Entre os funcionários de várias empresas que se dispõem a aplicar o Kaizen visando a melhoria contínua circula uma apreensão que se externaliza em forma de uma pergunta: Kaizen ou cai quem?

 

 

Todavia, como você poderá constatar nesse artigo, esse medo vem de um desconhecimento da real função dessa metodologia, que eu posso te afirmar com certeza que não é a demissão de funcionários.

Para esclarecer essa confusão, é necessário entender o que é Kaizen e alguns dos seus objetivos. Então, vamos lá?

 

O que é Kaizen?

 

Kaizen é uma filosofia de melhoria contínua, não apenas uma metodologia. Nasceu dentro do Lean Manufacturing, que por sua vez se baseia no Sistema Toyota de Produção, que surgiu no Japão após a Segunda Guerra Mundial.

Devido aos seus resultados, a filosofia Kaizen se espalhou por todo o mundo, influenciando grandemente na forma de se gerir uma empresa. Mas para que essa filosofia realmente tenha algum impacto, é preciso entender o conceito de Kaizen.

“Em japonês, Kaizen significa melhoria contínua. Essa palavra sugere uma melhoria que envolve a todos, gerentes e operários, inferindo também o significado de baixas despesas. A filosofia Kaizen sugere que a nossa maneira de viver, tanto no ambiente profissional quanto no pessoal, deve estar focada em um esforço constante de melhoria.” (Masaaki Imai –  Guru da Gestão Enxuta)

O princípio do Kaizen é que ele é uma cultura de melhoria contínua, uma mudança de mentalidade. Isso implica em saber quando reduzir, eliminar ou mudar uma atividade que não está agregando valor aos processos da empresa.

 

Objetivos do Kaizen

 

Como já foi dito, o foco do Kaizen é a melhoria contínua, mas não somente isso. O Kaizen visa uma cultura participativa dos funcionários, visando a eliminação de desperdícios.

Ou seja, não é objetivo da filosofia Kaizen a demissão de nenhum colaborador, pelo contrário, a missão é engajar o funcionário, aproveitando-o da melhor forma possível.

Assim, ao aplicarmos essa metodologia de melhoria contínua, estaremos cortando o desperdício intelectual, ou seja, o mau aproveitamento do funcionário em uma área que não é a melhor para ele.

Ao invés de deixar o colaborador “dando murro em ponta de faca”, o que atrapalharia sua produtividade, com a aplicação do Kaizen, ele será realocado para um setor na qual ele será melhor aproveitado.

Com isso, esse funcionário se sentirá mais motivado, acarretando em um aumento na sua produtividade, sendo isso excelente tanto para a empresa quanto para ele. Ou seja, ao invés de uma demissão, o colaborador ganhará destaque e mais valorização dentro da corporação.

Portanto, nada de “Kaizen ou cai quem”, certo? A resistência a mudanças pode causar medos como esse, mas com um bom entendimento acerca da filosofia Kaizen as coisas se tornam muito mais simples do que parecem a princípio.

Na verdade, como você deve ter notado, o sucesso da aplicação do Kaizen está pautado na mentalidade coletiva de que cada peça do quebra-cabeça é essencial para o bom funcionamento da organização.

 

Assista esse vídeo para te ajudar a esclarecer sua dúvidas

 

O vídeo a seguir corresponde ao nosso 1º Ciclo de Mentoria em Lean Manufacturing, em que essa questão do "cai quem" também foi abordada, além de outros pontos importantes dessa metodologia de melhoria contínua.

 

 

E aí, entendeu?

 

Consegui esclarecer essa confusão de “Kaizen ou cai quem”? Espero que sim. Como você pode ver, isso não passa de um entendimento errado acerca dessa filosofia, que visa o alcance de benefícios e não prejuízos.

Então, conte para nós nos comentários o que você achou. Compartilhe conosco também se já tiver presenciado a aplicação do Kaizen em sua empresa. Mas se ainda tiver alguma dúvida, não hesite em nos perguntar! Aguardamos seu feedback!

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