamente é só clicar no botão abaixo.

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Agora que você já tem uma visão do que é a confiabilidade e como pode ser mensurada, vamos conhecer a área de engenharia que cuida dessas análises.

 

O que é Engenharia de Confiabilidade?

 

Engenharia de Confiabilidade é uma área de estudo da engenharia que otimiza a confiabilidade de um sistema ou produto da maneira mais efetiva possível. 

Dessa forma, ela leva em conta previsões como cálculos de probabilidade e estimativas de risco para prevenir as falhas que podem ocorrer durante a utilização de um produto ou execução de um processo.

A Engenharia de Confiabilidade busca preservar o funcionamento consistente do equipamento por um certo período de tempo e condições determinadas. A intenção é de assegurar a satisfação do cliente com o produto.

Também pode ser utilizada pelas empresas para prever situações prejudiciais e fazer planos para saná-las, como por exemplo:

  • custos de garantia;
  • prejuízo por falhas humanas; e
  • parada de máquinas.

Ela abrange etapas como produção, design, instalação, manutenção e operação dos sistemas ou produtos.

 

Ferramentas da Engenharia de Confiabilidade

 

Para cumprir essas funções, a Engenharia de Confiabilidade se aproveita de ferramentas, técnicas e conhecimentos para responder duas principais questões: o que vai falhar e quando vai falhar

A partir da análise das informações coletadas por esses recursos, o engenheiro e sua equipe elaboram planos para corrigir essas eventuais falhas ou melhorar aspectos do produto que são mais suscetíveis ao erro.

As teorias fundamentais e metodologias utilizadas podem ser divididas em duas abordagens: análise quantitativa e qualitativa.

A análise quantitativa se refere a dados numéricos e cálculos que podem se transformar em estatísticas utilizáveis, e tem maior orientação para os resultados.

Já a análise qualitativa envolve a pesquisa de dados narrativos, observações que não são codificadas em um sistema numérico, e orientada aos processos.

 

Análises quantitativas

  • Análise Weibull : utilizada para descrever o tempo de vida de produtos industriais com base em uma função matemática; 
  • SRA (Análise de Confiabilidade de Sistema): analisa a interação entre os componentes escolhidos de um sistema; 
  • RGA (Análise do Crescimento da Confiabilidade): faz a análise do crescimento da confiabilidade;
  • FTA (Árvore de Análise de Falhas): começa por um grande problema e, através de deduções, encontra quais eventos o geram.

 

Análises qualitativas

  • FRACAS (Relatório de Análise de Falhas e Ação Corretiva): registra falhas em um sistema e analisa os dados coletados em um relatório;
  • RCM (Manutenção Centrada em Confiabilidade): método que estabelece as melhores estratégias de manutenção;
  • FMEA (Análise de Modos de Falhas e Efeitos): método que utiliza causas e efeitos para prevenir falhas. Para te ajudar com essa análise, baixe gratuitamente nossa planilha clicando na imagem abaixo:

 

Planilha FMEA

 

Qual a formação de um Engenheiro de Confiabilidade?

 

Para atingir o maior nível de especialização na Engenharia de Confiabilidade, que seria uma pós-graduação Stricto-Sensu ou Lato-Sensu na área, é preciso primeiro ter uma graduação em alguma engenharia. As principais seriam Engenharia de Produção, Mecânica ou Elétrica. 

A modalidade Stricto-Sensu confere um diploma acadêmico de mestre ou doutor ao engenheiro quando ele realiza um estudo sobre Engenharia de Confiabilidade e o defende diante de uma banca de professores. 

a pós-graduação Lato-Sensu envolve cursos de especialização e MBAs, mais voltados ao mercado de trabalho e de menor duração, que conferem um certificado, e não um diploma.

Entretanto, se a intenção é uma aplicação rápida e prática, existem outros tipos de cursos e consultorias que não exigem graduação. Por exemplo, há treinamentos disponíveis para capacitar profissionais com a metodologia da Engenharia de Confiabilidade, porém sem titulação acadêmica.

O que importa é saber qual o grau de especialização desejada e fazer uma boa escolha de curso, baseada nos diferentes currículos acadêmicos ofertados pelas instituições de ensino.

 

Quais as áreas de atuação para o Engenheiro de Confiabilidade?

 

O engenheiro de confiabilidade é mais requisitado pelo setor de desenvolvimento de produtos, na área de manutenção industrial. Normalmente, o trabalho é fazer análises de equipamentos para saber quando podem falhar, e depois planejar a manutenção.

Com isso, o leque de possibilidades para o engenheiro é muito grande, podendo atuar no segmento de automóveis, aeronaves, eletrodomésticos, eletrônicos e outros ramos.

 

Quanto ganha um Engenheiro de Confiabilidade?

 

A profissão de engenheiro de confiabilidade é registrada pelo código CBO 2149-10 na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO). 

Os rendimentos dependem do nível de experiência do profissional e da área de atuação. O salário inicial seria algo próximo aos R$7.000,00. 

Com mais anos de trabalho, o engenheiro de confiabilidade pode receber valores que beiram os R$11.000,00, sendo que a média dos salários no país é de R$9.000,00.

 

Como começar a sua qualificação profissional?

 

Para conquistar vagas de engenharia de confiabilidade em empresas, além das formações indicadas em cursos de pós-graduação, o engenheiro de confiabilidade pode se destacar com uma qualificação profissional que o permita executar projetos de melhoria contínua nas organizações, por meio da aplicação da metodologia Lean Seis Sigma.

Dessa forma, uma das qualificações mais indicadas é a de Green Belt em Lean Seis Sigma. Pois, o profissional Green Belt é certificado e capaz de implementar projetos, ao contrário do White Belt que possui um treinamento voltado apenas para o suporte da implementação.

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