O Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) é empregado justamente para resolver problemas e/ou oportunidades de melhoria de desempenho de uma maneira totalmente estruturada, concisa e eficiente. Os objetivos sãos os mesmos do método DMAIC e podem também ser aplicados em projetos Lean Seis Sigma.

O Método de Análise e Solução de Problemas (MASP) está inerente ao PDCA e suas 8 etapas sistêmicas, que conheceremos logo a seguir, obedecem exatamente aos 4 passos deste ciclo: planejar, desenvolver, controlar e agir.

Sei que esta analogia entre MASP e PDCA ainda provoca confusão em muita gente, para você compreender de vez esta relação vou exemplificar todo o conceito do Ciclo PDCA assim, ó:

“Enquanto o MASP é usado pelo Ciclo PDCA para melhorar um desempenho, com a resolução estruturada de um problema ou oportunidade; o SDCA é o segundo e último método empregado também pelo Ciclo PDCA para manter e assegurar este progresso que foi conquistado”.

Leia mais: PDCA X SDCA: QUAL A DIFERENÇA?

De nada adianta melhorar um desempenho e não conseguir mantê-lo depois, não é mesmo?

Agora sim, depois de te explicar a relação da MASP com o PDCA, nós podemos, enfim conhecer suas etapas.

Vamos lá?

 

8 passos do Método de Análise e Solução de Problemas 

 

1. (P) Identificação

 

Esta etapa consiste em identificar o problema-oportunidade e elaborar o escopo do projeto.

Através de uma vasta gama de oportunidades – seja para corrigir, prevenir ou mesmo melhorar um desempenho, os responsáveis da sua empresa podem priorizar quais delas deverão, de fato, seguir em frente com o uso deste método, isto com base nos retornos e ganhos previstos de obtenção. Identificados todos estes problemas chave, cada um deles segue para resolução e aplicação com a MASP de forma isolada.

Como? Com a elaboração de um escopo desta oportunidade-problema e, portanto, do projeto de melhoria, contendo informações como a equipe e áreas envolvidas, o fluxograma do processo envolvido, os indicadores chave para comparação futura, os prazos para entrega e a meta que deverá ser alcançada, por exemplo.

 

2. (P) Observação

 

Esta etapa busca levantar o maior número possível de dados e informações sobre o problema.

Realizar este levantamento é crucial para seguir para a próxima fase de análise. Para trabalhar com dados e informações já existentes é importante avaliar se o sistema de medição e geração de dados é válido e confiável, caso não seja, a ferramenta da qualidade Folha de Verificação (Checklist) pode te ajudar com a coleta de novos dados.

Depois de coletados e validados os dados e informações sobre o problema, também é recomendado avaliá-lo e analisá-lo sob diferentes pontos de observação, com o uso de outras ferramentas, como: Diagrama de Pareto, Diagrama de Dispersão, Histograma, Diagrama de Caixas (Boxplot), Cartas de Controle, dentro outros.

Inclusive, é nesta fase que frequentemente ocorre o ajuste na meta de melhoria estipulada para o projeto, já que somente agora o problema é realmente compreendido.

 

3. (P) Análise

 

Esta etapa objetiva encontrar as causas raízes do problema.

Enquanto na fase anterior o problema era analisado, aqui, as causas raízes dele provenientes serão analisadas. Para descobri-las e depois prioriza-las, técnicas e ferramentas analíticas e da qualidade como: Brainstorming, Diagrama de Ishikawa, 5 Porquês, FMEA, Diagrama de Pareto e Matriz de Prioridades, por exemplo, podem ser empregadas e ajudar nesta missão.

 

4. (P) Plano de ação

 

Esta etapa tem como fim elaborar um plano de ação que contenha as soluções que irão resolver o problema.

Se na fase anterior as causas raízes foram descobertas e priorizadas, nesta fase, ideias para solucioná-las serão expostas e, depois, priorizadas com o objetivo de atacar cada uma das causas identificadas. Ferramentas da qualidade como: Brainstorming, Diagrama de Pareto, Matriz de Custos, 5W2H, FMEA e o próprio Plano de Ação podem auxiliar no cumprimento desta tarefa.

 

5. (D) Ação

 

Esta etapa é pura execução, ou seja, coloca o plano de ação elaborado na fase anterior em prática!

As soluções de melhoria já são conhecidas para combater e eliminar o problema e, assim, conquistar a meta. Com base nelas – contidas no plano de ação, os responsáveis por todas as tarefas propostas e pendentes deverão seguir conforme o planejamento e executá-las. Para avaliar se os prazos de término estão sendo cumpridos por todos os envolvidos um gráfico de Gantt contido no próprio Plano de Ação pode facilitar este controle.

 

6. (C) Verificação

 

Esta etapa possui como propósito comparar o resultado alcançado com o esperado pelas soluções implantadas.

Não adianta implantar as ações recomendadas e não avaliar depois se os resultados obtidos estiveram de acordo com o esperado. Esta fase possui exatamente este objetivo: assegurar que os resultados previstos sejam de fato alcançados.

Caso alguma das tarefas compostas no plano de ação não atingiu o resultado desejado, os demais responsáveis deverão avaliar quais foram os motivos que interferiram neste processo, e se podem resolver este impedimento. Ferramentas como Histograma e Carta de Controle podem colaborar neste passo.

 

7. (A) Padronização

 

Esta etapa remete-se a padronizar o processo que o problema contemplou.

Quando chegar aqui, quer dizer que a meta do projeto já deve ter sido alcançada – pelo menos este foi o objetivo. Assegurar que o cumprimento das novas práticas e métodos de trabalho no processo que o problema abrangeu permaneça inalterável ao longo do tempo é a missão da fase.

Ferramentas da qualidade, estatísticas e enxutas como: Controle Estatístico de Processos (CEP), dispositivos Poka-Yoke, Fluxograma, além é claro, dos indispensáveis Procedimentos Operacionais Padrão (POP), podem ajudar.

 

8. (A) Conclusão

 

Esta etapa é atrelada a, finalmente, concluir o projeto, revisando o método empregado e o contexto do problema.

O projeto de melhoria em si já terminou. Agora, resta uma última reunião, onde todos os responsáveis na resolução do problema pertinente deverão debater entre si sobre práticas mais sustentáveis de aplicação da própria metodologia de resolução de problemas, além de deixar recomendações de projetos futuros que compreendam o mesmo cenário de atuação que este problema esteve envolvido.

 

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