A metodologia Lean Manufacturing é, com toda certeza, uma das famosas metodologias de gestão da produção no mundo. Com foco na melhoria contínua para resolução de problemas e eliminação de desperdícios no processo de produção, o Lean Manufacturing é visto, portanto, como uma filosofia de gestão.

Sendo assim, a Manufatura Enxuta possui suas ferramentas, chamadas de ferramentas Lean. E são essas ferramentas que, ao serem aplicadas, permitem o sucesso na implantação dessa metodologia.

Lembrando que o Lean Manufacturing se baseia no Sistema Toyota de Produção, que se concentra em um modelo de produção just in time, de forma a manter o fluxo contínuo nos processos.

Com essas informações em mente, vamos às principais ferramentas Lean:

 

Lead Time

 

O Lead Time, tido muitas das vezes como um conceito ou princípio do Lean Manufacturing, é o tempo de duração do ciclo de produção. O grande foco do Lean é a redução desse tempo de produção através da eliminação de desperdícios.

É através do cálculo do Lead Time que identificamos o caminho crítico do processo, podendo assim dar atenção às atividades envolvidas nesse caminho porque são elas que, se atrasarem, acarretarão em atraso no prazo de entrega.

 

Mapa do Fluxo de Valor

 

Para identificarmos os desperdícios envolvidos na produção, é essencial que se aplique o Mapa do Fluxo de Valor. Esse mapa é um diagrama simples de todas as etapas envolvidas nos movimentos de material e informação para atender a demanda do cliente em seu andamento de compra.

Com a sua formulação, torna-se visível quais são as atividades que agregam valor e quais devem ser eliminadas. Ele pode ser desenhado em diferentes fases e, a partir de sua análise, podem ser obtidas diversas melhorias de processo no chão de fábrica ou no desenvolvimento de serviços.

 

Poka Yoke

 

Poka Yoke é uma ferramenta enxuta representada por simples dispositivos e/ou procedimentos que possuem como missão inicial prevenir o surgimento de erros em um processo através da eliminação de suas causas geradoras.

Quando o ataque à causa do erro ainda não é possível ou conveniente, ao menos a detecção de sua origem é efetuada com o propósito de conter a obtenção de defeitos nos produtos processados.

Só para deixar claro para você, um exemplo de Poka Yoke no nosso cotidiano acontece no pendrive, que só pode ser plugado de uma forma, não encaixando se tentarmos da forma errada.

 

Programa 5S

 

O Programa 5S é um programa de qualidade que visa melhorar o ambiente de trabalho e a produtividade, tomando por base cinco sensos: utilização, organização, limpeza, bem estar e autodisciplina.

Esse programa pode ser considerado como uma ferramenta enxuta que tem como objetivo básico promover uma ordem sistêmica do funcionamento de um processo em um ambiente de trabalho.

Focado na melhoria contínua, é um programa de caráter participativo, sendo uma ferramenta para educar as pessoas de forma fácil, simples e efetiva dentro e fora do ambiente de trabalho. E sabe qual é o melhor de tudo? É que o programa 5S traz resultados imediatos e duradouros para a empresa.

 

Diagrama de Ishikawa

 

O Diagrama de Ishikawa, também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito e também como Diagrama de Espinha de Peixe, é uma das 7 ferramentas da qualidade.

Esse diagrama é uma ferramenta que permite a uma equipe explorar e identificar graficamente todas as potenciais causas relacionadas a um problema a fim de identificar as causas raízes.

 

A análise é feita classificando as causas em seis tipos, conhecidos como os 6M’s: mão de obra, meio ambiente, material, método, máquina e medição. A partir desse destrinchamento, o problema se torna mais visual e a causa raíz se torna mais fácil de ser identificada.

 

Fluxograma

 

O fluxograma nada mais é do que um diagrama que expressa um determinado processo, ou fluxo de trabalho, de forma sequencial, gráfica, simples, objetiva e direta.

Essa representação é feita a partir de figuras geométricas que simbolizam etapas do determinado processo e são ligadas por setas que indicam a direção e a sequência a ser seguida.

A existência de fluxogramas para cada um dos processos é fundamental para a simplificação e racionalização do trabalho, permitindo a compreensão e posterior otimização dos processos desenvolvidos em cada departamento ou área da organização.

Para facilitar seu entendimento, segue um exemplo simples de um fluxograma:

 

 

Diagrama de Pareto

 

O Diagrama de Pareto é uma ferramenta estatística que auxilia na tomada de decisão, permitindo uma empresa priorizar problemas, quando esses se apresentam em grande número.

O princípio de Pareto classifica os problemas relacionados à qualidade em duas categorias:

  • Poucos vitais;

  • Muitos triviais.

Pelo princípio de Pareto, devemos concentrar nossa atenção sobre os poucos vitais, já que estes resultam em grandes perdas para a empresa, apesar de representarem um pequeno número de problemas.

 

A partir da construção do diagrama, se torna mais fácil identificar quais são esses poucos vitais nos quais a empresa deve destinar os seus esforços e recursos a fim de resolver o problema.

 

Histograma

 

Um Histograma, também conhecido como Diagrama de Distribuição de Frequências, é a representação gráfica, em colunas (retângulos), de um conjunto de dados previamente tabulado e dividido em classes uniformes.

  • A base de cada retângulo representa uma classe;

  • A altura de cada retângulo representa a quantidade ou frequência com que o valor dessa classe ocorreu no conjunto de dados.

Ao dispor as informações as informações graficamente, o Histograma permite a visualização dos valores centrais, a dispersão em torno dos valores centrais e a forma da distribuição.

 

 

POP - Procedimento Operacional Padrão

 

O POP - Procedimento Operacional Padrão é um conjunto de instruções escritas que servem para documentar uma rotina ou atividade que se repete dentro de uma empresa. Seu objetivo é a utilização nas operações da empresa, facilitando a execução e também o treinamento de operadores e supervisores.

Alguns pontos a se considerar quando falamos do POP são:

  • É específico para cada empresa ou área na qual será aplicado;

  • Precisa ser escrito da maneira correta;

  • Não adianta ser muito bem escrito se não for seguido;

  • Deve passar por revisão constantemente.

 

FMEA

 

A análise FMEA (Análise de Modos de Falhas e seus Efeitos) é uma ferramenta que tem como objetivo identificar, hierarquizar e prevenir as falhas em potencial de um produto ou processo.

Ao utilizar o FMEA identificamos potenciais falhas ou deficiências em produtos e processos. Portanto, é uma ferramenta que ajuda a aumentar a confiabilidade e facilitar a rastreabilidade das ações necessárias para a mitigação dos riscos.

 

Takt Time

 

O Takt Time pode ser definido como o ritmo do processo, a demanda do mercado. Esse ritmo é essencial para o Lean Manufacturing e deve ser muito bem estabelecido para que o modelo de produção puxada possa ser colocado em prática.

Um Takt Time bem definido garantirá a manutenção do fluxo contínuo, pois a cada vez que meu cliente (que pode ser externo ou interno) puxa o produto, a linha de produção faz um novo.

Geralmente, muitas pessoas confundem o Takt Time com o Lead Time, mas lembre-se de que a diferença entre eles é simples: o Lead Time é tempo gasto desde o início do processo até o final, enquanto o Takt Time é a cadência com a qual esse processo ocorre.

 

Relatório A3

 

O relatório A3 é uma ferramenta em que, através de uma simples folha A3, busca-se a resolução de problemas e a identificação da causa raiz. Nesse processo, são utilizadas as diretrizes do ciclo PDCA para a formulação de um passo a passo que deve ser seguido para o compreendimento do contexto.

Para facilitar a etapa de compreensão do problema, devem ser utilizadas ferramentas visuais, como histograma, gráfico de pareto, diagrama de dispersão e fluxograma. A partir disso, torna-se mais intuitivo o processo de identificação da causa raíz e possíveis propostas de melhoria.

Para esse passo, os objetivos principais da organização devem estar claros, de forma a nortear a formulação das propostas de melhoria.

Em seguida, devem ser criados os planos de ação para a aplicação prática das soluções, os quais devem ser monitorados através de indicadores.

 

Saiba mais sobre as ferramentas Lean!

 

Como você pode constatar nesse artigo, para que o trabalho padronizado proposto pela metodologia Lean tenha sucesso em sua aplicação, várias ferramentas e conceitos são utilizados de forma conjunta.

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